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Nota de óbito

Luís António Martinho Grão, Coronel do Serviço Geral Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW e pelo PQ Pedro Castanheira

Foto à civil do Coronel cedida pelo

SMorPQ Serrano Rosa

 

Faleceu no dia 25Ago2025, em Tomar, o veterano

 

Luís António Martinho Grão

 

Coronel do Serviço Geral Pára-Quedista

 

 

Guiné: Dez1966 a Mai1968
 

Alferes Pára-Quedista


Companhia de Materiais e Infraestruturas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»
 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»
 

Organização administrativa do


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»
 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»
 

Angola: Abr1969 a Jan1970


Comandante do 3.º Pelotão da
 

1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas «IRMÃOS DE MARTE»
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

Comando da Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Angola: Jan1970 a Abr1973


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas «IRMÃOS DE MARTE»
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


Comando da Região Aérea 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se seguem:

 

 

Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Colectiva

Corpo de Tropas Paraquedistas

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com palma Colectiva
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

 

Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12

 

Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe
 

Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe
 

Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe
 

Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar

 

Medalha de Prata de Comportamento Exemplar

 

Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar
 

Prémio Heróis de Portugal
 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1966 – 68
 

Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1969 – 73”
 

 

Brevíssima resenha castrense

 

 

Luís António Martinho Grão, Coronel do Serviço Geral Pára-Quedista, nascido no dia 22 de Outubro de 1936, na freguesia de Nossa Senhora da Vila, concelho de Montemor-o-Novo;

Em 1957, ingressou voluntariamente nas tropas pára-quedistas e colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», pelo que lhe foi atribuído o número de identificação militar 122/57;

Em 09 de Setembro de 1957, promovido a Furriel;

Em 11 de Novembro de 1958, sendo Furriel, no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» concluiu com aproveitamentoo 5.º Curso de Para-Quedismo Militar sendo-lhe atribuído o brevet n.º 364;

 


Em 1961, como 2.º Sargento Pára-Quedista, agraciado com a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar, publicado na Ordem de Serviço n.º 182 do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», de 26 de Julho de 1961;

Em 1964, pela Portaria de 28 de Agosto de 1964 e como 1.º Sargento Pára-Quedista, agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 4.ª classe;

Em 01 de Novembro de 1966, promovido a Alferes Pára-quedista e ingressa nos quadros do Serviço Geral Pára-Quedista;

Em Dezembro de 1966, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado na Companhia de Materiais e Infraestruturas (CMI) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;

Durante a sua comissão de serviço da Guiné, escolhido pelo Tenente-Coronel Sigfredo Ventura da Costa Campos, comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», para integrar a organização administrativa daquele batalhão (
Antes de partir para a Guiné, o TCor Costa Campos fez questão de convencer o Alferes Grão a ir com ele para a Guiné, pois o Alferes Grão estava nomeado para Angola);

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR», pelo Decreto n.º 48328, publicado no Diário do Governo n.º 86/1968 - Série I, de 10 de Abril de 1968, publicado na Ordem de Serviço n.º 106 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», de 03 de Maio de 1968;

 

Em Maio de 1968, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Guiné 1966 – 68”, publicado na Ordem de Serviço n.º 123 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA», de 23 de Maio de 1968;

Em Abril de 1969, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, onde comanda o 3.º Pelotão da 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «IRMÃOS DE MARTE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 (COMRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA» até Janeiro de 1970, no entanto, manteve-se ao serviço daquela companhia até Abril de 1973

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 32 – 2.ª série, de 1972 no Diário de Governo n.º 262 – 2.ª série, de 10 de Novembro de 1972:
 

Capitão Serviço Geral Pára-quedista
LUÍS ANTÓNIO MARTINHO GRÃO
 

Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe
 

Diário do Governo n.º 262, 2.ª Série de 10 de Novembro de 1972
 

Por despacho de 22 de Setembro de 1972, o General Comandante-Chefe louva:


O Capitão SG Para LUIS ANTÓNIO MARTINHO GRÃO, do BCP21, pelas excelentes qualidades de coragem, decisão, agressividade, sangue-frio e elevada noção do dever militar reveladas no Teatro de Operações de Angola.


Tendo por missão perseguir um numeroso e bem armado grupo inimigo, no decorrer da operação “NOVIDADE 21/H”, desenvolveu ingente e profícuo esforço para alcançar, o que que conseguiu, realizando, em seguida, uma audaciosa manobra de envolvimento. Face a forte reação dos guerrilheiros, logrou conduzir o seu grupo de combate com inteligência e raro sentido táctico, indiferente ao perigo iminente que ficou sujeito ao ser alvejado pelo fogo adverso, quando, numa manifestação de invulgar estoicismo e serena energia debaixo de fogo, se lançou na perseguição dum guerrilheiro armado, que acabou por ser abatido. O exemplo do seu gesto galvanizou todos os homens sob o seu comando que o seguiram sem vacilar, levando de vencida o inimigo que foi totalmente desbaratado e a quem infligiram baixas, fizeram prisioneiros e capturaram elevada quantidade de armamento.


Oficial dotado de caráter firme e muito sóbrio, o Capitão GRÃO enfileira, com a sua valorosa acção, entre os que melhor servem e muito honram as Tropas Pára-Quedistas e a Força Aérea Portuguesa.

Em Abril de 1973, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Agraciado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar, publicado na Ordem de Serviço n.º 126, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», de 29 de Maio de 1973;

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1969 – 73”, publicado na Ordem de Serviço n.º 138 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) ««GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», de 12 de Junho de 1973;

Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 (ComRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»; pelo Decreto n.º 48328, publicado no Diário do Governo n.º 43, 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973;

Em Junho de 1973, agraciado com o Prémio Heróis de Portugal;

Agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe, pela Portaria de 18 de Maio de 1983;

Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito Colectiva – Corpo de Tropas Paraquedistas «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», publicado no Diário da República n.º 62 – 2.ª série, de 15 de Março de 1985;

Agraciado com a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, por despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de 26 de Maio de 1987;

Como Oficial do Serviço Geral Pára-Quedista fez carreira nas Tropas Pára-Quedistas até ao ano de 1992, altura em que passou à situação de reserva.

Nota:
O Coronel Luís António Martinho Grão, é juntamente com o Coronel Carlos Ferreira de Morais, os únicos oficiais da extinta especialidade SG/PQ a chegarem ao posto de Coronel.

 

 

 

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