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Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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sublinhado
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Vila Verde

Vila Verde
Elementos cedidos pelo veterano
JC Abreu dos Santos
Francisco Lopes Gonçalves Barbosa

Alferes Mil.º
Atirador, n.º 18090569
Comandante de pelotão da
Companhia de Cavalaria 2747
«OS PATOS»
Batalhão de
Cavalaria 2922
«À CARGA!»
Guiné: 23Jul1970 a
25Nov1971 (data do falecimento)
In
Memoriam:
Alferes Mil.º
Francisco Lopes Gonçalves Barbosa
HONRA E MEMÓRIA
Há nomes que ficam
gravados no tempo pela bravura, pelo dever cumprido e
pelo sacrifício supremo prestado à Pátria. O Alferes
Miliciano Francisco Lopes Gonçalves Barbosa é, para
sempre, um desses nomes.
Nascido no ano de
1948, no concelho de Vila Verde, era filho de Zacarias
Gonçalves Barbosa e de Adelaide Lopes. Levou consigo as
raízes
do Minho e os valores da honra quando o dever das armas
o chamou.
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3 – Estremoz),
ostentava o prestigiado curso de Operações Especiais.
Como Alferes Miliciano Atirador (n.º de matrícula
18090569), assumiu com enorme coragem o comando de
pelotão da Companhia de Cavalaria 2747 (CCav 2747),
pertencente ao Batalhão de Cavalaria 2922 (BCav 2922) —
os eternos "Patos".
A
18 de Julho de 1970, no cais de Lisboa, embarcou no
Navio de Transporte de Tropas (NTT) Uíge rumo ao
estuário do rio Geba, na Província Ultramarina da Guiné.
Em solo de combate, demonstrou a liderança, o
sangue-frio e a dedicação ímpares exigidos a um
comandante de pelotão, guiando os seus homens no
cumprimento rigoroso do dever.
A fatalidade
cumpriu-se na quinta-feira, 25 de Novembro de 1971.
Durante uma intensa flagelação levada a cabo por um
bi-grupo do PAIGC, instalado a escassos 800 metros da
fronteira oriental, o aquartelamento das Nossas Tropas
(NT) em Buruntuma foi severamente atingido.
Foi nesse trágico
dia de provação que a Companhia de Cavalaria 2747 sofreu
pesadas baixas: além do Alferes Barbosa, tombou também
em combate o
Soldado Atirador Reinaldo Queimado Lopes
Lavaredas. Na mesma ação, ficaram gravemente feridos o
1.º Cabo Atirador (n/m 00509170) Guilherme Abrantes da
Cunha e o Soldado Atirador (n/m 00082370) Bernardino da
Cunha Dias, sofrendo ainda ferimentos ligeiros os
Soldados Atiradores Alfredo Silva Bastos, Carlos Manuel
A. Lourenço e Francisco P. Rodrigues.
Trasladado para a
sua terra natal, o Alferes Barbosa repousa no cemitério
paroquial de Ferreiros, no concelho de Amares, onde a
sua memória permanece viva e honrada por familiares,
camaradas de armas e por todos os que reconhecem o valor
do seu sacrifício e de todos os seus companheiros.
Tinha 23 anos de
idade.
"Aqueles
que por obras valerosas se vão da lei da morte
libertando."
A sua entrega não
foi em vão. O seu exemplo e a memória de todos os que
ali tombaram e sofreram continuarão a inspirar as
futuras gerações.
Paz à sua Alma.

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