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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Reguengos de Monsaraz
São Pedro do Corval
Elementos cedidos pelo veterano
JC Abreu dos Santos
Reinaldo Queimado
Lopes Lavaredas
Soldado Atirador, n.º 06131970
Companhia de Cavalaria
2747
«OS PATOS»
Batalhão de Cavalaria 2922
«À CARGA!»
Guiné: 23Jul1970 a
25Nov1971 (data do falecimento)
In Memoriam
Soldado Atirador Reinaldo Queimado
Lopes Lavaredas
HONRA E MEMÓRIA
Há nomes que ficam gravados no tempo
pela bravura, pelo dever cumprido e pelo sacrifício
supremo prestado à Pátria. Reinaldo Queimado Lopes
Lavaredas é, para sempre, um desses nomes.
Nascido no ano de 1949, na freguesia
de São Pedro do Corval, concelho de Reguengos de
Monsaraz, era filho de Sebastião Lourenço e de Joaquina
Lopes Queimado, levando consigo as raízes
do
Alentejo e os valores do dever quando a Nação o chamou
às armas.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria
n.º 3 (RC3 – Estremoz) para cumprir o serviço militar na
Província Ultramarina da Guiné, embarcou em Lisboa a 18
de Julho de 1970, a bordo do Navio de Transporte de
Tropas
Uíge,
rumo ao estuário do rio Geba.
Incorporado como Soldado Atirador (n.º
de matrícula 06131970), integrou a Companhia de
Cavalaria 2747 (CCav 2747), pertencente ao Batalhão de
Cavalaria 2922 (BCav 2922) — unidades
carinhosamente
conhecidas na história militar como "Os Patos". Em solo
de combate, pautou a sua conduta pela camaradagem,
coragem e firmeza no cumprimento da missão.
A fatalidade do destino cumpriu-se na
quinta-feira, 25 de Novembro de 1971. Durante uma
intensa e violenta flagelação movida por um bigrupo do
PAIGC, instalado a escassos 800 metros da fronteira
oriental, o aquartelamento das Nossas Tropas em
Buruntuma foi severamente atingido. Foi nesse trágico
combate que o Soldado Lavaredas tombou mortalmente em
serviço da Pátria.
Naquela mesma data e circunstância, a
Companhia de Cavalaria 2747 sofreu ainda a perda do
Alferes Miliciano Atirador de Operações Especiais
Francisco Lopes Gonçalves Barbosa, que igualmente
tombou em combate. Na mesma acção, ficaram gravemente
feridos o 1.º Cabo Atirador (n/m 00509170) Guilherme
Abrantes da Cunha e o Soldado Atirador (n/m 00082370)
Bernardino da Cunha Dias, sofrendo ferimentos ligeiros
os Soldados Atiradores Alfredo Silva Bastos, Carlos
Manuel A. Lourenço e Francisco P. Rodrigues.
Trasladado mais tarde para a sua terra
natal, o Soldado Lavaredas repousa hoje no cemitério
paroquial do Campinho, no concelho de Reguengos de
Monsaraz, onde a sua memória permanece viva, honrada e
respeitada por familiares, camaradas de armas e pela sua
comunidade.
Tinha 22 anos de idade
"Os que por
obras valerosas se vão da lei da morte libertando."
A sua entrega não foi em vão. O seu
nome, a sua coragem e o seu sacrifício continuarão a
inspirar a memória dos seus e da Nação.
Paz à sua Alma.

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