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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Porto

Cedofeita
José
António Carvalho Ferreira
Imagens cedidas por
José Luís Reboleira Alexandre,
Furriel Mil.º

José António Carvalho Ferreira,
Furriel Mil.º Atirador, n.º 07651773, natural da freguesia
de Cedofeita, concelho do Porto, filho de José António
Ferreira e de Margarida Fernandes Carvalho, solteiro.

Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 15 (RI15 - Tomar) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola integrado na 3.ª
Companhia do Batalhão de Caçadores 4511/74.
Faleceu no dia 14 de Dezembro de 1974 no
Hospital Militar de Luanda, vitima de acidente de
viação, ocorrido na estrada entre a Beira Baixa e
Balacende.
Os seus restos mortais repousam no
compartimento n.º 45 do cemitério da Venerável
Irmandade da Nossa Senhora da Lapa, concelho do
Porto.
Que a sua Alma descanse em Paz.


A identificação dos
presentes na foto pertencentes à minha companhia da esquerda
para a direita:
José Lobo de Pinho
Cancela de Abreu
Luís Filipe Cabrita
Farinha
José António Carvalho
Ferreira, falecido
em falecido em 14Dez1974 (Nota)
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
José Luís Reboleira
Alexandre
Arlindo Fernandes
Gonçalves
Fernando Alberto Pascoal
de Oliveira,
falecido em falecido em 14Dez1974 (Nota)
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
Gilberto Sardinha do
Espírito Santo.
Nota:
No sábado 14Dez74,
faleceram devido a acidente, os seguintes militares daquela
3ª/BCac4511/74:
Soldado Hermano Ribeiro
Gonçalves, natural de Chão de Galegos, freguesia dos Montes
da Senhora, concelho de
Proença-a-Nova.
O motivo da morte dos
nossos camaradas foi efectivamente um capotamento da
Berliett em que seguiam os dois e o soldado condutor, na
viagem de regresso a Luanda, para o GAC 1, e
verificou-se algures entre Nambuangongo e o Caxito,
creio que já no asfalto.
Marcou-nos imenso
pois o que seria em principio o fim do período mais
difícil depois dos 3 meses no mato, sem luta note-se,
passados entre Lué, Quipedro e a base de Quixico,
tornou-se de repente na dura realidade da morte de dois
maravilhosos colegas e amigos pessoais no meu caso.
No Quixico recebemos
um esfarrapado e descalço elemento do MPLA, de seu
nome Manel se não me engano. Isto era apenas o prelúdio
para a situação em Luanda com a mistura dos elementos
dos 3 movimentos MPLA, UNITA e FNLA com as nossas tropas
e a luta fratricida entre eles. Foi aqui nesta cidade
que assisti no entanto às situações mais
dramáticas vividas pelos ex-colonos, e que parece que
até hoje toda a sociedade portuguesa teima em não querer
acreditar que existiu. Sobretudo nos últimos meses antes
do dia 11 de Novembro. Voltámos para Lisboa no mês de
Outubro de 1975. Exactamente a um mês da independência.
Segue também o crachá
da 3ª Cia do Bat Cac 4511/74. Sinais dos tempos, a pomba
da Paz, penso que uma ideia do nosso capitão Pedro Ramos
(ele poderá confirmar, se tirar um bocadinho do seu
tempo lá em Vila Real, para aparecer por aqui).
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