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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Moita

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Moita

 

Moita

 

Alhos Vedros - Moita

 

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A Memória dos Nossos Combatentes: O Vazio Monumental na Vila da Moita

A preservação da memória histórica dos jovens portugueses que cumpriram o seu dever militar durante a Guerra do Ultramar (1961–1974) é uma exigência imperativa de justiça, cidadania e respeito institucional. Por todo o país, vilas e cidades ergueram monumentos, memoriais e lápides comemorativas onde se perpetuam os nomes daqueles que partiram em defesa da Pátria e não regressaram às suas terras natais.

Contudo, na vila da Moita — sede de concelho —, constata-se com profundo pesar a ausência absoluta de qualquer memorial, padrão ou monumento público dedicado aos combatentes do Ultramar naturais e concelhios que tombaram em serviço militar.

O concelho da Moita pagou um tributo doloroso em vidas humanas, cujos nomes e rostos permanecem na sua maioria votados ao esquecimento público no espaço urbano:

  • Armindo Esteves dos Santos Carromeu (Fur. Mil.º, Moita, falecido a 15.10.1963);

  • Francisco Agostinho Luís (1.º Cabo, Alhos Vedros, falecido a 03.04.1961);

  • Henrique Maria Oliveira (Soldado Condutor, Moita, falecido a 16.01.1969);

  • João Guilherme Pereira Cardoso (1.º Cabo Atirador, Sarilhos Pequenos / Moita, falecido a 28.01.1973);

  • João Luís Azevedo da Costa (Fuzileiro Especial, Alhos Vedros, falecido a 27.01.1965);

  • João Luís Pereira dos Santos (Soldado Atirador, Brejos da Moita / Alhos Vedros / Moita, falecido a 05.05.1973);

  • Joaquim Arnaldo Capitão Ferrão (Soldado Atirador, Alhos Vedros, falecido a 08.10.1971);

  • José dos Santos Cardoso (Soldado Atirador, Vale do Grou / Alhos Vedros, falecido a 24.03.1967);

  • Manuel dos Santos Domingos (Soldado Atirador de Cavalaria do Esquadrão 485 "Os Grifos", Penteado / Moita, tombado em combate em Calambata a 19.10.1963).

Estes bravos — cujos corpos repousam quer em solo africano, quer nos cemitérios do concelho — deram a vida em cenários de conflito em Angola, Guiné e Moçambique, mas continuam sem dispor de um espaço de evocação coletiva na vila da Moita. A respetiva memória sobrevive apenas graças a registos de arquivo e ao esforço de preservação histórica, carecendo de um ponto de referência comunitário que perpetue o seu sacrifício perante as gerações vindouras.

Prestar esta homenagem pública não constitui uma exaltação da guerra, mas sim um ato elementar de justiça, gratidão e reconhecimento humanitário a quem cumpriu com honra o seu dever militar. A edificação de um memorial aos naturais e munícipes da Moita falecidos na Guerra do Ultramar permanece como uma dívida histórica por cumprir.

 

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