"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Malan
Sanhá
Civil Auxiliar
4.ª Companhia de
Caçadores Indígena
(6.ª Companhia de Caçadores)
«ONÇAS NEGRAS»
«AUT VINCERE AUT MORI»
Comando Territorial
Independente da Guiné
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Malan
Sanhá, Civil Auxiliar, serviu Portugal na Província
Ultramarina
da Guiné exercendo as funções de guia, integrado na 4.ª
Companhia de Caçadores Indígena (4ªCCacI) «AUT VINCERE
AUT MORI» do Comando Territorial Independente da Guiné
(CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A LEI DA VIDA ETERNA
DILATANDO»;
Em
1 de Abril de 1967, aquela subunidade de infantaria
passou a designar-se por Companhia de Caçadores 6
(CCac6) «ONÇAS NEGRAS» - «AUT VINCERE AUT MORI», do
Comando
Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A
LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Louvado, por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 15, de 19 de Fevereiro de 1963, daquele
Comando Territorial;
Agraciado, por feitos em combate, com a Medalha da Cruz
de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 30 de Abril de
1963, publicada na Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª série,
de 1963;
Em 10 de Junho de 1963, na Praça do Império, em
Bissau, na Província Ultramarina da Guiné, perante as
Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada, foi-lhe
imposta a insígnia da Cruz de Guerra de 3.ª classe, por
relevantes feitos em combate no teatro-de-operações da
Guiné;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, pelo
Decreto n.º 48412, publicado no Diário do Governo n.º
129/1968, Série I, de 30 de Maio de 1968.
Cruz de Guerra, de 3.ª
classe
Civil
Auxiliar
MALAN SANHÁ
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 16 – 3.ª série, de 1963.
Por Portaria de 30 de Abril de 1963:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa:
O Civil Auxiliar, Malan Sanhá.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 15, de 19 de
Fevereiro de 1963, do Comando Territorial Independente
da Guiné):
Louvo o civil auxiliar, Malan Sanhá, residente na
povoação de Xugué, porque, fazendo parte de uma força
que, ao regressar de uma missão de reconhecimento,
depois de obter valiosos elementos de informação, foi
atacada por numeroso grupo de terroristas, alguns deles
armados de pistolas-metralhadoras, espingardas e longas,
soube manter extraordinária calma e sangue-frio na
disciplina de fogo, o que aliado à sua valentia e
arrojo, permitiu a retirada ordenada da mesma força e
sem baixas durante cerca de cinco quilómetros, em campo
aberto, apesar de perseguida pelo grupo terrorista que,
em número crescente, procurava o cerco, contribuindo,
pela sua actuação pessoal, para que a força se
subtraísse à acção dos atacantes, depois de lhes
infligir severas baixas, entre as quais 43 mortos
abandonados, como mais tarde se verificou.