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Condecorações

Rui Manuel Machado da Cruz, Alferes Mil.º de Cavalaria, do ECav295/GCav345

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

Rui Manuel Machado da Cruz

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Comandante de pelotão do

 

Esquadrão de Cavalaria 295

«EU QUERO»

 

Grupo de Cavalaria 345

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 04Dez1961 a 22Fev1964

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Rui Manuel Machado da Cruz, Alferes Mil.º de Cavalaria;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 24 de Novembro de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Angola’, como comandante de pelotão do Esquadrão de Cavalaria 295 (ECav295) «EU QUERO» do Grupo de Cavalaria 345 «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 04 de Dezembro de 1961;

 

[Comandante do Grupo de Cavalaria 345, o Tenente-Coronel de Cavalaria António Sebastião Ribeiro de Spínola]
 

A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Rui Mamede Monteiro Pereira, aquartelou em Bessa Monteiro; em 3 de Março de 1962 ocupou a Fazenda São Pedro; em 5 de Junho de 1962 rodou para Calambata; em 9 de Maio de 1963 transferida para Pereira de Eça, onde se manteve até final da comissão de serviço;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por despacho General Comandante da Região Militar de Angola, de 04 de Junho de 1963, publicado na Ordem de Serviço n.º 47, de 07 de Junho de 1963, do Quartel-General da Região Militar de Angola, e transcrito na Ordem de Serviço n.º 136, de 19 de Junho de 1963, do Esquadrão de Cavalaria 345, e na Revista da Cavalaria do ano de 1963, páginas 94 e 95;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 17 de Setembro de 1963, publicada na Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª série, de 01 de Outubro de 1963:


Alferes Miliciano de Cavalaria
RUI MANUEL MACHADO DA CRUZ


ECav295/GCav345 - RC3
ANGOLA


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na na Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª série, de 01 de Outubro de 1963.


Por Portaria de 17 de Setembro de 1963:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:
O Alferes Miliciano de Cavalaria, Rui Manuel Machado da Cruz, do Esquadrão de Cavalaria n.º 295, do Grupo de Cavalaria n.º 345 (Regimento de Cavalaria n.º 3).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Despacho de 04 de Junho de 1963, do General Comandante da Região Militar de Angola e publicado na Ordem de Serviço n.º 47, de 07 do mesmo mês e ano, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvo o Alferes Miliciano de Cavalaria, Rui Manuel Machado da Cruz, do Esquadrão de Cavalaria n.º 295, do Grupo de Cavalaria n.º 345, pelas elevadas qualidades militares que revelou, como Comandante de Pelotão, durante o período de permanência do Grupo de Cavalaria n.º 345 na Zona de Intervenção Norte (ZIN), nomeadamente nas regiões de Bessa Monteiro e de S. Salvador, entre 19 de Janeiro de 1962 e 30 de Abril de 1963, onde o Pelotão que comandou se salientou pelo espírito combativo com que cumpriu todas as missões que lhe foram atribuídas.


Este Oficial, que já se destacara como óptimo subalterno em tempo de paz, em todas as acções de combate em que comparticipou, revelou, além de admirável serenidade e espírito de decisão, qualidades de valentia e sangue-frio, que o impuseram à consideração de todos o seus homens, para quem se constituiu em permanente exemplo.


Entre as acções de guerra em que tomou parte, destacam-se a operação "Mata Sanga", realizada em 18 de Abril de 1962, na região de Bessa Monteiro, em que revelou serenidade debaixo de fogo ao ter sido ferido quando atravessava uma zona perigosa; o comando de uma emboscada realizada em 06 de Fevereiro de 1962, na região de Bessa Monteiro, de que resultaram perdas para o inimigo, e, ainda, o comando de um dos pelotões que comparticiparam na ocupação da grande "Base Terrorista do Fuesse" e na conquista do "Depósito Terrorista do Quindualo", respectivamente a 04, 26 e 27 de Julho de 1962, onde mais uma vez, pôs à prova a sua elevada aptidão para o comando de unidades elementares de Cavalaria em campanha.


Assim, o Alferes Machado da Cruz, pela perfeita e consciente noção da alta missão que foi chamado a cumprir e pela afirmação constante da sua serena coragem em frente do inimigo, mostrou-se sempre digno de ocupar os postos de maior risco, prestando à Pátria e ao Exército serviços de real mérito, pelo que é de toda a justiça apontá-lo ao respeito e à consideração pública.


Em 22 de Fevereiro de 1964, no porto de Moçâmedes, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Março de 1964.
 

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Notícia:

 

Partida do Grupo de Cavalaria 345, no dia 24 de Novembro de 1961

 

 

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Notícia:

 

Regresso do Grupo de Cavalaria 345, no dia 2 de Março de 1964

 

 

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