.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecoração

Manuel dos Santos, 1.º Sargento Pára-quedista DFA

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos e imagens cedidas pelo PQ Pedro Castanheira

 

Manuel dos Santos

 

1.º Sargento Pára-quedista DFA

 

 

Angola: 08Jul1964 a 08Out1965

 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas

 

Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Moçambique: 09Out1965 a Jun1966

 

Companhia de Caçadores Para-quedistas 33

(2.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas)

 

Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 31

«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»

 

3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva

Medalha de Prata de Valor Militar com Palma (Individual)

Cruz de Guerra de 1.ª Classe Colectiva

Medalha de Promoção por Distinção

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Norte de Angola 1964 – 65”

 

 

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E PESSOAIS

O 1.º Sargento Pára-quedista Manuel dos Santos nasceu na Freguesia e Concelho de São João da Madeira, distrito de Aveiro, a 11 de Maio de 1941.

Titular do Brevet de Pára-quedista Militar N.º 1092, cumpriu o seu serviço no Ultramar e encontra-se na situação de Deficiente das Forças Armadas (DFA) e reformado.

2. CARREIRA MILITAR E PERCURSO CRONOLÓGICO

A sua carreira militar teve início a 3 de Janeiro de 1961, data em que foi incorporado na Escola-mãe das Tropas Pára-quedistas (Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»).

Entre 01 e 31 de Maio de 1961, frequentou e concluiu com sucesso o Curso de Pára-quedismo N.º 13, obtendo a qualificação de pára-quedista militar.

A sua progressão na hierarquia militar iniciou-se com a promoção ao posto de 1.º Cabo Pára-quedista a 09 de Julho de 1963, ascendendo a Furriel Pára-quedista a 09 de Julho de 1964.

De 08 de Julho de 1964 a 08 de Outubro de 1965, cumpriu a sua 1.ª Comissão de Serviço em Angola, integrado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas (3.ª CCP) do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 21 (BCP 21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», unidade que viria a ser transferida para o Teatro de Operações de Moçambique.

Transferido para Moçambique, onde continuou a sua comissão de serviço, a qual decorreu no período de 9 de Outubro de 1965 a Junho de 1966., servindo no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 31 (BCP 31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» na Companhia de Caçadores Pára-quedistas 33 (CCP 33) [futura 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas].

Em Abril de 1966, durante a Operação “CORVO”, no ataque à Base inimiga “MACALOGE”, em Moçambique, distinguiu-se heroicamente em combate ao fazer frente ao inimigo e lançar-se sob intenso tiroteio para proteger os seus homens, sendo atingido por uma grave rajada que o deixou deficiente das Forças Armadas.

Pelo seu desempenho extraordinário, foi-lhe concedido um louvor publicado na Ordem de Serviço n.º 44 do Comando da 3.ª Região Aérea, a 04 de Junho de 1966.

Promovido a 2.º Sargento Pára-quedista a 31 de Dezembro de 1966, foi agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com Palma por Portaria do Secretário de Estado da Aeronáutica de 06 de Março de 1967 (publicada a 7 de Março de 1967).

A 23 de Julho de 1970 foi desligado do serviço activo por ter sido considerado "Incapaz de todo o serviço" (Ordem da Aeronáutica n.º 23, 2.ª Série, de 20 de Agosto de 1970), vindo a ser promovido a 1.º Sargento Pára-quedista por Distinção e fixada a sua Reforma Extraordinária a 23 de Fevereiro de 1971.

3. CONDECORAÇÕES E DISTINÇÕES

Ao longo da sua carreira e em reconhecimento da sua bravura em combate, foi condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar com Palma (Individual), atribuída por Portaria de 6 de Março de 1967.

Foi também agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas no Norte de Angola (Ordem da Aeronáutica n.º 09, 2.ª Série, de 5 de Abril de 1966), com a legenda “Norte de Angola 1964 – 65”.

Como elemento integrante das suas unidades de elite, ostenta igualmente as condecorações colectivas concedidas às suas unidades:

A Cruz de Guerra de 1.ª Classe (BCP 31, 1969) e

A Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma (BCP 21, 1973).

4. TEOR INTEGRAL DA CONDECORAÇÃO E LOUVOR

Furriel Pára-quedista

MANUEL DOS SANTOS

 

Medalha de Prata de Valor Militar com Palma

 

Por Portaria de 06 de Março de 1967

 

Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica, com a seguinte redacção, o louvor constante da Ordem de Serviço n.º 44, de 4 de junho de 1966, do Comando da 3.ª Região Aérea:

 

Louvo o furriel Pára-quedista Manuel dos Santos, do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 31, pela sua heroica acção durante a operação “Corvo”, em que fez frente ao inimigo, lançando-se sobre ele debaixo de intenso tiroteio, para proteger os homens sob o seu comando, arriscando a própria vida, num total desprendimento por ela. E, depois de gravemente ferido, deu provas, com o seu sangue-frio, presença de espírito e calma impressionantes, apesar do cônscio da gravidade do seu ferimento, de ser um militar excepcional, digno do maior apreço e consideração.

 

Este sargento, pelo seu comportamento, tanto em serviço de rotina como principalmente em acção de combate, sempre na primeira linha, pela sua bravura, coragem e elevado sentido de responsabilidade, deve ser apontado como um símbolo de heroísmo, com que honra as tropas Pára-quedistas guindando-as a um plano em que a palavra servir é ultrapassada, sagrando-se no campo da devoção. Praticou actos extraordinários de rara abnegação e valentia, que, por extraordinários, devem ser considerados distintos.

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo