Medalha Comemorativa das
Campanhas das Forças Armadas com
a legenda “Norte de Angola 1964
– 65”

1.
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E
PESSOAIS
O 1.º
Sargento Pára-quedista Manuel
dos Santos nasceu na Freguesia e
Concelho de São João da Madeira,
distrito de Aveiro, a 11 de Maio
de 1941.
Titular
do Brevet de Pára-quedista
Militar N.º 1092, cumpriu o seu
serviço no Ultramar e
encontra-se na situação de
Deficiente das Forças Armadas
(DFA) e reformado.

2.
CARREIRA MILITAR E PERCURSO
CRONOLÓGICO
A
sua carreira militar teve início
a 3 de Janeiro de 1961, data em
que foi incorporado na
Escola-mãe das Tropas
Pára-quedistas (Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»).
Entre
01 e 31 de Maio de 1961,
frequentou e concluiu com
sucesso o Curso de Pára-quedismo
N.º 13, obtendo a qualificação
de pára-quedista militar.
A
sua progressão na hierarquia
militar iniciou-se com a
promoção ao posto de 1.º Cabo
Pára-quedista a 09 de Julho de
1963, ascendendo a Furriel
Pára-quedista a 09 de Julho de
1964.
De
08 de Julho de 1964 a 08 de
Outubro de 1965, cumpriu a sua
1.ª Comissão de Serviço em
Angola, integrado na 3.ª
Companhia de Caçadores
Pára-quedistas (3.ª CCP) do
Batalhão de Caçadores
Pára-quedistas n.º 21 (BCP 21)
«GENTE OUSADA
MAIS
QUE QUANTAS», unidade que viria
a ser transferida para o Teatro
de Operações de Moçambique.
Transferido
para Moçambique, onde continuou
a sua comissão de serviço, a
qual decorreu no período de 9 de
Outubro de 1965 a Junho de 1966.,
servindo no Batalhão de
Caçadores Pára-quedistas n.º 31
(BCP 31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE
TAL GENTE» na Companhia de
Caçadores Pára-quedistas 33 (CCP
33) [futura
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas].
Em
Abril de 1966, durante a
Operação “CORVO”, no ataque à
Base inimiga “MACALOGE”, em
Moçambique, distinguiu-se
heroicamente em combate ao fazer
frente ao inimigo e lançar-se
sob intenso tiroteio para
proteger os seus homens, sendo
atingido por uma grave rajada
que o deixou deficiente das
Forças Armadas.
Pelo
seu desempenho extraordinário,
foi-lhe concedido um louvor
publicado na Ordem de Serviço
n.º 44 do Comando da 3.ª Região
Aérea, a 04 de Junho de 1966.
Promovido
a 2.º Sargento Pára-quedista a
31 de Dezembro de 1966, foi
agraciado
com a Medalha de Prata de Valor
Militar com Palma por Portaria
do Secretário de Estado da
Aeronáutica de 06 de Março de
1967 (publicada a 7 de Março de
1967).
A 23 de
Julho de 1970 foi desligado do
serviço activo por ter sido
considerado "Incapaz de todo o
serviço" (Ordem da Aeronáutica
n.º 23, 2.ª Série, de 20 de
Agosto de 1970), vindo a ser
promovido a 1.º Sargento
Pára-quedista por Distinção e
fixada a sua Reforma
Extraordinária a 23 de Fevereiro
de 1971.
3.
CONDECORAÇÕES E DISTINÇÕES
Ao
longo da sua carreira e em
reconhecimento da sua bravura em
combate, foi condecorado com a
Medalha de Prata de Valor
Militar com Palma (Individual),
atribuída por Portaria de 6 de
Março de 1967.
Foi
também agraciado com a Medalha
Comemorativa das Campanhas das
Forças Armadas no Norte de
Angola
(Ordem da Aeronáutica n.º 09,
2.ª Série, de 5 de Abril de
1966), com a legenda “Norte de
Angola 1964 – 65”.
Como
elemento integrante das suas
unidades de elite, ostenta
igualmente as condecorações
colectivas concedidas às suas
unidades:
A Cruz de
Guerra de 1.ª Classe (BCP 31,
1969) e
A
Medalha de
Ouro de Valor Militar com Palma
(BCP 21, 1973).
4. TEOR
INTEGRAL DA CONDECORAÇÃO E
LOUVOR
Furriel
Pára-quedista
MANUEL
DOS SANTOS
Medalha
de Prata de Valor Militar com
Palma
Por
Portaria de 06 de Março de 1967
Considerado como dado pelo
Secretário de Estado da
Aeronáutica, com a seguinte
redacção, o louvor constante da
Ordem de Serviço n.º 44, de 4 de
junho de 1966, do Comando da 3.ª
Região Aérea:
Louvo o
furriel Pára-quedista Manuel dos
Santos, do Batalhão de Caçadores
Pára-quedistas n.º 31, pela sua
heroica acção durante a operação
“Corvo”, em que fez frente ao
inimigo, lançando-se sobre ele
debaixo de intenso tiroteio,
para proteger os homens sob o
seu comando, arriscando a
própria vida, num total
desprendimento por ela. E,
depois de gravemente ferido, deu
provas, com o seu sangue-frio,
presença de espírito e calma
impressionantes, apesar do
cônscio da gravidade do seu
ferimento, de ser um militar
excepcional, digno do maior
apreço e consideração.
Este
sargento, pelo seu
comportamento, tanto em serviço
de rotina como principalmente em
acção de combate, sempre na
primeira linha, pela sua
bravura, coragem e elevado
sentido de responsabilidade,
deve ser apontado como um
símbolo de heroísmo, com que
honra as tropas Pára-quedistas
guindando-as a um plano em que a
palavra servir é ultrapassada,
sagrando-se no campo da devoção.
Praticou actos extraordinários
de rara abnegação e valentia,
que, por extraordinários, devem
ser considerados distintos.
