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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos cedidos pelo PQ
Pedro Castanheira |
Faleceu
no dia 09 de Outubro de 2018, o
veterano
Luciano Fernando Lopes Nunes
Coronel de Infantaria
Paraquedista

Guiné:
13Dez1966 a 18Dez1968
Comandante do 4.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
Guiné:
15Jan1970 a 10Out1971
Comandante (02Fev1970) da
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 12 «UNIDADE E
LUTA»
Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
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Cruz de Guerra de 1.ª
Classe Colectiva |
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Cruz de Guerra de 2.ª
Classe |
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Medalha de Prata de
Serviços Distintos com
Palma |
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Medalha de Feridos em
Campanha |

Luciano Fernando Lopes Nunes,
Coronel de Infantaria
Paraquedista, nascido no dia 16
de Novembro de 1941, na
freguesia de Cadafaz, concelho
de Góis.
Em
23 de Outubro de 1961, ingressou
na Academia Militar (AM) «DULCE
ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»,
no curso de Infantaria.
Em
01 de Novembro de 1965,
promovido a Alferes de
Infantaria.
Em Janeiro de 1966, ofereceu-se
como voluntário para servir nas
Tropas Paraquedistas e seguiu
para o Regimento de Caçadores
Paraquedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM». Ali, entre 10 de
Janeiro e 01 de Março de
1966,
frequentou o 33.º Curso de
Paraquedismo Militar com
aproveitamento, pelo que lhe foi
atribuído o brevet n.º 3541.
Em 13 de Dezembro de 1966,
mobilizado pelo Regimento
de
Caçadores Paraquedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na
Província
Ultramarina da Guiné, como
comandante do 4.º Pelotão da
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122, do Batalhão
de Caçadores Paraquedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da
Zona Aérea de Cabo Verde e
Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR».
Em 01 de Dezembro de 1967,
promovido a Tenente
Paraquedista.
Em 1968, foi considerado
abrangido com direito ao
uso
da insígnia da condecoração
colectiva da
Cruz de
Guerra de 1.ª classe, concedida
ao Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA»,
cuja concessão foi publicada no
Diário do Governo n.º 86/1968,
Série I, de 10 de Abril de 1968.
Em 18 de Dezembro de 1968,
regressou à Metrópole.
Em 17 de Maio de 1969, promovido
a Capitão Paraquedista.
Louvado e agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
classe, pela Portaria de 03 de
Janeiro de 1970, publicada na
Ordem à Aeronáutica n.º 3 – 2.ª
série, de 30 de Janeiro de 1970:
Tenente
Paraquedista
LUCIANO FERNANDO LOPES NUNES
CCP122/BCP12 – RCP
Guiné
Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
Classe
Por Portaria de 3 de Janeiro de
1970
Louvado, por proposta do
Comandante da Zona Aérea de Cabo
Verde e Guiné, o Tenente
Paraquedista LUCIANO FERNANDES
LOPES NUNES do Batalhão de
Caçadores Paraquedistas n.º 12
pelas excecionais qualidades de
combatente, demonstradas no
decorrer de uma ação da operação
“JUPITER”, quando o pelotão sob
o seu comando se reorganizava
num objetivo que havia sido
assaltado, e o inimigo
contra-atacou com forças da
ordem de um bi-grupo, fixando
frontalmente as nossas tropas
com parte dos efetivos e
actuando por envolvimento com o
resto das forças.
Apesar de surpreendido pela
manobra e fogo inimigo, que
provocou ferimentos mortais nos
dois homens que o ladeavam,
tendo o Tenente Lopes Nunes sido
também atingido no fardamento e
equipamento por uma rajada de
metralhadora ligeira, manteve a
calma e sangue-frio, e numa
demonstração de perfeito domínio
sobre os seus homens, pôs em
execução, com rasgos de ousadia,
desprezo pelo perigo e coragem
moral e física, as decisões
transmitidas pelo comandante de
companhia, retomando
imediatamente a iniciativa.
Esgotadas as munições da sua
arma, para evitar perdas de
tempo com a mudança de
carregadores, utilizou as armas
dos elementos feridos, numa
demonstração de exemplar
serenidade debaixo de fogo,
impulsionando por tal forma a
reação do seu pelotão que o
inimigo foi prontamente
aniquilado, deixando no terreno
vários mortos e muito armamento.
Nesta acção o Tenente Lopes
Nunes confirmou plenamente a
confiança que merecia dos seus
superiores e o valor que era
reconhecido como combatente de
eleição.
Durante a sua comissão de
serviço na província da Guiné
comandou o seu pelotão em 24
acções de combate, incutindo-lhe
uma elevada mentalização
operacional e conquistando,
diante do inimigo e debaixo de
fogo, grande prestígio e honra
para as Forças Armadas.
Em 15 de Janeiro de 1970,
mobilizado pelo Regimento de
Caçadores Paraquedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província
Ultramarina da Guiné.
Em 02 de Fevereiro de 1970,
nomeado como comandante da
Companhia de Caçadores
Paraquedistas 122, do Batalhão
de Caçadores Paraquedistas 12
(BCP12) «UNIDADE E LUTA», da
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
(ZACVG) «ESFORÇO E VALOR».
Em 22 de Março de 1971, no
decorrer da operação “NARCISO
A”, na zona do Cantanhez, foi
ferido em combate com gravidade,
pelo que foi evacuado para a
Metrópole.
Louvado e agraciado com a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma, publicado
no Diário do Governo n.º 130 –
2.ª série, de 03 de Junho de
1971, e na Ordem de Serviço n.º
182, de 06 de Agosto de 1971, do
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE E LUTA»:
Capitão
Paraquedista
LUCIANO FERNANDO LOPES NUNES
CCP122/BCP12 – RCP
Guiné
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Diário do Governo N.º 130,
2.ª Série de 3 de Junho de 1971
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da
Defesa Nacional, louvar por
proposta do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, o
Capitão Paraquedista LUCIANO
FERNANDO LOPES NUNES, do
Batalhão de Caçadores
Paraquedistas N.º12, pela forma
altamente eficiente como
comandou durante catorze meses a
Companhia de Caçadores
Paraquedistas N.º122, na sua
segunda comissão de serviço no
teatro de operações da Guiné.
Oficial dotado de invulgares
qualidades de Comando muito
competente, possuidor de alto
sentido do dever e de
assinaláveis dotes de coragem e
de abnegação, granjeou elevado
prestígio entre os seus
subordinados, de que resultou o
integral cumprimento das
múltiplas missões que lhe foram
cometidas, infligindo baixas ao
inimigo e capturando-lhe
apreciáveis quantidades de
armamento.
De salientar particularmente a
sua acção no ataque inimigo a
Pirada, realizado em 13 de Julho
de 1970, onde deu inequívocas
provas de serenidade, espírito
de decisão e iniciativa,
dirigindo calma e eficientemente
a defesa do sector a sua
responsabilidade, merecendo a
admiração e o respeito não só de
todos os militares da guarnição,
como dos elementos da população.
Na acção ‘Narciso A’, seguindo
um guia na vanguarda do grupo de
assalto a um objectivo,
apercebendo-se da percussão do
detonador de uma granada que
constituía uma armadilha do
inimigo, tentou derrubar o guia,
no intuito de evitar que este
fosse atingido pela deflagração
que iria seguir-se. Resultando
infrutíferos os seus intentos,
acabou também por ficar ferido
com vários estilhaços em ambas
as pernas, de que resultou a sua
evacuação.
O Capitão LOPES NUNES, pelo
conjunto de qualidades militares
evidenciadas, revelou-se um
Oficial muito apto para o
comando de tropas em operações,
que muito honra o corpo de
tropas Paraquedistas a que
pertence, tendo prestado no
teatro de operações da Guiné em
campanha, serviços que
justamente se consideram
extraordinários,
relevantes e distintos.
A 23 de Julho de 1979, a
trajetória militar e pessoal do
Capitão Paraquedista Luciano
Fernando Lopes Nunes ficou
indelevelmente marcada por um
acto de estrita justiça e
reconhecimento soberano. Nessa
data, foi-lhe oficialmente
reconhecido o estatuto de
Deficiente das Forças Armadas
(DFA), acompanhado da atribuição
da sua reforma extraordinária.
Em 21 de Novembro de 1980,
promovido a Major Paraquedista.
Em 10 de Setembro de 1987,
promovido a Tenente-Coronel
Paraquedista.
Em 01 de Julho de 1992,
promovido a Coronel
Paraquedista.
Faleceu no dia 09 de Outubro de
2018
Paz à sua Alma