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Tropas Comandos

Tropas Comandos na Guerra do Ultramar

 

                   

 

 

Tropas Comandos na Guerra do Ultramar

 

 

 

 

 

Região Militar de Angola

 

14ª Companhia de Comandos

 

(Dez1967 a Abr1970)

 

 

 

Elementos cedidos pelo Coronel 'Comando' Ferreira da Silva

e apoio de um colaborador do portal UTW

 

 

 

A 14ª CCmds e o Coronel 'Comando' Santos e Castro

O Cor. Santos e Castro foi o primeiro Comandante do Centro de Instrução de Comandos em 29 de Junho de 1965, tendo já anteriormente comandado o Centro de Instrução da Quibala Norte, onde se formaram Grupo de Comandos para os Batalhões.

É pois o Comando n.º 1.

 

 

Em Julho de 1967 deixou o Comando do C.I.C. sendo substituído pelo Coronel Correia Diniz que era o Comandante, quando a 14.ª CC chegou a Angola e iniciou o Curso de Comandos.

 

Em 28 de Fevereiro de 1969 o Cor. Santos e Castro reassumiu o Comando do C.I.C. e foi o nosso Comandante, até ao nosso regresso em 6 de Abril de 1970.

 

As relações entre a 14.ª CC e o Comandante, sempre foram relações fortes e leais, pois o seu exemplo e a confiança que nele depositámos, mantiveram-se até ao fim da Comissão.

 

Não podendo estar presente à nossa partida enviou a carta que se junta, e que nunca esqueceremos.

 

Em 12 de Novembro de 1970 deixa o Comando do C.I.C. para ir desempenhar funções de Governador do Distrito de Cuanza Norte, cuja despedida publicada em Ordem de Serviço igualmente se junta.

 

Lutou sempre pelos seus ideais, por uma Angola para todos, e por Portugal.

 

Morreu em 1996.

MAMA SUME

 

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Carta do Tenente-Coronel Santos e Castro Comandante do Centro de Instrução de Comandos (CIC) na despedida da 14.ª Companhia de Comandos em Abril de 1970

 

 

(transcrição da carta):

 

Caríssimo Camarada

Os deveres de uma função, e militar na situação em que vivemos sobretudo, impõem comportamentos e procedimentos, cujo fundamento se tem de alhear da natureza e do valor dos nossos sentimentos e do gosto, que a cada momento nos sujeita. E por ser assim, e só por ser assim, custando como custa sempre – eu não posso estar presente à vossa partida e aproveitar assim a continuidade de um são convívio, que já recordo com saudade.

 

É assim. E por muito estranho que possa parecer é isto – o gosto do convívio sadio por ser são e verdadeiro – a parte mais válida que encontramos na guerra que vamos fazendo, embora seja o que mais facilmente pomos de parte, quando outros locais impõem a nossa presença.

 

Acreditem que estou sendo sincero nisto, pois pelo que aqui fizeram, que considero extraordinário, pela dádiva que recebi de todos, eu só não posso estar grato imensamente grato, porque não se pode agradecer o que foi dado, por tudo o que está para além da função e de mim próprio.

 

Mas o que queria que ficassem sabendo e o sentissem, é quanto vos estimo e admiro, e o quanto fico devendo na sinceridade com que serviram e na isenção com que se devotaram. Bem hajam! E bem hajam, porque é de vós que encontro incentivo bastante para continuar, nas forças que me entregam para vencer a face negativa de tudo isto.

 

Peço-vos assim, que sintam que estou convosco quando o Navio que vos regressa sair, e que deixam em mim um amigo sincero. Recebam pois um abraço do camarada

Santos e Castro

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"Cont. da OS n.º 263, de 02NOV70, do CIC"

 

 

 

O Capitão 'Comando' Ferreira da Silva com o

Comandante Santos e Castro antes duma

saída para o Leste

 

 

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Junto ao busto do Cor. Santos e Castro na Associação de Comandos em Oeiras

 

 

 

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