Gustavo
Henriques Rebelo de Sousa,
Tenente-Coronel de Infantaria, na
situação de reforma, nascido no dia
22 de Maio de 1928.
Em 26 de Abril de 1960 capitão de
infantaria (n/m 50156211),
encontrando-se colocado no Batalhão
de Caçadores 5 (BC5 - Campolide),
embarca em Lisboa no NTT 'Timor'
rumo ao porto goês de Mormugão, por
ter sido nomeado para integrar as
Forças Expedicionárias de reforço à
guarnição do Estado da Índia
Portuguesa, destinado a comandar em
Damão Pequeno a
Companhia
de Caçadores 12 (CCac12), integrada
no dispositivo do Agrupamento
Constantino de Bragança.
Em 19 de Dezembro de 1961 fica
cativo das tropas invasoras da União
Indiana;
Em 12 de Maio de 1962 inicia no
porto de Carachi a torna-viagem
a bordo do NTT 'Pátria';
Em 5 de Junho de 1962 colocado na
Escola Prática de Infantaria
(EPI-Mafra);
Em 6 de Outubro de 1962 transferido
para o Estado Maior do Exército, por
ter sido nomeado para frequentar por
antecipação
no ano lectivo de 1962/63, o curso
de promoção a oficial superior, com
vista a ulterior frequência do curso
complementar de estado-maior;
Em 21 de Março de 1963 agraciado com
a Cruz de Guerra de 3ª classe...
... «Pela
forma acertada, decidida e eficiente
como orientou o combate das tropas
do seu sector, em Damão Pequeno,
contra as forças armadas da União
Indiana, que dispunham de uma
esmagadora superioridade, quer de
efectivos, quer de material.
Deve ser
posta em destaque a orientação que
imprimiu ao trabalho de organização
das posições, o qual resultou muito
eficiente, permitindo, apesar da
desproporção dos meios, suster o
avanço do inimigo durante várias
horas.

Cumpriu
assim, de modo notável, a missão que
lhe tinha sido atribuída, revelando
coragem, dinamismo, espírito de
sacrifício e qualidades de comando.
Por tudo,
deve ser considerado um oficial
digno do maior apreço.»
Em
20 de Julho de 1964 colocado no
Regimento de Infantaria 4
(RI4-Faro);
Em 28 de Abril de 1965, tendo sido
mobilizado pelo Regimento
de Infantaria 7 (RI7 - Leiria) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo a
Luanda, como Oficial de Informações
e Operações / Adjunto (OfInfOp/Adj)
do Batalhão de Caçadores 774
(BCac774);
Em
2 de Maio de 1967 promovido a major,
cessa funções no Batalhão de
Caçadores 774 (BCac774) e regressa à
Metrópole;
Em 20 de Julho de 1967 colocado na
Escola Prática de Infantaria
(EPI-Mafra);
Em 25 de Julho de 1967 agraciado com
a Medalha de Mérito Militar de
3ª classe;
De 13 a 18 de Maio de 1968 frequenta
no Campo de Instrução Militar (CIM-Santa
Margarida), o estágio de Observação
Aérea e PCV (Posto de Comando
Volante);
Em
12 de Outubro de 1968, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria1 (RI1-Amadora) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo a
Luanda, como 2º comandante do
Batalhão de Caçadores 2855
(BCac2855);
Em 21 de Julho de 1970 autorizada a
passagem da sua comissão, para
continuar a servir, por
oferecimento, na Região Militar de
Angola (como supranumerário a partir
de 3 de Novembro de 1970);

Em 12 de Agosto de 1972 agraciado
com a Medalha de Mérito Militar de
2ª classe;
Em 1 de Janeiro de 1974, mantendo-se
como adido na Região Militar de
Angola, promovido a tenente-coronel;
Em 27 de Outubro de 1974 regressa
definitivamente à Metrópole;
Em 8 de Novembro de 1974 colocado no
Regimento de Infantaria 4 (RI4 -
Faro).
Em 23 de Março de 2012, por despacho
do MDN (Ministro da Defesa Nacional)
e em conformidade com as disposições
do "Regulamento da Medalha Militar e
das Medalhas Comemorativas das
Forças Armadas" (promulgado pelo
decreto-lei nº 316/2002), agraciado
com a Medalha de Reconhecimento.
Ficou sepultado no talhão da Liga
dos Combatentes, sito no cemitério
municipal de Faro.