Rui Fernando Alexandrino Ferreira,
Tenente-Coronel de Infantaria na situação de reforma
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de
óbito |
colaborador do portal UTW
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Faleceu no dia 23 de Novembro de 2022
o veterano
Rui
Fernando
Alexandrino Ferreira
Tenente-Coronel de Infantaria na
situação de reforma
Companhia de Caçadores 1420 do Batalhão de Caçadores 1857
Companhia de Caçadores 18
Cruzes de Guerra de
1.ª e 2.ª classes
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Cruz de Guerra de 1.ª
classe
Alferes Miliciano de Infantaria
RUI FERNANDO ALEXANDRINO FERREIRA
CCac1420/BCac1857 - RI2
GUINÉ
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª série, de
1967.
Por Portaria de 25 de Abril de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o
Alferes Miliciano de Infantaria, Rui Fernando
Alexandrino Ferreira, da Companhia de Caçadores n.º 1420
do Batalhão de Caçadores n.º 1857 - Regimento de
Infantaria n.º 2.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0rdem do
Exército):
Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, Rui Fernando
Alexandrino Ferreira, da Companhia de Caçadores n.º 1420
do Batalhão de Caçadores n.º 1857 - Regimento de
Infantaria n.º 2, pelas suas excepcionais qualidades de
condutor de homens, que, a par de uma audácia e valentia
invulgares, o classificam como combatente de categoria
verdadeiramente excepcional.
Oferecendo-se voluntariamente para organizar, instruir e
comandar o grupo especial "Os Insaciáveis", arrogou-se
desde logo o direito, no que era secundado por todos os
subordinados do seu Grupo de Combate, de ocupar sempre a
testa das forças empenhadas em operações, marchando, por
sua vez, o Alferes Rui Ferreira entre os primeiros
elementos. Chamando para si as acções mais arriscadas,
quer durante o assalto a bases inimigas, quer na reacção
a emboscadas, foi ferido na operação "Florete" aquando
do golpe de mão a um acampamento inimigo que o seu grupo
ocupou e destruiu.
Mesmo nas situações mais difíceis soube sempre conduzir
e impulsionar os seus homens por forma a obrigar o
inimigo a debandar, tão prontas e audazes eram as suas
actuações.
Torna-se merecedora de menção especial a sua acção na
operação "Ferro", durante a qual, com manifesto desprezo
pela vida, lançou o assalto ao objectivo debaixo de
intensíssimo fogo inimigo, galvanizando os seus
subordinados, a quem deu exemplo de coragem, audácia,
decisão e serena energia debaixo de fogo. A sua acção se
fica a dever o desalojamento do referido inimigo, que,
abrigado, reagia fortemente com armas automáticas e
bazooka à ocupação e consequente destruição do
objectivo, acabando mais uma vez por debandar com
baixas.
Tendo o Grupo de Combate recebido por diversas vezes a
incumbência de colaborar no treino operacional das
tropas recém-chegadas à Província, pôs nesse treino o
Alferes Rui Ferreira o melhor do seu saber, da sua
alegria e das suas qualidades combativas, constituindo
para essas tropas óptimo exemplo de militar decidido,
agressivo, corajoso, firme e sereno, conseguindo
contagiá-las com o seu exemplo.
De salientar ainda que, sendo este oficial destinado à
guarnição normal, se ofereceu para ficar nesta
Companhia, para onde marchara em diligência, aceitando
de antemão uma situação em que lhe seriam exigidos
maiores esforços.
Pelos motivos apontados, mostrou-se um oficial
perfeitamente mentalizado e muito apto para este tipo de
guerra que nos foi imposta, bem merecendo por isso a
estima e a consideração dos seus superiores, a admiração
que todos os subordinados por si têm, além do
agradecimento do Exército, que serviu devotada, abnegada
e heroicamente.