Alferes
Miliciano de Infantaria
ANTÓNIO JOSÉ PALETA DUARTE
CCac 2422 — BII 17
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
OE n.º 22 — 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 07 de Novembro de
1970:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Moçambique,
o Alferes Miliciano de Infantaria,
António José Paleta Duarte, da
Companhia de Caçadores n.º 2422 —
Batalhão Independente de Infantaria
n.º 17.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na OS n.º 71, de 29 de
Agosto de 1970, do QG/RMM):
Que, por seu despacho de 26 de Julho
de 1970, louvou o Alferes Miliciano
de Infantaria, António José Paleta
Duarte, da Companhia de Caçadores
n.º 2422, pela forma como comandou o
seu Grupo de Combate, quer durante
as fases de instrução, quer em
combate, pois conseguiu transmitir
aos seus subordinados a ideia do
dever e do cumprimento da missão,
expressa em todas as operações em
que o seu Grupo de Combate tomou
parte, pela agressividade,
desembaraço e espírito ofensivo
demonstrado.
Oficial cuidadoso, ponderado e
absolutamente cônscio das suas
responsabilidades, afirmou repetidas
vezes as suas qualidades de condutor
de homens, nomeadamente em várias
emboscadas que realizou, conseguindo
quase sempre provocar perdas de
material e baixas ao inimigo.
É de realçar o seu comportamento em
várias operações em que comandou
equipas do grupo de assalto, que
executou de forma exímia, sendo
frequentemente dos primeiros
elementos a entrar nos acampamentos
abandonados, mesmo com o inimigo
alertado e portanto com
possibilidades de haver emboscadas
montadas. Refere-se especialmente a
sua acção na operação "Bigodes 4" em
que, debaixo de violento fogo
inimigo, com risco da própria vida e
dando mostras de coragem,
sangue-frio e agressividade,
comandou uma das equipas de assalto
a um acampamento inimigo,
conseguindo assim uma significativa
captura de material.
De notar também o seu comportamento
nos difíceis trabalhos de detecção
de engenhos explosivos nas picadas,
numa das zonas mais perigosas da
ZIN, em que actuou junto dos
picadores, tendo até ele próprio
feito a operação de picagem,
nomeadamente quando um dos elementos
do seu Grupo de Combate accionou
involuntariamente uma mina
anti-pessoal que lhe provocou a
perda duma perna. Tendo o moral do
pessoal ficado muito abalado, o
Alferes Duarte, numa demonstração
exemplar de confiança em si próprio,
de auto-determinação e cumprimento
da missão, foi ele próprio para a
frente fazer a picagem até que o
moral dos seus homens normalizou.
Por todas as qualidades apontadas, o
Alferes Duarte é exemplo das
virtudes militares, o que faz com
que os seus homens o admirem e
tenham confiança ilimitada nele,
podendo os seus actos considerar-se
de muito mérito e prestigiantes para
o Exército e para a Nação.