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Companhia de Caçadores 2422/BII17:
27Ago1968 a 25Ago1970
Medalha de Cobre de Valor Militar
com palma
Prémio Governador-Geral de
Moçambique
Promovido, por distinção, a
Furriel miliciano
Manuel Lima da Rocha, Soldado de
Infantaria, n.º 09371068, nascido no
dia 26 de Setembro de 1947, na
freguesia da Agualva, concelho da
Praia da Vitória, na Ilha Terceira,
Açores, filho de Maria Rosa de Lima
e de Constantino Coelho da Rocha.
Mobilizado
pelo Batalhão Independente de
Infantaria 17 (BII17 - Angra do
Heroísmo) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique,
integrado na Companhia de Caçadores
2422 «ODERINT DUM METUANT», no
período de 27 de Agosto de 1968 a 25
de Agosto de 1970.
Condecorado coma a Medalha de Cobre
de Valor Militar com palma perante
as Forças Armadas Portuguesas
reunidas
em parada na Praça Gonçalves Zarco,
em Ponta Delgada, no dia 10 de Junho
de 1972.
Promovido, por distinção, a Furriel
Miliciano.
Agraciado com o Prémio
Governador-Geral de Moçambique (Jornal do
Exército, ed. 123, pág. 68, de Março
de 1970).
Faleceu, no dia 31 de Outubro de
2020, no Hospital Trillium, em
Mississauga, na província canadense
de Ontário.
Paz à sua Alma
Medalha de Cobre de Valor Militar
com palma
Soldado
de Infantaria, n.º 09371068
MANUEL LIMA DA ROCHA
CCac 2422 - BII 17
MOÇAMBIQUE
Grau: Cobre, com palma
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 28 — 3.ª série, de 1970:
Por Portaria de 11 de Agosto de 1970:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército,
condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar, nos termos do artigo
7.º, com referência ao § 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, o Soldado n.º 09371068, Manuel Lima da
Rocha, da Companhia de Caçadores n.º 2422, do Batalhão
Independente de Infantaria n.º 17, porque, quando da fortíssima
emboscada sofrida pelo pessoal da sua Companhia e durante a qual a maior
parte da força foi gravemente atingida, acorreu como municiador em
auxílio de um camarada que alcançara um morteiro e o manejava como
apontador.
Vendo-o cair mortalmente atingido, tomou o seu lugar e, auxiliado por um
terceiro camarada, continuou a disparar até que, esgotadas as munições
junto da arma, utilizou também as abandonadas que foi buscar,
indiferente ao fogo do inimigo.
Ferido numa perna e mostrando coragem invulgar, correu sob fogo intenso
e rasante, até junto de camaradas caídos e, apoderando-se das suas armas
e munições, distribuiu-as aos que as tinham encravadas e esgotadas,
incitando-os a combater, voltando seguidamente a ocupar posições donde
desenvolvia grande potencial de fogo.
Terminada a emboscada e chegados os reforços, apesar de perder bastante
sangue, tentou animar e socorrer outros feridos, tomado de elevado
espírito de abnegação e alta noção do dever.
Revelou assim, superior determinação e grandes qualidades de ousadia,
sangue-frio, calma, serenidade e desprezo pelo perigo que o tornam
destacado exemplo de valoroso membro da Arma de Infantaria e que se
honrou perante o inimigo e o Exército, ganhando jus à consideração
pública.
Ministério do Exército, 11 de Agosto de 1970.
O Secretário de Estado do Exército, J. O. Vitoriano.


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