NAQUELA TERRA
Naquela
terra, naqueles campos minados,
Ficaram
corpos mutilados e esquecidos,
Corpos
que não podendo ser resgatados,
Jazem,
entregues à sorte, adormecidos.
Naquela
terra ficaram almas enganadas,
Continuando a lutar, rastejando pelo chão,
Almas
que não se dando por derrotadas,
Por lá
permanecem, cumprindo sua missão.
Hoje, já
poucos se lembram daquela Guerra,
Mas
existem ainda outras almas nesta terra,
Procurando em vão os despojos das demais;
Se a
memória do povo se apagou, e já lá vai,
Há ainda
quem sinta o vazio de não ter pai,
Daquela
Guerra, não me vou esquecer mais.
poema do seu filho:
António Mota