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Angola

Luís António da Cruz Valverde, Soldado de Infantaria: Medalha de Cobre de Calor Militar com palma

 

 "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, pág. 257, da RHMCA / CECA / EME

 

 

 

Luís António da Cruz Valverde

 

Soldado de Infantaria, apontador de metralhadora, n.º 478/66 (03962066)

 

Companhia de Caçadores 1609

 

Batalhão de Caçadores 1895

 

«VINCERE»

 

Angola: 02Dez1966 a 21Nov198

 

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com palma

(a título póstumo)

 

 

Luís António da Cruz Valverde, Soldado de Infantaria, apontador de metralhadora, n.º 478/66 (03962066), natural da freguesia de Ervidel, concelho de Aljustrel, filho de Inácio Descalço Valverde e de Maria da Cruz, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 – Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Caçadores 1609 (CCac1609) do Batalhão de Caçadores 1895 (BCac1895) «VINCERE»;

 

Faleceu, no dia 18 de Abril de 1967, no Hospital Militar de Luanda, devido a ferimentos em combate, ocorrido no dia 16 de Abril de 1967.

 

Está inumado no cemitério da freguesia de Ervidel


Condecorado com a Medalha de Cobre de Valor Militar com palma, a título póstumo, por Portaria de 3 de Outubro de 1967, publicada na Ordem do Exército n.º 31 - 3.ª série, de 1967.
 

 

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com palma (Título póstumo)

 

 

Soldado de Infantaria, apontador de metralhadora, n.º 478/66 (03962066)
LUÍS ANTÓNIO DA CRUZ VALVERDE
 

CCac1609/BCac1895 - RI16
ANGOLA
 

Grau: Cobre, com palma (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 31 - 3.ª série, de 1967:
 

Por Portaria de 3 de Outubro de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, nos termos do art.º 7.º com referência ao parágrafo 1.º do art.º 51.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Soldado n.º 478/66 (03962066), Luís António da Cruz Valverde, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do Batalhão de Caçadores 1895 – Regimento de Infantaria n.º 16, por, em combate, ter demonstrado excepcionais qualidades de coragem, desprezo pela vida e nítida compreensão do seu dever de soldado, norteado por elevado amor Pátrio.


Quando a coluna de que fazia parte foi emboscada [16 de Abril de 1968] e o inimigo, tirando partido da surpresa e agindo com grande potencial de fogo, em tiro rasante e quase à queima roupa, resoluta e destemidamente, saltou da viatura reagindo e combatendo com serena bravura.

 
Localizado, vários tiros o atingiram mortalmente no ventre, globo ocular e cabeça, mas o Soldado Valverde ainda pôde ver que elementos inimigos agarravam um seu camarada para o capturar e, numa chamada às suas já muito ténues forças, conseguiu lançar uma granada de mão ofensiva na direcção, libertando o seu camarada, negando uma das finalidades do escalão de assalto do inimigo e sua posterior exploração, num gesto que, tanto tem de heroico como de extrema abnegação.


Da sua dádiva total, do seu heroísmo e valor, bem merece da Pátria o seu reconhecimento.
 

Ministério do Exército, 3 de Outubro de 1967.


O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

 

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Para visualização do conteúdo clique no sublinhado ou na imagem que se seguem:

 

 

Jornal do Exército, ed. 99, de Março de 1968


 

 

 

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