Luís
António da Cruz Valverde, Soldado de Infantaria,
apontador de metralhadora, n.º 478/66 (03962066),
natural da freguesia de Ervidel, concelho de Aljustrel,
filho de Inácio Descalço Valverde e de Maria da Cruz,
solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 –
Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de
Angola, integrado na Companhia de Caçadores 1609
(CCac1609) do Batalhão de Caçadores 1895 (BCac1895) «VINCERE»;
Faleceu, no dia 18 de Abril de 1967, no
Hospital Militar de Luanda, devido a ferimentos em
combate, ocorrido no dia 16 de Abril de 1967.
Está inumado no cemitério da freguesia de
Ervidel
Condecorado com a Medalha de Cobre de Valor Militar com
palma, a título póstumo, por Portaria de 3 de Outubro de
1967, publicada na Ordem do Exército n.º 31 - 3.ª série,
de 1967.
Medalha de Cobre de
Valor Militar com palma
(Título póstumo)
Soldado
de Infantaria, apontador de metralhadora, n.º 478/66
(03962066)
LUÍS ANTÓNIO DA CRUZ VALVERDE
CCac1609/BCac1895 - RI16
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército
n.º 31 - 3.ª série, de 1967:
Por Portaria de 3 de Outubro de 1967:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Medalha
de Cobre de Valor Militar, com palma, nos termos do
art.º 7.º com referência ao parágrafo 1.º do art.º 51.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, o Soldado n.º 478/66 (03962066), Luís António da
Cruz Valverde, da Companhia de Caçadores n.º 1609 do
Batalhão de Caçadores 1895 – Regimento de Infantaria n.º
16, por, em combate, ter demonstrado excepcionais
qualidades de coragem, desprezo pela vida e nítida
compreensão do seu dever de soldado, norteado por
elevado amor Pátrio.
Quando a coluna de que fazia parte foi emboscada [16
de Abril de 1968] e o inimigo, tirando partido da
surpresa e agindo com grande potencial de fogo, em tiro
rasante e quase à queima roupa, resoluta e
destemidamente, saltou da viatura reagindo e combatendo
com serena bravura.
Localizado, vários tiros o atingiram mortalmente no
ventre, globo ocular e cabeça, mas o Soldado Valverde
ainda pôde ver que elementos inimigos agarravam um seu
camarada para o capturar e, numa chamada às suas já
muito ténues forças, conseguiu lançar uma granada de mão
ofensiva na direcção, libertando o seu camarada, negando
uma das finalidades do escalão de assalto do inimigo e
sua posterior exploração, num gesto que, tanto tem de
heroico como de extrema abnegação.
Da sua dádiva total, do seu heroísmo e valor, bem merece
da Pátria o seu reconhecimento.
Ministério do Exército, 3 de Outubro de
1967.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.
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Jornal do Exército, ed. 99, de Março de 1968

