Nesta foto tirada pelo
digníssimo Sargento-Mor Serrano Rosa, estão dos três
Sargentos Pára-quedistas mais condecorados, e
provavelmente mais injustiçados do conflito Ultramarino.
Representado nesta foto estão 8 Cruz de Guerra, 2
Serviços Distintos e Prémios do Governador e Heróis de
Portugal, distribuídos entre os três.
Foram de Soldados a Sargentos, e serviram a Pátria desde
61 a 75 sempre como operacionais, Pisteiros de Combate
de excelência, bons no mato e grandes instrutores, eram,
e são adorados pelos seus Soldados, pelos combatentes
que eram, mas principalmente pelo seu carácter e
humildade.
Foram, após o 25 de abril de 1974, propostos pelo
Comandante de 2.ª Região Aérea para promoção por
distinção, foi essa proposta vetada pelo então Conselho
da Revolução, consta que não queriam heróis da guerra do
Ultramar promovidos.
O sargento Pedro Rasgado na flor da idade, saiu das
Forças Armadas após os acontecimentos de Novembro de 75,
recomeçou a vida como "paisano", anos antes andava
embrenhado nas matas da Guiné ou a perseguir em Angola
grupos terroristas que se infiltrava no então território
Português de Angola.
O Sargento Augusto Morgado, já falecido, era uma lenda,
nada dado a gabarolices ou fanfarrão, os seus actos em
combate ficavam lendários, muitos choraram a sua morte,
passou à reserva como Sargento-Mor PQ.
O Sargento Rocha Cruz homem franzino, mas com coragem
para dar e vender, foi ferido com gravidade por duas
vezes, uma na Guiné e em Angola, contam testemunhas, que
durante a violenta emboscada em que morreu o Soldado PQ
Casaca, da secção de Rocha Cruz, que o mesmo apesar de
atingido na perna, rastejou pela zona de morte, e
colocou-se em cima do seu Soldado disparando a sua arma,
até á chegada de reforços.
Rocha Cruz ainda mal recuperado do ferimento em Angola,
já voava para importante operação onde foi
importantíssimo como Pisteiro.
Passou à reserva como Primeiro-Sargento Pára-quedista.