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NOTÍCIA - Cemitério de Nova Lamego (Gabu - Guiné)

 

 

Cemitério de Nova Lamego (Gabu - Guiné)

 

Exumar + 17... Ou mais 27 ?! Ou apenas 13 ?!

 

A notícia publicada no "Diário de Notícias", de 3 de Abril de 2009 e os comentários do veterano LC123278

 

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A notícia publicada no "Diário de Notícias", de 3 de Abril de 2009

 

Comentários do veterano LC123278

 

Listagem: Guiné - sepultados em Nova Lamego (Gabu), 23Mai63 a 14Jun73

 

 

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A notícia publicada no "Diário de Notícias", de 3 de Abril de 2009

 

 

 

Comentários do veterano LC123278

A quantidade de imprecisões contida em "notícia" de que houve recente conhecimento, leva a apresentar à consideração, dos colaboradores e visitantes deste portal UTW, o seguinte:

1 - «Uma equipa da LC descobriu [...]»:

"descobriu" coisa alguma, tendo em vista que, de há muito, se sabia qual o preciso local do cemitério e respectivas campas objecto das mais recentes exumações.

2 - «no sul da Guiné»:

dizer-se que o cemitério de Nova Lamego (pós-10Set74 rebaptizado Gabu), está "no sul", é como se todo o cemitério de Faro tivesse sido trasladado, por exemplo, para... Évora.

3 - «mais 12 campas»:

"mais", a acrescentar a quê?; (e se, neste parágrafo da "notícia", são 12 as referidas, mais adiante já são 13... !).

4 - «em Gabu para recuperar e identificar 17 soldados portugueses»:

1º, na data e circunstância em que morreram no teatro-de-operações da Guiné, todos os militares eram portugueses, posto o que "no" Gabu foram sepultados, entre 23Mai63 e 01Mai74, 53 (cinquenta e três) militares portugueses, de entre os quais 13 nascidos em território de Portugal Continental e 39 na Província da Guiné Portuguesa e 1 na (então) Guiné Francesa;

, se por "17 soldados portugueses" é entendido apenas os nascidos "na Metrópole", certo é que em publicações editadas pelo EME apenas são referidos 13 nomes (ver lista anexa).

5 - «Foram abertas apenas 14 campas porque não havia sinais sobre outras três que estavam referenciadas»:

das 14 campas que "foram abertas", «numa delas foi encontrada uma mulher guineense», o que comprova por um lado que eram apenas 13 os militares do recrutamento metropolitano que ficaram sepultados em Nova Lamego (Gabu), e comprova por outro lado que "outras três que estavam referenciadas" o foram por autoridades locais guineenses e não por intermédio de registos oficiais castrenses portugueses.

6 - «Nas restantes [13] a decomposição [não permite] "obter elementos para o cálculo do ADN". Mas foi possível identificar um militar com alguma certeza: José da Cruz, da região de Coimbra»:

aqui, uma perplexidade, considerando a inexistência de tal nome (e/ou variantes), entre os 13 registados nos mencionados registos castrenses.

Por último, mas não o menos importante, o representante daquela instituição terá dito ao jornalista do DN, que «foi também localizada a zona da margem, onde, possivelmente, está uma vala comum com 47 corpos [...] mas por falta de segurança, não fizemos uma investigação».
Tanto quanto é de conhecimento público, mas muito especialmente das entidades oficiais que ao tempo [06Fev69 e período imediatamente subsequente] trataram do assunto 'in loco', como em particular a informação veiculada aos familiares dos militares mortos por afogamento na travessia do Corubal junto ao Cheche, cada um dos «47 corpos» foi - e continua a estar - dado como «não recuperado», em face do que é desejável que direcção-central daquela Liga explique, detalhadamente, qual o motivo pelo qual se vêm lançar, por intermédio da imprensa escrita, infundadas expectativas às famílias dos malogrados militares que pereceram no dia 6 de Fevereiro de 1969.

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