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Enviado por Afonso M. F. Sousa:

 

Fundo dos combatentes 'deve' 35 milhões à CGA

 

De: AFONSO M.F.SOUSA
Enviada: terça-feira, 19 de Setembro de 2006 11:50
Para: ... ultramar@terraweb.biz ...
Assunto: Fundo dos combatentes 'deve' 35 milhões à CGA

 Fundo dos combatentes 'deve' 35 milhões à CGA

Carla Aguiar

Mais de cem milhões de euros são devidos por entidades públicas e privadas à Caixa Geral de Aposentações, a título de contribuições sobre salários ou encargos com pensões, de acordo com dados da CGA a que o DN teve acesso. Da lista de devedores constam o Fundo dos Ex-Combatentes, o Instituto de Gestão Financeira da Justiça, autarquias e a Universidade Moderna.

No universo das entidades privadas pontificam os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo que, no total, devem mais de um milhão de euros. Neste sector cerca de metade da dívida é da responsabilidade da Universidade Moderna, que, de acordo com o registo da CGA, terá em falta mais de 500 mil euros.

Mas o próprio Estado também deve dinheiro à CGA, sendo que só as autarquias têm mais de um milhão de euros de contribuições atrasadas relativas a este ano.

Uma das situações mais complexas é a do Fundo dos Ex-combatentes, que neste momento "deve" mais de 35 milhões de euros ao sistema de protecção social dos funcionários públicos. A CGA pagou as pensões dos antigos combatentes, mas não chegou a ser plenamente compensada por essa despesa, que não lhe compete. Criado pelo Governo PSD-PP - por iniciativa do então ministro da Defesa, Paulo Portas - , o fundo visa bonificar as pensões dos ex-combatentes, com mecanismos mais favoráveis de contagem de tempo de serviço. A promessa eleitoral do PP seria financiada através da venda de património do Ministério da Defesa. Mas, apesar do projecto ter sido anunciado desde finais de 2003, em Junho de 2005 ainda não estava formalmente constituído, por problemas na venda do património. O pagamento das pensões em 2004 ficou, assim, a título excepcional, a cargo da CGA e do Fundo de Garantia da Segurança Social. Em 2005 foram transferidos 12 milhões de euros e para este ano havia uma previsão de 34 milhões de euros. Em Outubro de 2005, o ministro da Defesa, Luís Amado, assumiu a necessidade de repensar o financiamento do fundo, por ser financeiramente insustentável, admitindo que, dos 400 mil potenciais beneficiários, as bonificações chegariam apenas aos mais necessitados, cerca de mil. O DN contactou as Finanças para saber como a dívida será paga, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.

In DN - 16/9/06

 

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