Monumento em Memória dos Combatentes do Ultramar
Inaugurado no dia 28 de Junho
de 2002
Localização: Rotunda dos
Combatentes do Ultramar


Dados da Peça
Designação/Título:
MONUMENTO EM MEMÓRIA DOS COMBATENTES
DO ULTRAMAR
Autor:
Luz Correia
Morada:
Nó do IP3, junto à Nacional 230 -
Acesso, Tondela (Rotunda dos Combatentes do
Ultramar)
Freguesia:
Freguesia de Molelos
Concelho:
Tondela
Coordenadas GPS:
40°31'31.9"N 8°05'11.3"W
Data de Inauguração:
28 de Junho de 2002
Promotor:
Câmara Municipal de Tondela
Materiais da Peça:
Mármore, granito, bronze e metal
Dimensões/Medidas:
700cm x 500cm
Descrição/Tema:
Conjunto escultórico de arte
contemporânea a exibir grande verticalidade,
constituído por uma estrutura em mármore na
parte superior e em granito na parte inferior,
circundado por 49 bestas metálicas.
Superiormente tem configurado um mapa com o
Sudoeste Africano, enquanto inferiormente tem
inscritas duas citações de Fernando Pessoa e de
Luís de Camões.
Num dos lados, onde está representado a zona do
Congo, podemos ler uma quadra retirada da
Mensagem:
“A alma é divina e a
obra é imperfeita.
Este padrão sinala aos ventos e aos céus
Que da obra ousada, é minha a parte feita
O por - fazer é só com Deus.”
No outro
lado, onde está representada a zona de
Moçambique, podemos ler alguns versos retirada
do Lusíadas:
“Em perigos e guerras
esforçados
Mais do que prometia a força humana
Em vós esperam ver-se renovada
Sua memória e obras valerosas”.
Cada besta simboliza cada um dos combatentes de
Tondela que pereceram na guerra, correspondendo
a cada uma delas uma placa identificativa
relativa ao combatente que representa.
Historial:
O monumento tem como propósito honrar
todos aqueles que foram chamados a cumprir o
dever cívico de defender os interesses de
Portugal, e sobretudo para lembrar aqueles que
tombaram no cumprimento desse dever cívico. Esta
obra nasceu por força da vontade do Núcleo do
Concelho de Tondela da Associação dos
Combatentes do Ultramar.
A rotunda escolhida para a sua implantação
reflecte a centralidade que este monumento
representa para as pessoas que entram e saem do
Concelho. Local privilegiado, também para
estacionamento de modo a que as pessoas possam
visitar o monumento, ler os versos nas
estruturas ou junto às bestas os nomes dos que
pereceram.
Bibliografia:
Informações cedidas pela Câmara
Municipal de Tondela;
http://ultramar.terraweb.biz/Memoriais_concelhos_Tondela.htm
[conferido a 01-02-2011];
http://obeirao.net/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=965&Itemid=193
[conferido a 01-02-2011] (url inactivo).
Fotógrafo:
José Alfredo
Ano Registo
Fotográfico:
2005
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Notícia publicada
no «Correio da Manhã» online, em 30Jun2002
PORTAS
EXALTA HEROÍSMO
30 de Junho
de 2002 às 22:42
O ministro
de Estado e da Defesa, Paulo Portas, presidiu
ontem, em Tondela, à inauguração do monumento em
homenagem aos Combatentes do Ultramar, uma
cerimónia inserida nas comemorações do XX
Aniversário da Associação Nacional dos
Combatentes do Ultramar, que contou com a
presença de centenas de ex--militares e
respectivas famílias.
Num
improvisado discurso Paulo Portas, disse estar
"orgulhoso por aquilo que Portugal e os nossos
militares fizeram em África, ao contrário de
alguns", logo "teremos que saber honrar estes
homens que se bateram pela Pátria", referindo-se
implicitamente às reivindicações que os
ex-combatentes têm vindo a fazer, nomeadamente a
contagem, para efeitos de Segurança Social, do
tempo militar passado no Ultramar, e a
antecipação da idade de reforma.
Considerando os ex-combatentes como "heróis", o
ministro da Defesa, salientou que o Estado tem
que olhar seriamente "pela situação dos
combatentes deficientes, pelas suas famílias”.
Afirmações fortemente aplaudidas, não tivesse
Portas sido, enquanto dirigente partidário, um
forte defensor dos ex-militares.
Depois de 20 anos em Guimarães, a Associação
Nacional dos Combatentes do Ultramar (ANCU),
está sediada agora na cidade de Tondela e, para
além do monumento ontem inaugurado, que custou
40 mil euros, vai brevemente ter uma nova sede,
que ficará localizada na antiga estação da CP e
cuja primeira pedra foi ontem lançada por Paulo
Portas.
António Ferraz, presidente da ANCU, espera que o
País e o Estado "reconheça o esforço de todos os
que não tiveram culpa de nascer quando nasceram
e que a pedido da Pátria tiveram que ir lá para
fora lutar por ela”. “Depois de muitos anos
votados para o esquecimento, esperamos que agora
as pessoas saibam homenagear os militares que
morreram na guerra - cerca de dois mil - e que
cuidem dos vivos. Há muita gente que ainda sofre
as consequências de uma guerra que, bem vistas
as coisas não mereceu o nosso esforço e da qual
não se tirou proveito nenhum”, concluiu o
dirigente visivelmente emocionado.
O monumento ontem inaugurado, está localizado
numa rotunda à entrada da cidade e foi
construído à base de granito e bronze. É bem
patente o continente Africano e, no solo, tem 49
bestas - uma arma medieval tipo flecha -, o
número de militares falecidos no Ultramar
naturais daquele concelho. Uma missa campal
pelos combatentes falecidos e a inauguração da
exposição sobre a Guerra Colonial, patente no
Mercado Velho, encerraram o programa de um dia
muito importante para os combatentes do Ultramar
que ontem se juntaram em Tondela.
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Notícia publicada
no jornal «Correio da Manhã» em 01Jul2002, pág.
24
