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Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Serpa
Vila Verde de Ficalho
Domingos Martins
Troncão
1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º
06118568
Companhia de
Cavalaria 2400
Batalhão de Cavalaria 2850
«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
«NOBRE LEAL CORAJOSO»
Moçambique: 11Ago1968 a
15Mai1969 (data do falecimento)
2 Louvores
Colectivos
Evocação e Memória:
Homenagem ao 1.º Cabo Domingos Martins Troncão
«Na Guerra Conduta Mais Brilhante»
Há nomes que o tempo não apaga, porque foram
gravados na história com o selo do dever supremo e
do sacrifício pleno. Lembramos e honramos hoje a
memória de Domingos Martins Troncão, 1.º Cabo
Atirador de Cavalaria (n.º 06118568), um jovem
Alentejano que partiu das planícies de Vila Verde de
Ficalho, no concelho de Serpa, para inscrever o seu
nome na galeria dos heróis da Pátria.
Nascido no seio de uma família honrada, filho de
Francisco Pedro Troncão e de Maria Gomes Martins,
Domingos Troncão partiu solteiro, na flor da
juventude, deixando a sua terra natal quando o dever
militar lhe bateu à porta.
A Rota do Dever: De Estremoz a
Moçambique
Mobilizado
pelo prestigiado Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz), os eternos «Dragões de Olivença», o jovem
soldado assimilou a máxima da sua unidade: «…Na
Guerra
Conduta Mais Brilhante».
A sua viagem rumo ao desconhecido começou a 23 de
Julho de 1968. Na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no célebre NTT
Vera Cruz.
Integrado num grupo de combate da
Companhia
de Cavalaria 2400 (CCav2400) do Batalhão de
Cavalaria 2850 (BCav2850) — sob as divisas «Nobre
Leal Corajoso» —, singrou os oceanos até aportar na
cidade da Beira, em Moçambique, a 11 de Agosto de
1968.
No Teatro de Operações:
Bravura Coletiva
Sob
o comando do Capitão de Cavalaria Valdemar Couto
Lopes Nóvoa, a Companhia instalou-se em Cassuende,
rendendo a Companhia de Artilharia 2385. Ali, num
dos setores mais complexos e fustigados pela
subversão, na delicada zona fronteiriça da Marávia,
o 1.º Cabo Domingos Troncão provou o seu valor.
Entre Agosto de 1968 e Maio de 1969, participou
ativamente no esforço de guerra em missões de
altíssima perigosidade, tais como as Operações:
• "Pequeno Prémio" (região de M’Socola)
• "Garden" e "Garden Nove" (regiões da Base
Fronteira e Base Paisone)
• "Terra de Ninguém" (monte Dzundie)
• "Sentinela Alerta"
A sua subunidade foi alvo de um
louvor coletivo a 11 de novembro de 1968, assinado
pelo Comandante do BCav2850, pela audaz ação de
combate em que, após uma noite inteira emboscados a
escassos 300 metros do inimigo, os militares
avançaram com determinação para o assalto debaixo de
fogo intenso, capturando material crucial e
demonstrando uma coragem que honrou as mais
gloriosas tradições da Arma de Cavalaria.
O Sacrifício Supremo e o
Reconhecimento
A história dos heróis faz-se também de dor. No dia
15 de Maio de 1969, na região de Cassuende (Posto
Administrativo de Chofombo, circunscrição de
Marávia), o destino roubou a vida ao 1.º Cabo
Domingos Troncão, tombando em combate na sequência
de graves ferimentos sofridos em ambiente
operacional.
Pouco depois da sua partida, a 9 de Junho de 1969, o
Comando da Região Militar de Moçambique emitiu um
sentido louvor coletivo ao seu Batalhão (BCav2850),
reconhecendo-o publicamente como uma "Unidade de
elite" que, pelo "espírito ofensivo, criterioso
planeamento (...) entusiasmo e generoso esforço das
suas tropas", desferiu duros golpes na estrutura
inimiga. O 1.º Cabo Domingos Troncão foi parte viva
e eterna desse esforço e dessa glória.
O Regresso a Casa
Inicialmente inumado no cemitério de Fingoé, em solo
moçambicano, os seus restos mortais foram, anos mais
tarde, trasladados para a Metrópole. Hoje, repousa
em paz no Cemitério do Montijo, finalmente acolhido
pela terra portuguesa pela qual deu tudo o que tinha
para dar.
Ao 1.º Cabo Domingos Martins Troncão, a nossa mais
profunda vénia.
À
sua memória, o respeito imperecedouro de uma Nação.
Ao homem, ao soldado e ao Dragão: Presente!

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