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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Santarém

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Santarém

 

STR alcanedeAlcanede

 

Júlio Manuel de Jesus Joaquim

 

Soldado Atirador, n.º 704/65


Companhia de Cavalaria 1485
«... E ASSIM NASCEU BIAMBE»


Guiné: 26Out1965 a 13Fev1966 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo


Júlio Manuel de Jesus Joaquim, Soldado Atirador, n.º 704/65, nascido no Bairro dos Murtais, na freguesia de Alcanede, concelho de Santarém, filho de Manuel Joaquim e de Maria de Jesus, casado com Maria do Livramento da Piedade Monsanto;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’, integrado num dos pelotões da Companhia de Cavalaria 1485 (CCav1485) «... E ASSIM NASCEU BIAMBE», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 26 de Outubro de 1965;


A sua subunidade de Cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Luís Manuel Lemos Alves, inicialmente, ficou instalada em Bissau, tendo sido atribuída ao Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A VITÓRIA», a fim de substituir a Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419) «OS FACAS» daquele batalhão na segurança e protecção das instalações e das populações da área tendo, cumulativamente, destacado os seus pelotões, por períodos variáveis, para adaptação operacional e reforço das guarnições locais de Binar, Bula e Ingoré e empenhamento em operações efectuadas no sector do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»; em 01 de Dezembro de 1965, foi colocada em Bula em reforço do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA», sendo deslocada em 05 de Dezembro de 1965 para Susana, onde assumiu a responsabilidade de um subsector, criado por agravamento da situação na zona e retirado ao subsector de S. Domingos, a fim de actuar na contra-penetração e interdição da fronteira; entretanto, cedeu também dois pelotões para reforço das guarnições locais de Ingoré, de 08 de Dezembro de 1965 a 08 de Agosto de 1966 e Pelundo, de 09 de Dezembro de 1965 a 17 de Abril de 1966;


Faleceu no dia 13 de Fevereiro de 1966 em Susana, na orla da mata de Cassum, em frente da bolanha (
grande terreno pantanoso, geralmente perto de um rio), em consequência de ferimentos em combate;

 

Está inumado na campa n.º 148, no cemitério de Bissau, na Província Ultramarina da Guiné.


Paz à sua Alma

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Louvor Colectivo

COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1485


(Despacho do Comandante Militar do Comando Territorial Independente da Guiné)


Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1485, porque durante o tempo que serviu no Batalhão de Caçadores 1876, o fez com muita dedicação, muita coragem ponderada, muita determinação e muito brilho.


Sendo uma Companhia que muito sofreu e lutou, jamais voltou a cara a quaisquer missões que lhe fossem atribuídas e jamais pôs quaisquer reticências ao seu cumprimento, por mais difíceis que fossem. Antes, porém, integrando-se no espírito de agressividade do Batalhão patenteou bem o desejo firme de fazer sempre mais, propondo e executando operações por iniciativa do seu Comandante, para além do planeamento operacional do Batalhão.


Todos os Oficiais, Sargentos e Praças são merecedores do reconhecimento, da admiração e do respeito que lhe dedica o seu Comandante de Batalhão.


E de entre todos me seja permitido realçar o seu grupo “ÍNDIOS” pela agressividade em combate que sempre patenteou, pela sua decisão, fé e certeza no cumprimento da missão. Sempre os encontrei na primeira linha e algumas vezes houve que refrear-lhe os ímpetos.


Por tudo e ainda pela missão difícil que lhe foi atribuída da implantação de um aquartelamento em terreno inimigo, o que permitiu que a nossa BANDEIRA ali flutue altaneira, é a Companhia e Cavalaria 1485 que para si criou a divisa «E ASSIM NASCEU BIAMBE», digna de ser distinguida e colocada entre as melhores, em terras da Guiné Portuguesa.


Pode dizer-se, sem pretensiosismo, que a Companhia e Cavalaria 1485 correspondeu inteiramente à confiança que nela depositavam os seus superiores e mercê da sua actuação e do seu esforço, vê compensados todos os momentos de sofrimento e de luta.


BIAMBE, onde flutua a bandeira verde-rubra é terra portuguesa!


(in Revista da Cavalaria do ano de 1968, páginas 158 e 159)

 

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O seu nome encontra-se gravado no Memorial aos Combatentes da Guerra do Ultramar, naturais do concelho de Santarém, inaugurado no dia 10 de Junho de 2015, localizado no jardim da Casa de Portugal e de Camões (ex-Presídio Militar):

 

 

 

 


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