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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Santa Comba Dão
Santa Comba Dão
Monumento aos
Combatentes da Guerra do Ultramar
A notícia da
Inauguração
Notícia online - jornal "Destak" de 13 de Maio de
2010
Santa Comba Dão
Emoção na inauguração do monumento aos "heróis do
Ultramar", onde já esteve estátua de Salazar
Jornal online “Destak”,
13Mai2010 14.13H
O monumento dedicado
aos “heróis do Ultramar”, em Santa Comba Dão, foi hoje
inaugurado em clima de emoção, e embora seja reconhecida
a “justeza da homenagem”, nem todos aprovam a sua
colocação onde já esteve uma estátua de Salazar.
Com a emoção
estampada no rosto, familiares dos 16 soldados do
concelho de Santa Comba Dão que morreram na Guerra
Colonial, afirmaram hoje à Lusa que viram agora
“prestada uma justa homenagem a quem se sacrificou pelo
país”.
Apesar da população
estar de acordo quanto à “justeza da homenagem”, nem
todos concordam com o local escolhido para colocar o
monumento.
As cerimónias
decorreram com grande serenidade, mas alguns presentes
criticaram o facto do monumento surgir precisamente onde
já esteve uma estátua do ditador António Oliveira
Salazar.
Teresa Silvestre tem
51 anos e recorda que chegou a ter de “fugir da
polícia”, porque integrava um grupo de jovens que não
queria ver retirada a estátua do largo em frente ao
Tribunal de Santa Comba Dão.
“Neste local devia
estar a estátua de Salazar, poderiam ter posto este
monumento noutro sítio”, defendeu.
Natália Curveira, de
79 anos, lamenta que não seja resposta uma estátua de
Salazar no concelho de onde é natural.
“Trabalhei na fazenda
dele, era uma pessoa educada que falava a toda a gente,
merecia que lhe cá pusessem uma estátua, mas isso nunca
vai acontecer senão era uma guerra”, alegou.
Também Carlos Rios
admite que “gostava de ver uma estátua de Salazar no
concelho”, no entanto, sustenta que ainda não é o
momento.
“As pessoas ainda têm
muito presente na memória a parte negativa de Salazar”,
argumentou.
Já Maria Aurora
Borges, que perdeu o irmão na guerra, sublinha que o
monumento “não podia estar melhor localizado”.
“Este monumento só
peca por vir tarde, mas surge num local muito nobre”,
disse.
Opinião partilhada
pela tia “de um soldado que tombou na Guiné”.
“O importante é que
tenha surgido esta homenagem, independentemente de onde
quer que esteja”, sustentou.
Na cerimónia de
inauguração, o presidente da Câmara de Santa Comba Dão,
João Lourenço (PSD), frisou que “não poderia ter sido
escolhido melhor local para se fazer justiça para com os
que morreram no Ultramar”.
O monumento foi
construído em frente ao Tribunal de Santa Comba Dão,
enquadrando uma fonte que já lá estava, tendo sido
colocados sete elementos verticais que representam as
antigas províncias: Angola 1575-1975, Cabo Verde 1460 -
1975, S. Tomé e Príncipe 1470- 1975, Guiné 1588 - 1974,
Índia 1510-1961, Timor 1515-1975 e Moçambique 1505- 1975
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Tem uma placa em destaque com o nome dos 16 soldados
naturais do concelho de Santa Comba Dão, que perderam a
vida Nas ex-colónias.
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