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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
do
Póvoa de Varzim
Póvoa de Varzim
João Arteiro Marques
da Mata
Alferes Mil.º Atirador
de Cavalaria, n.º 01244867
Comandante de pelotão de combate da
Companhia de Cavalaria 2652
Batalhão de Cavalaria
2903
Moçambique: 13Fev1970
a 14Jul1971 (data do falecimento)
Memória e Percurso do
Alferes João Arteiro Marques da Mata
Origens e Identidade:
Natural da Póvoa de Varzim, onde
nasceu no seio duma família que profundamente o chorou,
João Arteiro Marques da Mata era filho de José Marques
da Mata e de Silvina Gonçalves Arteiro. Jovem solteiro,
viu o seu destino ligar-se à defesa da pátria quando foi
recrutado para cumprir o serviço militar no Exército
Português, vindo a ser promovido ao posto de Alferes
Miliciano Atirador de Cavalaria, com o número de
identificação militar 01244867.
Mobilização e Partida:
Foi
mobilizado pelo prestigiado Regimento de Cavalaria 7
(RC7 – Ajuda), unidade sediada em Lisboa conhecida pelas
divisas
«QUO
TOTA VOCANT» e historicamente batizada como o «REGIMENTO
DO CAIS». Integrado na Companhia de Cavalaria 2652
(CCav2652) do Batalhão de Cavalaria 2903 (BCav2903), o
jovem oficial preparou-se para servir na Província
Ultramarina de Moçambique. O embarque rumo ao teatro de
operações deu-se no dia 5 de Janeiro de 1970, na
icónica
Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, a
bordo do navio de transporte de tropas NTT Niassa,
onde assumiu o comando de um pelotão de combate.
Chegada ao Teatro de
Operações e Dispositivo:
Após
mais de um mês de navegação, desembarcou no porto da
cidade da Beira a 13 de Fevereiro de 1970. Sob o comando
do Capitão Miliciano Manuel Alves dos Santos, a sua
companhia
foi
colocada no exigente setor de Vila Gamito, rendendo a
Companhia de Caçadores 2357 do Batalhão de Caçadores
2842. A unidade assumiu a responsabilidade de guarnecer
com dois pelotões o isolado e perigoso Destacamento de
Freitas, na fronteira. Mais tarde, a 1 de Outubro de
1970,
devido a alterações no dispositivo militar, a companhia
passou para o comando operacional do Batalhão de
Artilharia 2897 «FORTES CONSTANTES LEAIS», sediado em
Tembué.
Actividade
Operacional:
Entre Fevereiro de 1970 e Julho de
1971, o Alferes Marques da Mata demonstrou brio e
coragem invulgares no comando do seu pelotão. Participou
ativamente em múltiplas e complexas ações de combate e
patrulhamento na flagelada região de Tete, destacando-se
as operações "Cavalo Furioso" nas regiões de Guerra e
Tomé, "Jaguar" na área de Vila Gamito, "Lebel" no vale
do rio Mucumburi, "Impecável" no vale do rio Lula, e as
operações "Insistir", "Hércules" e "Rede" no eixo
crítico entre Freitas e Sadzo. Já sob a tutela do
BArt2897, tomou ainda parte nas operações "Flamingo",
"Confiança", "Atenção" e "Razia".
O Sacrifício Supremo:
Foi precisamente no cumprimento do
dever, num dos trajetos mais fustigados pela atividade
guerrilheira, que a sua vida foi ceifada. No dia 14 de
Julho de 1971, ao percorrer o perigoso itinerário entre
o Destacamento de Freitas e Vila Gamito, o Alferes
Marques da Mata faleceu em consequência do acionamento
de uma mina anticarro reforçada. O seu corpo regressou à
terra natal, encontrando-se hoje inumado no cemitério da
Póvoa de Varzim.
Reconhecimento e
Eterno Pesar:
A dor profunda do seu desaparecimento
prematuro ecoou na sua comunidade e, de forma
dilacerante, no seio dos seus pais. No final desse
trágico ano, a 30 de Dezembro de 1971, Silvina Gonçalves
Arteiro da Mata e José Marques da Mata publicaram no
Jornal de Barcelos um comovente agradecimento
público. Nele, com eterno reconhecimento e sentida
dignidade, os pais deixaram registada a sua gratidão a
todos os que manifestaram pesar e que compareceram às
cerimónias fúnebres do seu inditoso e chorado filho, o
Alferes Miliciano morto em combate no Ultramar.

Que o
tempo não apague a memória do seu sacrifício.
Paz à sua
Alma.

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