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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Portimão

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Portimão

 

 

 

Freguesia de Portimão

 

Fernando Alberto Romão António

 

Soldado Maqueiro, n.º 961/65

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Cavalaria 1851

«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 02Ago1965 a 26Jul1966 (data do falecimento)

Homenagem à Memória de Fernando Alberto Romão António

Soldado Maqueiro | N.º 961/65

1944 – 26 de Julho de 1966

Há nomes que a História não pode nem deve deixar apagar. Fernando Alberto Romão António, jovem natural de Portimão, filho de Alberto António e de Regina Augusta Romão, partiu demasiado cedo, deixando na terra que o viu nascer a memória intacta da sua juventude e do seu sacrifício.

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz), os orgulhosos «Dragões de Olivença», assumiu com nobreza a missão do socorro e da camaradagem na função de Soldado Maqueiro. Integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851), sob o divisa «…na guerra conduta mais brilhante», despediu-se de Portugal no dia 24 de Julho de 1965, a bordo do NTT Vera Cruz, no Cais da Rocha do Conde de Óbidos, rumo à Província Ultramarina de Angola.

Ao desembarcar em Luanda a 2 de Agosto de 1965, o rumo da CCS/BCav1851 levou-a a Zala, no Sector D, para render a CCS do Batalhão de Cavalaria 745. Ali, no epicentro da guerrilha, a sua subunidade enfrentou uma das zonas de ação mais duras e fustigadas do conflito: um terreno inóspito, marcado pela constante ameaça de emboscadas, fustigamentos de fogo e pela perigosidade silenciosa das minas antipessoal e anticarro.

Nesse cenário de extrema exigência, o Soldado Maqueiro Fernando Romão viveu o quotidiano das colunas auto e das grandes operações da unidade — como as operações "Determinados", "Madureira" e "Dever". Assistiu e participou na resposta corajosa das Nossas Tropas em momentos de elevadíssima tensão, como na estrada Ambriz-Zala (Novembro de 1965), na Camioneta Vermelha (Junho de 1966) e na ligação Nambuangongo-Zala. A sua missão não era a de tirar vidas, mas a de salvar as dos seus camaradas, avançando sob o fogo para onde o perigo era maior, armado apenas com a coragem e o dever de socorrer.

Foi precisamente no cumprimento desse dever sagrado que, no dia 26 de Julho de 1966, no itinerário Zala – Nambuangongo, durante um ataque de um bando terrorista da FNLA à cauda da coluna auto das Nossas Tropas (a escasso 1 km da Camioneta Vermelha), Fernando Alberto Romão António tombou em combate, vítima de ferimentos graves sofridos sob a violência da guerra. Tinha apenas 22 anos de idade.

O Descanso Final

Hoje, os seus restos mortais encontram-se depositados no ossário n.º 259 do Cemitério Municipal da sua naturalidade, em Portimão, mas o seu nome permanece gravado no livro de honra dos que deram a vida pela Pátria e pelos seus irmãos d'armas.

A todos os que não esquecem o seu sacrifício, à sua família e à memória do Exército Português, fica esta justa e sentida vénia.

Honra à sua memória.

Paz à sua Alma.

 

Foto extraída da Revista da Cavalaria de 1966, página 53, e posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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