Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Pinhel

Pinhel
António
Luís Pinto Silvestre

1.º Cabo Atirador, n.º 4261/63
Companhia de Caçadores
688
Moçambique: 21Nov1964 a 26Jun1965
(data do falecimento)
Biografia Militar:
António Luís Pinto
Silvestre (1942-1965)
1.º Cabo Atirador (N.º 4261/63) — Companhia de Caçadores
688
António Luís Pinto Silvestre nasceu a 24 de Agosto de
1942 na freguesia e concelho de Pinhel, distrito da
Guarda, filho de Manuel Luís Silvestre e de Florentina
da Luz Pinto.
Jovem
solteiro no início da década de 1960, ingressou no
Exército Português para cumprir o serviço militar
obrigatório, sendo incorporado na Unidade Mobilizadora —
o Regimento de Infantaria 1 «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM
DULCE», sediado na Amadora. Ali recebeu instrução de
especialidade e foi promovido ao posto de 1.º Cabo
Atirador, com o número de identificação militar 4261/63.
Com
o avançar da Guerra do Ultramar, foi integrado num dos
pelotões/grupos de combate da recém-formada Companhia de
Caçadores N.º 688 (CCac688), unidade que partiu sob o
comando do Capitão de Infantaria Manuel Victor M.
Carmona Ferro. No dia 21 de Outubro de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, António
Luís Pinto Silvestre embarcou rumo ao continente
africano a bordo do Navio de Transporte de Tropas (NTT)
‘Quanza’. Após exatamente um mês de navegação, a
unidade desembarcou no porto de Porto Amélia, em
Moçambique, a 21 de Novembro de 1964.
O
Contexto Operacional no Norte de Moçambique
A Companhia de Caçadores 688 foi
imediatamente projetada para o exigente e
fustigado
distrito de Cabo Delgado, no norte de Moçambique,
ficando sob o comando operacional do Batalhão de
Caçadores N.º 558 (BCaç 558). A companhia foi
inicialmente colocada em Mueda (rendendo a CCaç 367) e,
em 11 de
Fevereiro
de 1965, instalou-se em Muidumbe (rendendo a CCaç 613)
com destacamentos em Nangololo e Imbuo.
Posteriormente, em 10
de
Março de 1965, após ser rendida pela CCaç 607, regressou
a Mueda.
Em 6 de Maio de 1965, a CCac688 deslocou-se para a zona
crítica de Nangade. Foi nesta área fronteiriça,
caracterizada por densas matas e forte
actividade
de guerrilha, que a companhia assumiu missões de
patrulhamento minucioso e de afirmação de soberania.
Pouco depois, em Junho de 1965, a unidade passou a estar
integrada no dispositivo do Batalhão de Caçadores N.º
729 (BCaç 729), que viria a desencadear a célebre
Operação "Águia" no planalto dos Macondes. Da intensa
atividade operacional nesta zona resultou a recuperação
de muitas populações civis refugiadas nas matas e a
captura de relevante armamento e documentação inimiga.
O Sacrifício Supremo em Combate
Foi precisamente durante o período inicial de
consolidação das posições e patrulhas na região de
Nangade que a tragédia atingiu o jovem militar. No dia
26 de Junho de 1965, em pleno Sector de Operações de
Nangade, o 1.º Cabo António Luís Pinto Silvestre foi
gravemente atingido, vindo a falecer com apenas 22 anos
de idade, em consequência de ferimentos sofridos em
combate.
Com as devidas honras militares, os seus restos mortais
foram transladados e sepultados no Cemitério de Mocímboa
da Praia, em Moçambique, encontrando-se no Talhão
Militar, fileira N.º 2, Sepultura N.º 15/A.
O nome e o sacrifício do 1.º Cabo Atirador António Luís
Pinto Silvestre ficaram perpetuados nos arquivos do
Exército Português e na memória histórica da sua terra
natal, Pinhel, personificando a abnegação e bravura da
juventude portuguesa que serviu no Ultramar.
Paz à sua Alma
A sua campa no cemitério de Mocímboa
da Praia, em Moçambique:

