Francisco Martins Coelho

Soldado Atirador de Artilharia, n.º 16026673
1.ª Companhia do
Batalhão de Artilharia 6223/73
«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»
Angola: 08Fev a 05Ago1974 (data do falecimento)
Em Memória do Soldado Atirador de Artilharia Francisco Martins Coelho
Há nomes que permanecem gravados com honra na história e na memória coletiva de quem valoriza o dever e o sacrifício. O Soldado Atirador de Artilharia Francisco Martins Coelho, n.º 16026673, é um desses nomes — um jovem natural do lugar da Boavista, na freguesia de Modelos, concelho de Paços de Ferreira, criado com amor e desvelo por seus pais, Joaquim Coelho e Albertina Martins Neto.
Mobilizado pelo
prestigiado Regimento de Artilharia
Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia), sob
a divisa «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», partiu
para
servir na Província Ultramarina de
Moçambique. Deixou para trás a sua terra
natal, a sua juventude e os seus entes
queridos, abraçando o dever militar com
firmeza e nobreza.
No dia 7 de Fevereiro
de 1974, no Aeródromo Base n.º 1, em
Figo Maduro, Lisboa, embarcou rumo ao
teatro de
operações
num avião dos Transportes Aéreos
Militares (TAM). Integrado na 1.ª
Companhia do Batalhão de Artilharia
6223/73 (BArt 6223/73), desembarcou no
dia 8 de Fevereiro na Base Aérea n.º 10,
na cidade da Beira.
A
sua subunidade de artilharia, comandada
pelo Capitão Miliciano Carlos Alberto
Gomes de Melo, seguiu para Casula para
render a Companhia de Caçadores 3569,
tendo guarnecido também o
destacamento
de Baué. Na linha da frente em terras
moçambicanas, o Soldado Francisco
Martins Coelho participou com bravura e
determinação em exigentes operações de
combate até Agosto de 1974 — entre as
quais as operações "Adorar",
"Rota", "Dares 2", "Núbio",
"Reduto", "Brasão",
"Bigorna" e "Tabelar".
Foi no cumprimento inflexível do seu dever, na defesa do seu quartel e dos seus camaradas de armas, que a sua caminhada foi precocemente interrompida. No dia 5 de Agosto de 1974, em consequência dos ferimentos sofridos em combate durante o ataque inimigo ao aquartelamento de Casula, o Soldado Francisco Martins Coelho tombou ao serviço de Portugal.
O aquartelamento de Casula depois do ataque inimigo:


Hoje, descansa no cemitério da freguesia da sua naturalidade, Modelos, no regresso definitivo ao seio da sua terra e da sua comunidade. A sua coragem, o seu compromisso e o seu sacrifício supremo jamais serão esquecidos.
Honra à sua memória e Paz à sua Alma

Monumentos
aos Combatentes e Campas