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Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Paços de Ferreira

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Paços de Ferreira

 

 

Meixomil

 

Manuel Alves

 

1.º Cabo Atirador de Artilharia, n.º 16072773

 

1.ª Companhia do

 

Batalhão de Artilharia 6223/73

«BRAVOS E SEMPRE LEAIS»

 

Angola: 08Fev a 05Ago1974 (data do falecimento)

 

Em Memória do 1.º Cabo Atirador de Artilharia Manuel Alves

Há nomes que o tempo não apaga e sacrifícios que a história deve guardar com o devido respeito e solenidade. O 1.º Cabo Atirador de Artilharia Manuel Alves, n.º 16072773, é um desses nomes — um jovem filho da terra de Aldeia Nova, na freguesia de Meixomil, concelho de Paços de Ferreira, nascido do amor e do desvelo de sua mãe, Glória Alves.

Mobilizado do prestigiado Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 – Vila Nova de Gaia), sob o lema «BRAVOS E SEMPRE LEAIS», partiu para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique. Deixou para trás a sua juventude, a sua terra natal e os seus, respondendo ao dever com a nobreza e a coragem que caraterizam os homens de honra.

No dia 7 de Fevereiro de 1974, no Aeródromo Base n.º 1 em Figo Maduro, embarcou rumo ao desconhecido num avião dos Transportes Aéreos Militares (TAM). Integrado na 1.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6223/73 (BArt6223/73), desembarcou no dia seguinte na Base Aérea n.º 10, na cidade da Beira, pronto para cumprir a sua missão.

A sua subunidade, sob o comando do Capitão Miliciano Carlos Alberto Gomes de Melo, seguiu para Casula para render a Companhia de Caçadores 3569. Em terras moçambicanas, guarnecendo também o destacamento de Baué, o 1.º Cabo Manuel Alves esteve na linha da frente. Até Agosto de 1974, participou com bravura em rigorosas e perigosas operações militares — entre as quais as operações "Adorar", "Rota", "Dares 2", "Núbio", "Reduto", "Brasão", "Bigorna" e "Tabelar".

Foi no cumprimento do seu dever, na defesa do seu quartel e dos seus camaradas de armas, que o destino travou precocemente a sua caminhada. No dia 5 de Agosto de 1974, em consequência dos ferimentos sofridos em combate durante o ataque inimigo ao aquartelamento de Casula, o 1.º Cabo Manuel Alves tombou em serviço da Pátria.

O aquartelamento de Casula depois do ataque inimigo:

Hoje, descansa em paz no cemitério da sua terra natal, Meixomil, no regresso definitivo ao seio do povo que o viu nascer. A sua dedicação, a sua bravura e o seu sacrifício supremo jamais serão esquecidos.

Honra à sua memória e Paz à sua Alma.

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