Memoriais - Monumentos aos Combatentes
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Monchique

Monchique
Vitorino António
Marques
Elementos cedidos pelo
veterano
JC Abreu dos Santos

1.º Cabo – AM Panhard, n.º
247/61
Pelotão de Reconhecimento
FOX 42
«DRAGÕES DA BEIRA BAIXA»
Guiné: 28Mai1962 a 02Jul1964 (data do
falecimento)
In Memoriam:
Biografia e
Homenagem ao 1.º Cabo Vitorino António Marques
Vitorino António Marques, 1.º Cabo – AM Panhard,
n.º 247/61, nascido no ano de 1940, na freguesia
e concelho de Monchique, filho de
António
Domingos Marques e de Maria Jacinta, solteiro.
O jovem algarvio foi mobilizado pelo Regimento
de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco),
orgulhosamente denominado «DRAGÕES DA BEIRA
BAIXA» — «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»,
para servir Portugal na Província Ultramarina da
Guiné.
A Jornada para o Ultramar
No
dia 20 de Maio de 1962, na Gare Marítima da
Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no
navio NTT ‘António Carlos’. Fazia parte do
Pelotão de Reconhecimento FOX 42 «DRAGÕES DA
BEIRA BAIXA», sob o comando do
Alferes Mil.º de
Cavalaria José Baptista Máximo Mocica [Cruz de
Guerra de 3.ª classe e medalha de Prata de
Serviços Distintos com palma], chegando
ao estuário do Geba, em Bissau, a 28 de Maio de
1962.
O Último Combate em
Cumbijã
Durante a noite de
5ªfeira, dia 02Jul1964, a patrulha móvel
do PelFox42 (agregado ao dispositivo
operacional do BCac513), a 20 dias do
final da sua comissão de serviço na
Guiné, foi alvo de violenta emboscada
lançada pelo PAIGC sobre a Tabanca Quebo
do Cumbijã (subsector de Ganturé), a
qual, iniciada pela deflagração de duas
minas anti-carro implantadas na picada
de acesso, causou imediata destruição de
dois veículos e prosseguiu por cerca de
oito horas, tendo entretanto provocado a
morte de dois militares e ferimentos em
outros dezasseis.
Em consequência dos ferimentos em
combate, o 1.º Cabo Vitorino António
Marques perdeu a vida, com apenas 24 anos
de idade. No mesmo trágico evento
faleceu também o seu camarada de armas,
o
Soldado José Carlos Firme Pires.
O seu corpo encontra-se hoje
inumado no Cemitério de Bissau – Campa N.º 956,
na Guiné.
Homenagem e Louvor
Coletivo
O brio e o heroísmo demonstrados pelo 1.º Cabo
Marques e pelo seu pelotão ficaram imortalizados
na história militar. Por despacho de Sua Ex.ª o
Comandante Militar da Guiné, datado de 22 de
Julho de 1964 e publicado na Revista da
Cavalaria (ano de 1964, página 90), foi
concedido um Louvor Coletivo ao Pelotão de
Reconhecimento FOX 42:
"Louva o Pelotão de
Reconhecimento Fox n.º 42 porque estando há 6
meses em serviço neste Sector, no interior da
Província, executou todas as missões que lhe
foram confiadas com grande brio, dedicação e
esforço, em circunstâncias particularmente
difíceis e com péssimas condições de alojamento
nos locais de estacionamento que não permitiam
uma eficiente recuperação de energias.
Nas situações de combate que teve de sustentar
houve-se sempre com heroicidade e valentia,
nomeadamente na última operação, em que acudimos
rapidamente à população de uma tabanca que o
inimigo estava atacando encarniçadamente, sofreu
uma emboscada, que o forçou a combater toda a
noite num ponto da estrada onde algumas viaturas
ficaram imobilizadas, pelo rebentamento de
cargas explosivas, deslocando-se mesmo assim uma
parte do Pelotão à tabanca atacada para
cumprimento da missão e procedendo depois à
evacuação dos feridos debaixo de fogo."
Mais de seis décadas decorridas, Portugal e a
sua terra natal de Monchique recordam com a
máxima vénia e orgulho o sacrifício supremo do
1.º Cabo Vitorino António Marques.
Paz à sua Alma.

A fotografia foi extraída
da Revista da Cavalaria do ano de 1964,
página 34, e que foi posteriormente
processada por inteligência artificial.