Memoriais - Monumentos aos Combatentes
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
da
Loures

Santa Iria de Azóia
Dionísio Rocha
Lourenço

1.º Cabo Mecânico de Armamento Ligeiro
n.º 00739865
Companhia de Cavalaria
1485
«… E ASSIM NASCEU
BIAMBE».
Guiné: 26Out1965 a 26Abr1966 (data do
falecimento)
Louvor Colevctivo
Dionísio Rocha Lourenço, 1.º Cabo
Mecânico de Armamento Ligeiro, n.º 00739865, nascido no
ano de 1945, na povoação de Pirescoxe, da
freguesia
de Santa Iria da Azóia, concelho de Loures, filho de
Albano Lourenço e de Júlia Rocha, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província Ultramarina da
Guiné;
No dia 20 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, embarcou no NTT ‘Niassa’, integrado
num dos pelotões da Companhia de Cavalaria 1485
(CCav1485) «... E ASSIM NASCEU BIAMBE», rumo ao
estuário
do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 26 de Outubro
de 1965;
A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de
Cavalaria Luís Manuel
Lemos
Alves inicialmente, ficou instalada em Bissau, tendo
sido atribuída ao Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857)
«TRAÇAMOS A VITÓRIA», a fim de substituir a Companhia de
Caçadores 1419 (CCac1419) «OS FACAS» na segurança e
protecção das instalações e das populações da área
tendo, cumulativamente, destacado os seus pelotões, por
períodos variáveis, para adaptação operacional e
reforço
das guarnições locais de Binar, Bula e Ingoré e
empenhamento cm operações efectuadas no sector do
Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON
EST VICTORIA».
No dia 1 de Dezembro de 1965, foi colocada em Bula em
reforço do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE
SANGUINE NON EST VICTORIA», sendo deslocada em 5 de
Dezembro de 1965 para Susana, onde assumiu a
responsabilidade de um subsector, criado por agravamento
da situação na zona e retirado ao subsector de São
Domingos, a fim de actuar na contra-penetração e
interdição da fronteira. Entretanto, cedeu também dois
pelotões para reforço das guarnições locais de Ingoré,
de 8 de Dezembro de 1965 a 8 de Agosto de 1966 e
Pelundo, de 9 de Dezembro de 1965 a 17 de Abril de 1966.
No dia 15 de Abril de 1966, o subsector temporário de
Susana foi extinto, voltando a ser incluído no subsector
de São Domingos, tendo os efectivos da subunidade sido
deslocados para Bula, entre 11 e 17
de
Abril de 1966.
No dia 18 de Abril de 1966, a subunidade deslocou-se
para Binar, a fim de tomar parte na operação "Arranque",
com vista à ocupação e instalação em Biambe, de cujo
subsector assumiu a responsabilidade em 20 de Abril de
1966, continuando integrada no dispositivo e manobra do
Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790) «SINE SANGUINE NON
EST VICTORIA».
Faleceu no dia 26 de Abril de 1966, em Biambe, em
consequência de ferimentos em combate, ocorrido durante
o ataque inimigo ao aquartelamento
Tinha 21 anos de idade.
Está inumado na campa n.º 284, do cemitério de Bissau,
da Guiné Portuguesa.
Paz à sua Alma
Louvor Colectivo -
Companhia de Cavalaria 1485 - Por
despacho do
Comandante
Militar do Comando Territorial
Independente da Guiné, publicado na
Revista da Cavalaria do ano de 1968,
páginas 158 e 159
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Louvor Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1485
(Despacho
do Comandante Militar do Comando
Territorial Independente da Guiné)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1485,
porque durante o tempo que serviu no
Batalhão de Caçadores 1876, o fez com
muita dedicação, muita coragem
ponderada, muita determinação e muito
brilho.
Sendo uma Companhia que muito sofreu e
lutou, jamais voltou a cara a quaisquer
missões que lhe fossem atribuídas e
jamais pôs quaisquer reticências ao seu
cumprimento, por mais difíceis que
fossem. Antes, porém, integrando-se no
espírito de agressividade do Batalhão
patenteou bem o desejo firme de fazer
sempre mais, propondo e executando
operações por iniciativa do seu
Comandante, para além do planeamento
operacional do Batalhão.
Todos os Oficiais, Sargentos e Praças
são merecedores do reconhecimento, da
admiração e do respeito que lhe dedica o
seu Comandante de Batalhão.
E de entre todos me seja permitido
realçar o seu grupo “ÍNDIOS” pela
agressividade em combate que sempre
patenteou, pela sua decisão, fé e
certeza no cumprimento da missão. Sempre
os encontrei na primeira linha e algumas
vezes houve que refrear-lhe os ímpetos.
Por tudo e ainda pela missão difícil que
lhe foi atribuída da implantação de um
aquartelamento em terreno inimigo, o que
permitiu que a nossa BANDEIRA ali flutue
altaneira, é a Companhia e Cavalaria
1485 que para si criou a divisa «E ASSIM
NASCEU BIAMBE», digna de ser distinguida
e colocada entre as melhores, em terras
da Guiné Portuguesa.
Pode dizer-se, sem pretensiosismo, que a
Companhia e Cavalaria 1485 correspondeu
inteiramente à confiança que nela
depositavam os seus superiores e mercê
da sua actuação e do seu esforço, vê
compensados todos os momentos de
sofrimento e de luta.
BIAMBE, onde flutua a bandeira
verde-rubra é terra portuguesa!
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 158
e 159)
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