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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Lisboa

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Lisboa

 

 

 

Socorro

 

Joaquim Barreira

 

Soldado Radiotelegrafista, n.º 02812367

 

Pelotão de Reconhecimento FOX 2022

 

Guiné: Jan a 24Jul1968 (data do falecimento)

 

Homenagem e In Memoriam

Soldado Radiotelegrafista Joaquim Barreira (1947 – 1968)

«DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»

Hoje prestamos uma sentida e da mais profunda justiça homenagem à memória do Soldado Radiotelegrafista Joaquim Barreira (N.º 02812367), um jovem filho de Lisboa, nascido em 1947 na freguesia do Socorro, fruto da união de Luís Pereira Castanho e Carminda Barreira.

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco), os orgulhosos «Dragões da Beira Baixa», respondeu ao apelo do dever e embarcou no dia 17 de Janeiro de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, a bordo do NTT ‘Quanza’. Integrado no Pelotão de Reconhecimento FOX 2022, sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria Fernando Airoso Branco, aportou ao estuário do Geba, em Bissau, a 24 de Janeiro de 1968, pronto para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné.

O pelotão ficou integrado no dispositivo operacional do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) «COM GARRA E DETERMINAÇÃO»

No cumprimento da sua missão, o Soldado Joaquim Barreira operou no exigente Sector Sul de Aldeia Formosa. Dia após dia, empenhou-se no patrulhamento e escolta de colunas auto por caminhos inóspitos, onde a ameaça constante de emboscadas, fornilhos e minas testava o limite do valor humano. Participou activamente em acções de reconhecimento e na construção crucial dos aquartelamentos de Gandembel e Ponte Bolana. Pelo seu patriotismo, abnegação e bravura, a sua subunidade foi merecedora de várias citações honrosas e de um louvor concedido pelo Comandante-Chefe da Guiné.

A 24 de Julho de 1968, pelas 16h00, a fatalidade do combate colheu a vida do jovem militar de apenas 21 anos, na flor da sua juventude. O incidente ocorreu em Balala, situada na picada entre Aldeia Formosa (Quebo) e Mampatá, em consequência da deflagração de uma mina anticarro sob a quinta viatura de uma patrulha, causando ainda vários feridos.

O seu corpo repousa hoje no Cemitério do Alto de São João, na sua cidade natal de Lisboa. Se o tempo apaga os vestígios da terra, a memória dos bravos permanecerá imortal no coração de quem não esquece o seu sacrifício.

À família, aos seus camaradas de armas e ao Pelotão de Reconhecimento FOX 2022, a nossa eterna gratidão.

Paz à sua Alma. Honra à sua Memória.

Foto extraída da Revista da Cavalaria de 1968, página 64, e posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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