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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Gondomar

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Gondomar

 


Melres

 

Carlos Alves da Rocha

 

 

1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 677/63

 

Companhia de Cavalaria 754

«SETE DE ESPADAS»

 

Moçambique: 01Fev a 27Jul1965 (data do falecimento)

IN MEMORIAM

1.º Cabo Atirador de Cavalaria CARLOS ALVES DA ROCHA

(1943 – 1965)

Homenagem à Memória de um Soldado do Ultramar

Natural do lugar da Boavista, na freguesia de Melres, concelho de Gondomar, onde nasceu em 1943, Carlos Alves da Rocha era filho de Camilo Correia da Rocha e de Jerónima Pereira Alves. Jovem de apenas 22 anos, solteiro, viu o seu destino entrelaçar-se com a História de Portugal quando foi mobilizado para cumprir o serviço militar nas Forças Armadas.

Incorporado no Exército com o número de matrícula 677/63, prestou serviço como 1.º Cabo Atirador de Cavalaria. A sua subunidade — a Companhia de Cavalaria 754 (CCav754) «SETE ESPADAS» —, mobilizada pelo histórico Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda), sob a divisa «QUO TOTA VOCANT» («Regimento do Cais»), foi retirada do Batalhão de Cavalaria 757 e designada para servir na Província Ultramarina de Moçambique.

A Viagem e o Teatro de Operações

Na manhã de 5 de Janeiro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, o 1.º Cabo Carlos Alves da Rocha embarcou no Navio de Transporte de Tropas NTT ‘Pátria’, rumo ao continente africano. Após semanas de travessia, desembarcou no Porto de Lourenço Marques no dia 23 de Janeiro de 1965.

A CCav754, inicialmente sob o comando do Capitão de Cavalaria José Pedro Simões Caçorino Dias, foi colocada em Vila Cabral (distrito do Niassa), era uma subunidade de reforço ao dispositivo operacional do Batalhão de Caçadores 598 («Honra e Glória»). Após uma fase inicial dedicada ao treino operacional, patrulhamentos e contacto com as populações locais, a exigência do conflito intensificou-se a partir de Abril de 1965, levando a companhia a posicionar-se em locais de elevado perigo como Sonja, Mapunda, Maniamba e Ambuzi.

A Provação do Combate e o Sacrifício Supremo

A 18 de Junho de 1965, durante uma perigosa operação nocturna perto do Ambuzi, a força sofreu uma violenta emboscada na qual o comandante de companhia ficou gravemente ferido, resultando na perda parcial da visão e na sua evacuação de emergência. O comando foi então assumido pelo Capitão de Infantaria Raul Pereira da Cruz Silva.

Poucas semanas depois, no cumprimento do dever e no rigor do Teatro de Operações do Niassa, a tragédia abateu-se sobre o jovem militar gondomarense. No dia 27 de Julho de 1965, na picada entre o Lunho e Nova Coimbra, o 1.º Cabo Carlos Alves da Rocha tombou em combate, vítima da deflagração de uma mina antipessoal.

Tinha apenas 22 anos de idade.

Descanso Eterno

O seu corpo repousa em solo africano, estando inumado na campa n.º 45-B, fileira n.º 2, do talhão B, do Cemitério de Vila Cabral (actual Lichinga), em Moçambique.

A sua entrega, a sua coragem e o seu sacrifício supremo ao serviço do país permanecem vivos na memória da sua terra natal, dos seus camaradas de armas da Companhia de Cavalaria 754 e de todos aqueles que cumprem o dever de não esquecer os que tudo deram pela Pátria.

«Aqueles que por obras valerosas / Se vão da lei da morte libertando»

PAZ À SUA ALMA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto extraída da Revista da Cavalaria de 1965, página 47, e posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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