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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para visualização dos conteúdos clique
em cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Covilhã
Vales
do Rio
Memorial - Toponímia
«Rua
dos Antigos Combatentes»
Homenagem aos Antigos
Combatentes de Vales do Rio
Inaugurado em 9 de Julho de 2017
Com a devia vénia,
Texto e imagens da "Rádio
Cova da Beira",
in facebook
VALES DO RIO HOMENAGEOU
COMBATENTES
O quadragésimo primeiro aniversário da
elevação de Vales do Rio a freguesia,
assinalado no passado fim-de- semana,
fica marcado pela homenagem a todos os
ex-combatentes daquela aldeia do
concelho da Covilhã. Desde domingo que
Vales do Rio (Covilhã) tem na sua
toponímia a Rua dos Antigos Combatente,
situada junto às instalações do Centro
Social da localidade, num loteamento ali
construído.
Foi um sonho concretizado. Dois
ex-combatentes de Vales do Rio
dinamizaram, com o apoio do Núcleo da
Covilhã da Liga dos Combatentes, o
processo burocrático junto da junta da
União Peso e Vales do Rio. A Assembleia
de Freguesia aprovou por unanimidade e a
placa, que perpétua a memória de todos
os combatentes, com a denominação “Rua
Antigos Combatentes”, foi descerrada em
clima de festa mas também de forte
emoção.
A Agostinho Pereira, um dos proponentes
da iniciativa, faltavam as palavras para
descrever a alegria pela concretização
de um sonho. Uma obra sonhada há algum
tempo e agora tornada realidade.
Emocionado disse à RCB ser esta uma
homenagem justa a todos os
ex-combatentes
“Lembrei-me do meu avô, que esteve na
guerra de 1914-1918, lembrei-me daqueles
que partiram e acho que Vales do Rio
hoje pode dormir mais descansado porque
homenageou gente de bem, gente que
esteve na guerra mas à procura da paz.
Era uma homenagem que faltava nesta
terra. Podia dizer muita coisa mas não
consigo”.
Também António Martins, outros dos
impulsionadores da iniciativa, mostra-se
satisfeito com a concretização da
homenagem “era algo que faltava na
freguesia e qua agora se cumpriu.
Estamos todos de parabéns. É uma justa
homenagem a todos os soldados que
serviram a pátria”.
Para o presidente da União de Freguesias
de Peso e vales do Rio, o novo nome na
toponímia de Vales do Rio “pretende
homenagear todos os homens que
participaram na Guerra do Ultramar e
noutras Guerras, colocando em risco as
suas vidas em prol da nação”, disse Rui
Amaro.
O momento foi também aproveitado para o
Núcleo da Covilhã da Liga dos
Combatentes entregar uma medalha
comemorativa das campanhas das Forças
Armadas Portuguesas, criada em 1965, a
Álvaro dos Reis Mestre, com inscrição
Guiné 1971 a 1973, que por se encontrar
ausente no estrangeiro foi dada a uma
familiar, Maria Judite Saraiva.
O presidente da direcção do Núcleo
congratulou-se com a homenagem que Vales
do Rio faz aos seus combatentes, quatro
dos quais pereceram na guerra, e espera
deslocar-se àquela freguesia por outros
dois motivos também relacionados com
esta temática “Aqui existe uma
condecoração tão importante como a Torre
Espada que foi atribuída ao sargento
José Paulo dos Santos e que em 16 de
Abril de 2018 assinala 55 anos desse
episódio. Teremos que lembrar a data e
cá estaremos novamente. Mas também aqui
em Vales do Rio há um soldado que morreu
em combate, Manuel Alfredo Aleixo, e que
depois de nos termos deslocado ao
cemitério da aldeia questionámos: onde
está a campa? Onde estão as ossadas
deste herói? O núcleo da Covilhã da Liga
dos Combatente vai analisar o assunto”,
garante João Azevedo.
Valores que para o vereador da CMC,
Jorge Torrão, “deixam-nos pequenos
perante as adversidades que os
combatentes passarem e até a dificuldade
de saber onde está o corpo de um herói
desta freguesia. Ficamos com uma enorme
responsabilidade de lembrar estes homens
que lutaram pela pátria”, refere o
autarca.
Na passagem do 41º aniversário da
freguesia de vales do Rio, foi também
inaugurado um arranjo urbanístico da rua
Direito, a primeira daquela aldeia, após
a demolição de três casas degradadas “um
exemplo de que a junta tem uma política
de recuperação do centro histórico”,
disse o presidente da junta da União.
Rui Amaro anunciou que na mesma artéria
foram entregues à autarquia mais duas
habitações que estavam em risco de queda
“para serem alvo de intervenção no
próximo mandato, caso seja reeleito”.
O autarca da freguesia lembrou ainda
necessidades prioritárias para a União
como a EM 513 que continua por arranjar
entre Dominguiso e o Peso “em 2015 foi
solicitado à CMC o apoio no valor de 15
mil euros para várias obras, tendo sido
garantido em Outubro de 2016, numa
reunião com a câmara municipal, que nos
iriam atribuir 10 mil euros e até hoje
nada nos chegou. Como se encontra a
situação?”, questionou.
O vereador da CMC deixou a garantia de
levar a mensagem ao chefe do executivo
covilhanense.













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