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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
da
Chaves

Cimo de Vila de
Castanheira
Manuel
Luís Lopes Barbeiro

1.º Cabo Atirador, n.º 4343/63
Companhia de Caçadores
688
Moçambique: 21Nov1964 a 26Jun1965
(data do falecimento)
Biografia Militar:
Manuel
Luís Lopes Barbeiro (1942-1965)
1.º Cabo Atirador (N.º 4343/63) —
Companhia de Caçadores 688
Manuel Luís Lopes Barbeiro nasceu a 22
de Julho de 1942 na freguesia do Cimo de
Vila da Castanheira, no concelho de
Chaves, distrito de Vila Real, filho de
João António Barbeiro e de Cândida
Santos Lopes.
Jovem
solteiro no início da década de 1960,
ingressou no Exército Português para
cumprir o serviço militar obrigatório,
sendo incorporado na Unidade
Mobilizadora — o Regimento de Infantaria
1 «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»,
sediado na Amadora. Ali recebeu
instrução de especialidade e foi
promovido ao posto de 1.º Cabo Atirador,
com o número de identificação militar
4343/63.
Com
o avançar da Guerra do Ultramar, foi
integrado num dos pelotões/grupos de
combate da recém-formada Companhia de
Caçadores N.º 688 (CCac688), unidade que
partiu sob o comando do Capitão de
Infantaria Manuel Victor M. Carmona
Ferro. No dia 21 de Outubro de 1964, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, Manuel Luís Lopes
Barbeiro embarcou rumo ao continente
africano a bordo do Navio de Transporte
de Tropas (NTT) ‘Quanza’. Após
exatamente um mês de navegação, a
unidade desembarcou no porto de Porto
Amélia, em Moçambique, a 21 de Novembro
de 1964.
O
Contexto Operacional no Norte de
Moçambique
A Companhia de Caçadores 688 foi
imediatamente projetada para o exigente
e
fustigado
distrito de Cabo Delgado, no norte de
Moçambique, ficando sob o comando
operacional do Batalhão de Caçadores N.º
558 (BCaç 558). A companhia foi
inicialmente colocada em Mueda (rendendo
a CCaç 367) e, em 11 de
Fevereiro
de 1965, instalou-se em Muidumbe
(rendendo a CCaç 613) com destacamentos
em Nangololo e Imbuo. Posteriormente, em
10
de
Março de 1965, após ser rendida pela
CCaç 607, regressou a Mueda.
Em 6 de Maio de 1965, a CCac688
deslocou-se para a zona crítica de
Nangade. Foi nesta área fronteiriça,
caracterizada por densas matas e forte
actividade
de guerrilha, que a companhia assumiu
missões de patrulhamento minucioso e de
afirmação de soberania. Pouco depois, em
Junho de 1965, a unidade passou a estar
integrada no dispositivo do Batalhão de
Caçadores N.º 729 (BCaç 729), que viria
a desencadear a célebre Operação "Águia"
no planalto dos Macondes. Da intensa
atividade operacional nesta zona
resultou a recuperação de muitas
populações civis refugiadas nas matas e
a captura de relevante armamento e
documentação inimiga.
O Sacrifício
Supremo em Combate
Foi precisamente durante o período
inicial de consolidação das posições e
patrulhas na região de Nangade que a
tragédia atingiu o jovem militar. No dia
26 de Junho de 1965, em pleno Sector de
Operações de Nangade, o 1.º Cabo Manuel
Luís Lopes Barbeiro foi gravemente
atingido, vindo a falecer com apenas 22
anos de idade, em consequência de
ferimentos sofridos em combate.
Com as devidas honras militares, os seus
restos mortais foram transladados e
sepultados no Cemitério de Mocímboa da
Praia, em Moçambique, encontrando-se no
Talhão Militar, fileira N.º 2, Sepultura
N.º 20.
O nome e o sacrifício do 1.º Cabo
Atirador Manuel Luís Lopes Barbeiro
ficaram perpetuados nos arquivos do
Exército Português e na memória
histórica da sua terra natal, Cimo de
Vila da Castanheira (Chaves),
personificando a abnegação e bravura da
juventude portuguesa que serviu no
Ultramar.
Paz à sua Alma
A sua campa no cemitério de Mocímboa
da Praia, em Moçambique:


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