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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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em cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Castanheira de Pêra

Castanheira de Pêra
Vasco
Rodrigues Luís

Soldado Atirador, n.º 09744073
Companhia de Caçadores
4545/73
«FIRMES E CONSTANTES»
Moçambique: 18Mar a 08Ago1974 (data do
falecimento)
Evocação e Homenagem
ao Soldado Atirador Vasco Rodrigues Luís
(09744073)
Em Memória do Soldado
Vasco Rodrigues Luís (1974)
Há nomes que o tempo não apaga e
sacrifícios que a memória coletiva tem o dever sagrado
de perpetuar. Homenageamos hoje a
memória
do Soldado Atirador Vasco Rodrigues Luís, natural do
Amial, freguesia e concelho de Castanheira de Pêra,
filho de Manuel Maria Luís e de Euménia Carvalho
Rodrigues.
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria N.º 15 (Tomar), integrava a
Companhia de Caçadores N.º 4545/73 (CCaç 4545/73),
unidade orientada pela divisa "Firmes e Constantes"
e sob o comando do Capitão Miliciano José Manuel Freitas
Pinheiro.
Embarcado rumo ao teatro de operações
de Moçambique em 17 de
março
de 1974, a sua companhia desembarcou na Beira a 18 de
março e seguiu via aérea para Nampula, deslocando-se em
coluna auto para Porto
Amélia
e, mais tarde, transportada em aviões Nord Atlas para
Mueda. Colocada no Sagal — onde rendeu a CArt 3502 e
ficou sob o comando operacional do BCaç 15 (subsector
BMU) —, a unidade assumiu a difícil e perigosa missão de
abertura e segurança do itinerário Sagal – Mueda.
Naquela região inóspita do norte de
Moçambique, na zona do rio Muera, o Soldado Vasco
Rodrigues Luís participou ativamente nas perigosas
operações de patrulhamento, nomadização e deteção de
engenhos explosivos (entre as quais as operações
Harmónia, Sacarose, Cacete e Samba),
num período marcado pela forte intensidade de
flagelações ao aquartelamento com morteiros de 82 mm.
Foi no cumprimento do seu dever, na
fúria e exigência da região de Mueda, que o Soldado
Vasco Rodrigues Luís tomou o trágico e derradeiro
combate. A 09 de agosto de 1974, não resistiu aos
ferimentos sofridos em combate, tombando em terra
africana longe da sua terra natal.
Hoje, descansando no Cemitério
Municipal de Castanheira de Pêra, o seu exemplo de
lealdade, bravura e dedicação permanece vivo. A sua
juventude, entregue com sobriedade e coragem sob o lema
"Firmes e Constantes", honra a sua família, a sua
terra de Castanheira de Pêra e a memória de todos os que
serviram com honra.
À sua memória, curva-mo-nos com
profundo respeito, gratidão e saudade.

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