Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em
cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Cantanhede

Cadima
José de Jesus Lourenço
Soldado
Pára-Quedista, n.º 544/72
3.º Pelotão da
Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas 121
Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12
«UNIDADE E
LUTA»
Zona Aérea de
Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E
VALOR»
José de Jesus Lourenço, Soldado Pára-quedista,
n.º 544/72, nascido no dia 20 de Julho
de
1953, na freguesia de Cadima, concelho de Cantanhede,
distrito de Coimbra.
Em 26 de
Fevereiro de 1972, incorporado como voluntário no
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».
Em Setembro de 1972,
conclui o 74.º Curso de Paraquedismo Militar, pelo que
lhe foi concedido o
brevet
n.º 11480;
Mobilizado pelo
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE
NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, integrado no 3.º Pelotão
da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12)
«UNIDADE
E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO E VALOR»;
Faleceu no dia 23 de Maio de 1973, nos
arredores de Guidage, em consequência de ferimentos em
combate, ocorrido durante a operação
Operação "MAMUTE DOIDO"
(parte do texto da operação);
Tinha 19
anos de idade.
Os restos mortais
foram trasladados para Portugal e foi sepultado
no cemitério de Cadima, no concelho de
Cantanhede, no dia 14 de Julho de 2008.
Para
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sublinhadas que se seguem:
"Missão cumprida",
reportagem do jornal "Independente de Cantanhede
As imagens
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Reportagem do "Independente
de Cantanhede", de 30 de Julho de 2008
in: "Independente
de Cantanhede"
Escrito por
reginabilro@gmail.com
Missão cumprida
30-Jul-2008
Mais de 35 anos depois de sido sepultado num cemitério
improvisado no norte da Guiné, José de Jesus Lourenço,
de Fornos, Cadima, jaz finalmente sob o solo da terra
que o viu nascer. Os restos mortais do pára-quedista
morto em combate a 23 de Maio de 1973 foram a sepultar
no último sábado, 26 de Julho, com as honras militares
devidas a um herói.
Lurdes Faim, e Avelino Lourenço têm
finalmente um local onde chorar a perda do seu filho,
José de Jesus Lourenço, o jovem pára-quedista de 19 anos
que caiu por terra a 23 de Maio de 1973, no norte da
Guiné, quando socorria um camarada ferido.
Mais de 35 anos depois de José Lourenço e
dos outros dois camaradas da Companhia de Caçadores
Pára-quedistas 121 (António Vitoriano, de Castro Verde e
Manuel Peixoto, de Vila do Conde) terem sido sepultados
num cemitério improvisado a pouca distância do local
onde sofreram a emboscada que os vitimou, as suas
ossadas foram finalmente devolvidas aos seus familiares
e depositadas nos cemitérios das localidades que os
viram nascer.
Na primeira
entrevista que deu à comunicação social, Lurdes Faim
havia afirmado não querer morrer antes de ver o seu
filho sepultado no cemitério da sua terra. Cerca de dois
anos depois daquelas declarações, a idosa, hoje com 77
anos, conseguiu alcançar a “paz” desejada.
Os restos mortais de
José de Jesus Lourenço desceram à terra do cemitério de
Fornos, ao final da tarde do último sábado, 26 de Julho,
com as honras militares devidas a um herói.
Dezenas de antigos
militares estiveram presentes
As cerimónias
fúnebres começaram com uma missa no mosteiro dos
Jerónimos (Nota 1), em Lisboa.
As ossadas foram,
depois, encaminhadas para o quartel das tropas
pára-quedistas, em Tancos, onde o general Hugo Borges (o
então jovem tenente que a 23 de Maio de 1973 comandava o
pelotão envolvido na emboscada que custou a vida aos
três pára-quedistas) presidiu as honras militares.
Os restos mortais
seguiram, depois, para as localidades de origem dos três
pára-quedistas.
Quando José Lourenço
jurou bandeira, saiu dos Fornos um autocarro cheio de
gente para assistir à cerimónia. Tantos anos depois,
familiares e amigos do antigo militar encheram outro
autocarro – cedido pela Câmara Municipal de Cantanhede –
para o acompanhar no percurso que o conduziu de volta à
sua terra.
Antes de se dirigir
para a localidade de Fornos, a comitiva parou junto ao
Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Cantanhede,
para uma breve homenagem liderada pela Associação de
Veteranos de Guerra do Centro, e acompanhada por dezenas
de antigos combatentes no Ultramar, vindos
propositadamente de vários pontos do país.
“Para quê?”
Com as cerimónias
fúnebres de último sábado, chegou ao fim a missão a que
se propuseram inicialmente Manuel Rebocho, sargento-mor
pára-quedista, na reserva, um jornal do concelho de
Cantanhede e a Associação de Veteranos de Guerra do
Centro, entretanto assumida pela União Portuguesa de
Pára-quedistas (UPP).
“Estes eram os
últimos pára-quedistas sepultados fora do território
nacional”, afirmou o major-general Avelar de Sousa, da
União Portuguesa de Pára-quedistas (UPP), já terminado o
funeral.
Com a transladação
das ossadas de José Lourenço, António Vitoriano e Manuel
Peixoto para Portugal, foi cumprido o lema dos
pára-quedistas que diz que “ninguém fica para trás”.
Os restos mortais dos militares do exército, com eles
enterrados naquele cemitério improvisado, no norte da
Guiné, aguardam ainda os resultados dos testes de ADN,
dificultados pelos 35 anos que decorreram desde a sua
morte.
in:http://www.independentedecantanhede.com/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=689&Itemid=41
Nota (1) - A cerimónia
teve lugar na Igreja da Força Aérea Portuguesa, em
Lisboa
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As imagens



















Os
pais do malogrado Soldado Pára-Quedista José de Jesus
Lourenço







