Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em
cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Campo Maior

Nossa Senhora da Graça
dos Degolados
Elementos
cedidos por um
colaborador do portal
UTW
João
Moreira Bravo

Soldado Atirador de
Cavalaria, n.º 01344566
Companhia de Cavalaria 1615
Batalhão de Cavalaria
1897
Guiné:
18Nov1966 a 07Mai1967 (data do
falecimento)
2
Louvores Colectivos
João Moreira Bravo,
Soldado Atirador de Cavalaria, n.º
01344566, nascido no ano de 1946, na
freguesia da
Nossa Senhora da Graça dos
Degolados, concelho de Campo Maior,
filho de Augusto Caetano Bravo e de
Quitéria Moreira Oliveira, solteiro;
Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA
GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No dia 12 de Novembro de 1966, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Cavalaria 1615
(CCav1615) do Batalhão de Cavalaria 1897
(BCav1897), rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia
18 de Novembro de 1966;
A
sua subunidade de Cavalaria seguiu no
dia 2 de Dezembro de 1966 para a região
de Mansoa, a fim de efectuar o treino
operacional sob dependência do Batalhão
de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A
VITÓRIA» e ficar depois integrada no seu
batalhão, realizando diversas operações
na região do Chio e Sara-
Sarauol e de
protecção aos trabalhos de abertura do
itinerário Porto Gole-Bissá-Bindoro.
No dia 3 de Abril de 1967, seguiu para
Bolama, a fim de, seguidamente, se
integrar na operação "Fablola", após o
que recolheu a Mansoa no dia 26 de Abril
de 1967, f
icando na dependência do
Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912)
«VALENTES E DESTEMIDOS»;
No
dia 3 de Maio de 1967, rendeu a
Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420)
do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857)
«TRAÇAMOS A VITÓRIA» e assumiu a
responsabilidade do subsector de Mansoa,
com um pelotão destacado em Jugudul e
secções em Braia e Uaque;
Faleceu no dia
7 de Maio de 1967, pelas
11H45, no
itinerário Bindouro – Mansoa, em
consequência de ferimentos em combate;
Tinha 21 anos de idade;
Está inumado no cemitério da freguesia
da Nossa Senhora da Graça dos Degolados,
concelho de Campo Maior.
Paz à sua Alma.
7 de Maio de 1967, pelas 11H45
Naquele dia, as Nossas Tropas
sofreram 1 morto [João Moreira
Bravo, Soldado Atirador, n.º
01344566], 6 feridos graves e 5
feridos ligeiros.
Tratou-se de emboscada inimiga a
coluna - auto, onde se integravam
militares da Companhia de Cavalaria
1615 (regressados de Cufar em 26 de
Abril de 1967 e desde então
adstritos ao Batalhão de Caçadores
1912 aquartelado em Mansoa), com um
pelotão destacado em Jugudul e um
outro que iria ser instalado no
Bindôro; e 'periquitos' da Companhia
de Caçadores 1686 do Batalhão de
Caçadores 1912 (chegados ao CTIG no
dia 14 de Abril de 1967.
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria
1897 – publicado na Ordem de Serviço n.º
16, de 18 de Abril de 1968, do Comando
Territorial Independente da Guiné, e na
Revista da Cavalaria do ano de 1968,
páginas 156 e 157;
Louvor Colectivo – Companhia de
Cavalaria 1615 – por despacho do
Comandante de Agrupamento n.º 2951,
publicado na Revista da Cavalaria do ano
de 1968, páginas 159 e 160;
O seu nome está
gravado no
Monumento de Homenagem aos Combatentes
do Concelho de Campo Maior,
inaugurado no dia 15 de Agosto de 2017
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Louvor
Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1897
(Ordem de
Serviço n.º 16, de 18 de Abril de 1968,
do
Comando Territorial Independente da
Guiné)
Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria
n.º 1897, pela brilhante orientação
imprimida a todas as actividades do
Batalhão, caracterizada por uma
aplicação consciente, objectiva e
profícua de todas as suas
responsabilidades, alicerçadas num
estudo aprofundado do inimigo em todas
as suas manifestações e no
aproveitamento equilibrado da capacidade
dos meios e das suas Forças já tão
duramente provadas em longas e repetidas
acções de combate, acompanhada de
recuperação física e valorização humana
de todos os seus componentes, de que
resultou um verdadeiro rejuvenescimento
do Batalhão.
Animado do mais profundo espírito de
missão, consciente da dureza da tarefa a
empreender e certo dos valores
individuais dos seus componentes e das
Unidades executantes, todo o Comando do
Batalhão se irmanou, com um notável
espírito de equipa, sob a magnífica
orientação do seu Comandante, na
reestruturação do seu potencial para
prossecução das já longas realizações do
Batalhão, encetando todo um conjunto de
medidas que conduziram à
consciencialização de valores e ao
florescimento de iniciativas e, através
de um doseamento dos esforços
compatíveis com o estado das suas forças
e adaptados à situação e ao cumprimento
da missão, ao estabelecimento de mútua,
inteira e total confiança e cooperação,
de que resultou uma mística de acção que
se reflectiu profundamente no rendimento
operacional e na evolução no Sector.
Orientando objectiva e criteriosamente a
actividade operacional no sentido da
realização integral de todas as
finalidades que a missão comporta,
obteve o Comando do Batalhão assinalados
êxitos em todos os aspectos, e em
particular na destruição das forças da
subversão, na reconversão da população e
na colheita de informações.
Pela assinalável obra de reafirmação,
pela continuação dos notáveis
empreendimentos no aspecto de
recuperação e conquista psicológica das
populações, pelos brilhantes resultados
operacionais a que tem conduzido as suas
forças, pelo elevado ambiente de
disciplina e organização e pelo
extraordinário espírito de missão e de
determinação que tem mantido nas suas
forças, constitui o Comando do Batalhão
de Cavalaria n.º 1897 um excelente
baluarte, verdadeira realização do
espírito militar, que ilustra e honra as
Forças Armadas e a Nação.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 156
e 157)
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Louvor
Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA
N.º 1615
(Despacho
do Comando de Agrupamento n.º 2951)
Louvo
a Companhia de Cavalaria n.º 1615,
porque tendo sido submetida a uma
actividade operacional intensa,
consequência de ter sido considerada
como Companhia de intervenção, durante a
quase totalidade de tempo de comissão,
sempre se desempenhou das missões que
lhe foram atribuídas com muito mérito,
agressividade e determinação, qualidades
tantas vezes patenteadas em muitas
acções de combate, com demorados e
fortes contactos com o inimigo.
Das suas actuações em combate,
destacam-se as operações «Finca-Pé» pelo
forte contacto e numerosas baixas
causadas ao inimigo, «Festival»,
«Farolim» e «Farejar 3» pela longa
duração e vincada determinação,
«Fabíola», pela sua duração com fortes e
demorados contactos com o inimigo,
«Exterminar 3» pelas numerosas baixas
causadas ao inimigo, «Esponja 3», pela
enorme quantidade de material capturado,
«Epigeu», «Epicentro», «Epinema»,
«Esticadela», «Estiolar» e «Alma Forte»,
esta pelo elevado número de elementos da
população recuperados.
Foi brilhante nalguns golpes de mão
nocturnos, com resultados positivos e,
na maioria das vezes, sem consumo de
munições.
Se a sua conduta foi brilhante em
combate, em missões de paz a Companhia
de Cavalaria 1615 foi muito apreciada
pelas populações de Mansoa e Olossato
onde a sua passagem deixou assinaláveis
motivos para que a sua conduta fosse
considerada exemplar.
Pelas inúmeras e brilhantes actuações,
pela missão de sacrifício a que está
sujeita uma tropa de intervenção e pela
agressividade, determinação e coragem
constantemente patenteadas pelos seus
Oficiais, Sargentos e Praças é a
Companhia de Cavalaria 1615 merecedora
deste público louvor que se lhe confere
não podendo restar quaisquer dúvidas que
até à data do seu embarque saberá
cumprir cabalmente todas as missões que
ainda lhe venham a ser solicitadas, como
ficou demonstrado quando recentemente
parte da Companhia foi destacada de
Bissau para fins operacionais no
interior da Província.
A Companhia de Cavalaria 1615 dignificou
a sua Arma e prestigiou o Exército, na
honrosa missão que lhe coube.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1968, páginas 159
e 160)

A fotografia foi
extraída da Revista da Cavalaria do
ano de 1967, página 45,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.