Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para
visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Bombarral

Carvalhal
Valdemar da Conceição Lila Barreiras

Soldado Atirador, n.º
08344871
Companhia de
Caçadores 3472
«OMNES IN UNUM»
«COM A CERTEZA NA VITORIA»
Moçambique: 31Dez1971 a 03Jul1972 (data
do falecimento)
Em
Memória do Soldado Valdemar da Conceição
Lila Barreiras
Um Tributo ao Dever, à Coragem e ao
Sacrifício Supremo
Decorrem os anos do conflito no Ultramar
e a História de Portugal escreve-se
também com o sangue, a juventude e o
heroísmo daqueles que partiram para
terras distantes em cumprimento do dever
militar. Entre eles, destaca-se a figura
do Soldado Atirador Valdemar da
Conceição Lila Barreiras, um jovem que
personificou os valores da entrega e do
patriotismo.
Origens e
Mobilização
Natural
de Famões, na freguesia do Carvalhal,
concelho do Bombarral, Valdemar
Barreiras nasceu no seio de uma família
honrada, filho de Hermínio Nicolau
Barreiras e de Lídia da Conceição Lila.
Jovem e solteiro, viu o seu destino
cruzar-se com as exigências da pátria
quando foi mobilizado pelo prestigiado
Regimento de
Infantaria
15 (RI15 – Tomar), unidade que ostenta
as divisas «NON NOBIS» e «FIRMES E
CONSTANTES».
No dia 4 de dezembro de 1971, com o
coração cheio de incertezas mas firme na
sua missão, embarcou no NTT Império na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa. Integrado num dos
pelotões da
Companhia
de Caçadores 3472 (CCac3472) — sob as
divisas «OMNIS IN UNUM» e «COM A CERTEZA
NA VITÓRIA» —, do Batalhão de Caçadores
3868, cruzou o oceano rumo ao teatro de
operações de Moçambique, desembarcando
em Porto Amélia no último dia daquele
ano.
O Teatro de
Operações e a Actividade Operacional
Após o desembarque, a sua subunidade
para Pundanhar. Sob o comando do Capitão
Miliciano Manuel Marques Valente
Resende, e operando num dos cenários
mais exigentes do conflito (subsector
BND), o Soldado Valdemar e os seus
camaradas enfrentaram uma atividade
operacional intensa e de extremo perigo.
A Companhia participou ativamente na
abertura de itinerários fulcrais e na
escolta de colunas logísticas
essenciais, nomeadamente entre as
regiões de Nangade, Pundanhar, Palma e
Nhica do Rovuma, junto às margens do rio
Rovuma. O jovem soldado esteve na linha
da frente em missões de elevado risco,
incluindo as operações "Ludu", "Lorde",
"Lacrau", "Labuta", "Boneca", "Lomba 2",
as séries "Ode" e "Ouriço". Cada uma
destas ações exigia uma vigilância
constante e uma coragem à prova de tudo.
O Sacrifício
Supremo
Foi precisamente no cumprimento de uma
dessas perigosas missões de patrulha e
abertura de itinerários, no trajeto
entre Pundanhar e Nangade, que o destino
se revelou trágico. No dia 2 de julho de
1972, o Soldado Valdemar Barreiras foi
mortalmente atingido pelo acionamento de
uma armadilha militar (do tipo POMZ-2).
Apesar dos esforços de evacuação e
assistência médica, acabou por falecer
no dia seguinte, 3 de julho de 1972, no
Hospital Central Miguel Bombarda, em
Lourenço Marques.
Soldado Atirador, n.º 08344871
• Rendeu a sua juventude em nome do
dever.
• Descansa hoje no cemitério do
Bombarral, a sua terra natal.
Homenagem
Mais do que um número de matrícula ou um
nome num registo militar, o Soldado
Valdemar da Conceição Lila Barreiras foi
um filho, um camarada e um herói
discreto. A sua partida prematura deixou
um vazio imensurável na sua família e na
sua comunidade, mas o seu sacrifício não
será esquecido. Ao recordarmos a sua
história, honramos todos aqueles que
deram a vida pelo país.
À distância de décadas, curvamo-nos
perante a sua memória com o mais
profundo respeito e gratidão.
Paz à sua Alma.
