
Santiago da Guarda
Delfim
Vinagre Freire

1.º Cabo Atirador de
Cavalaria, n.º 10475467
Companhia de Cavalaria 1773
Batalhão de Cavalaria
1927
«...
NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Angola: 28Nov1967 a
09Mai1968 (data do falecimento)
Louvor
e Citação Colectiva
Delfim Vinagre Freire,
1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º
10475467, nascido no ano de 1947, no lugar de Mogadouro
de Baixo, na freguesia de Santiago da
Guarda, concelho de Ansião, filho de
José Freire e de Emília Vinagre,
solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na
Província Ultramarina
de Angola;
No dia 14 de Novembro de 1967, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’ integrado
num dos pelotões da Companhia de Cavalaria 1773 do
Batalhão de Cavalaria 1927 «…NA GUERRA
CONDUTA MAIS BRILHANTE» rumo ao porto de
Luanda, onde desembarcou no dia 28 de
Novembro de 1967;
A sua subunidade de cavalaria, comandada
pelo Capitão de Cavalaria José Miguel
Cabedo de Vasconcelos, aquartelou
em Beira Baixa;
Faleceu no dia 9 de Maio de 1968 a 8 km
da Fazenda Beira Baixa, em consequência
de ferimentos em combate;
Tinha 21 anos de
idade.
Está inumado no cemitério de Mogadouro
de Baixo, na freguesia de Santiago da
Guarda, concelho de Ansião.
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Louvor
Colectivo
COMPANHIA
DE CAVALARIA N. 1773
Publicado na
Ordem de Serviço n.º 11, de 14 de
Janeiro de 1969, do Batalhão de
Cavalaria n.º 1927)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1773
do Batalhão de Cavalaria n.º 1927 –
Regimento de Cavalaria n.º 3, porque, ao
longo de 12 meses nesta Área Militar N.º
1, tendo à sua responsabilidade
operacional uma zona particularmente
difícil em que se encontra um inimigo
forte e aguerrido, em todas as operações
em que tomou parte, mercê de uma
extraordinária coesão e espírito de
corpo, e porque em todos os seus
elementos foram exacerbadas as
qualidades de espírito de sacrifício,
valor ofensivo, valentia e abnegação,
conseguiu apreciáveis resultados,
destacadamente nas operações «Primeira
Dança», «Segunda Dragonada», «Cliper»,
«Capitão Francisco Meireles», «Jamor»,
«Raposas Brancas II» e «São Jorge».
Conseguiu assim a Companhia de Cavalaria
n.º 1773, mercê dos seus sucessos,
reduzir substancialmente a actividade do
Inimigo na sua zona de acção e
causar-lhe muitas baixas, capturando
muitos deles, bem como armamento e
material diverso, e destruindo-lhe
vários «quartéis», impondo-se à
consideração deste Comando, que
considera os seus serviços relevantes e
destacados.
(in Revista da
Cavalaria do ano de 1969, páginas 125 e
126)
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Citação Colectiva
COMPANHIA
DE CAVALARIA N.º 1773
Publicado na Ordem
de Serviço n.º 63, de 21 de Junho de 1967, do Comando do
Sector 11
Cito, como exemplo a todas as Unidades
do Sector a Companhia de Cavalaria n.º 1773 do Batalhão
de Cavalaria n.º 1927, pelo seu excelente comportamento
na operação «Preparação».
Não obstante a dureza de que se
revestiu a longa progressão efectuada e as
circunstâncias adversas que se lhes depararam, sempre
reagiram com notável espírito de sacrifício e acentuado
desejo de bem cumprir, pelo que merecem, não só público
apreço pela acção desenvolvida, como também a confiança
e a certeza deste Comando em futuros êxitos, que decerto
saberão conquistar.
(in Revista da
Cavalaria do ano de 1969, página 129)
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Resumo
da acção em campanha do BCav1927:
(in Revista da
Cavalaria do ano de 1969, páginas 139 e 140)
BATALHAO
DE CAVALARIA N.º 1927
Comandante:
Inicialmente:
Tenente-Coronel de Cavalaria João Gualberto de Abreu de
Barros e Cunha
Depois: Tenente-Coronel de
Cavalaria Joaquim Maria Facco Viana Barreto
2.º Comandante: Major de Cavalaria Francisco Rudolfo
Pereira dos Santos Oliveira
O Batalhão de Cavalaria n.º 1927 teve como Unidade
mobilizadora o Regimento de Cavalaria n.º 3 e embarcou
em Lisboa a 14 de Novembro de 1967 para a Região Militar
de Angola, onde chegou a 28 do mesmo mês.
Colocado inicialmente na região dos Dembos, onde
permaneceu durante cerca de 14 meses, desenvolveu
invulgar e abnegada actividade operacional, provocando
baixas ao inimigo na sua área; dessa actividade
destacam-se pelos êxitos obtidos, as operações «1.ª
Dragonada», «1.ª Dança», «Cliper» e «S. Jorge», em que
ficaram bem patentes a decisão, valentia e agressividade
das suas tropas.
Merece destaque, pelo brilhante comportamento que teve
nestas como noutras operações, a Companhia de Cavalaria
n.º 1773, do comando do Capitão de Cavalaria José Miguel
Cabedo e Vasconcelos pela abnegação, espírito de
sacrifício e valor ofensivo demonstrados, comprovado por
justo louvor colectivo que lhe foi conferido pelo
Comando do Sector.
Posteriormente foi transferido para outra região, ainda
no Norte da Província, onde teve actividade operacional
digna de registo, exercendo paralelamente, eficaz
controle e apoio das populações, subtraindo-as às
tentativas de subversão do inimigo e prestando-lhes
atenta acção psicológica.
Unidade aguerrida e disciplinada, cumprindo com
voluntariedade e elevado espírito de corpo a missão que
lhe foi confiada, demonstrou, ao longo da sua
permanência em Angola, excelente preparação e valor,
prestando relevantes serviços à Província e à RMA,
tornando-se por isso credora da admiração da Arma e do
Exército a que pertence.
Regressou à Metrópole em Dezembro de 1969.
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A fotografia foi
extraída da Revista da Cavalaria do
ano de 1968, página 63,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.