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Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Abrantes

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Abrantes

 

 

Pego

 

Manuel de Oliveira Lucas

 

 

Soldado Condutor Auto, n.º 1152816

 

Companhia de Caçadores 2729

 

Moçambique:

15Mai1970 a 07Jun1971 (data do falecimento)

 

Memória e Gratidão: Homenagem ao Soldado Manuel de Oliveira Lucas


Existem nomes que o tempo não pode apagar e sacrifícios que a Pátria jamais esquecerá. Hoje, prestamos uma justa e sentida homenagem ao Soldado Condutor Auto Manuel de Oliveira Lucas (n.º 11528169), um jovem filho da freguesia de Pego, concelho de Abrantes, que partiu rumo ao desconhecido para cumprir o mais exigente dos deveres.


Nascido no seio de uma família humilde, filho de José Lucas Carriço e de Josefa da Silva Oliveira, Manuel de Oliveira Lucas carregou no peito a coragem das gentes do Ribatejo e a divisa do seu Regimento de Infantaria 16, em Évora: «Conduta Brava e em Tudo Distinta». Uma promessa que honrou até ao seu último suspiro.


O Longo Caminho do Dever


A 25 de abril de 1970, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, o NTT Vera Cruz soltava as amarras. A bordo, integrado na Companhia de Caçadores 2729 (CCac2729), o jovem Manuel despedia-se do seu país. Desembarcou na Beira a 15 de maio do mesmo ano, iniciando uma dura e perigosa comissão na Província Ultramarina de Moçambique.


Como Soldado Condutor, a sua missão exigia uma coragem silenciosa e constante. Rasgando picadas e caminhos de terra sob a ameaça invisível das minas e das emboscadas, Manuel de Oliveira Lucas esteve na linha da frente no sub-sector de Fingoé, passando por teatros de operações de extrema exigência em Ucanha, Nhantaro e Mucangadzi.


Participou em inúmeras missões de risco — como as operações Sem Nome, Flamingo, Ferro Velho, Mexidela, e tantas outras —, onde a sua unidade detetou e desativou múltiplos engenhos explosivos, protegendo a vida dos seus camaradas de armas e apoiando as populações locais na construção de aldeamentos.


O Sacrifício Supremo


Foi na região de Nhantaro, num cenário de combate vivo e impiedoso, que a fatalidade o encontrou. Ferido em defesa dos seus camaradas e da bandeira que jurara defender, o Soldado Manuel Lucas combateu pela vida, vindo a falecer no dia 7 de junho de 1971, no Hospital Militar de Lourenço Marques.


"O valor de um soldado não se mede pelos anos que viveu, mas pela grandeza do legado que deixou."


Manuel partiu jovem, solteiro, deixando um vazio imenso no coração dos seus pais e da sua terra natal. Hoje, repousa em paz no cemitério de Santo Tirso, mas o seu nome permanece gravado a ouro na história militar de Portugal.


Aos seus familiares, aos seus camaradas da CCac2729 que com ele partilharam o pão, o medo e a glória, e a todos os que mantêm viva a sua memória, expressamos o nosso mais profundo respeito.


Ao Soldado Manuel de Oliveira Lucas, o nosso eterno obrigado. A Pátria saúda-te.


Paz à sua Alma.

 


 

 

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