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Condecorações

Matias Fiúza Álvares da Costa, Coronel de Artilharia

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

Faleceu, no dia 21 de Novembro de 1993. o veterano

 

Matias Fiúza Álvares da Costa

 

Coronel de Artilharia, na situação de reforma

 

Região Militar da Província Ultramarina de Moçambique (1948-1952)

 

Comandante de BtrAA no Estado da Índia Portuguesa (Bogmaló) (1954-1957)

 

Região Militar da Província Ultramarina de Moçambique (1957-1962)

 

Comandante da Companhia de Comando de Serviços do Batalhão de Artilharia 635

 

2.º Comandante do Batalhão de Artilharia 525

 

Comando de Agrupamento 1972

 

Comandante do Batalhão de Artilharia 2900

 

Comandante do Batalhão de Artilharia 3881

 

Ordem Militar de Avis, grau Comendador

 

Ordem Militar de Avis, grau Oficial

 

2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos

 

Medalha de Mérito Militar, de 3.ª classe

 

 

 

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Brevíssima resenha castrense

 

Matias Fiúza Álvares da Costa, Coronel de Artilharia, na situação de reforma.


Nasceu a 2 de Dezembro de 1921 na Póvoa do Varzim, filho de Maria Amélia Fiúza Álvares da Costa e de Augusto Álvares da Costa.


Em 21 de março de 1942 incorporado no Regimento de Artilharia Ligeira 5 (RAL5 - Penafiel);


Em 1943 colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas), onde frequenta o curso de oficiais milicianos;


Em 1 de Novembro de 1944 promovido a aspirante-a-oficial miliciano de artilharia e colocado no Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia);


Em 17 de Setembro de 1948, aspirante-a-oficial da Escola do Exército, graduado em alferes;


Em 9 de Outubro de 1948 embarca em comissão de serviço para servir na Região Militar da Província Ultramarina de Moçambique;


Em 1 de Janeiro de 1949 promovido a alferes do quadro permanente da arma de Artilharia;


Em 1 de Dezembro de 1950 promovido a tenente;


Em 28 de Dezembro de 1952 regressa à Metrópole;


Em 27 de Dezembro de 1953 promovido a capitão;


Em 28 de Agosto de 1954, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia 6 (RA6 - Santarém) para servir Portugal no Estado da Índia Portuguesa, embarca em Lisboa no NTT 'Quanza' rumo ao porto de Mormugão, como comandante de bateria de artilharia antiaérea a ser instalada no planalto de Bogmaló;


Em 22 de Maio de 1957 inicia a torna-viagem a bordo do NTT 'Niassa';


Em 31 de Outubro de 1957 segue novamente para a Província Ultramarina de Moçambique, ficando adido ao comando da respectiva Região Militar;


Em 11 de Novembro de 1960 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3ª classe;


Em 11 de Março de 1962 regressa à Metrópole e fica colocado no Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF - Queluz);


Em 20 de Junho de 1962 agraciado com o oficialato da Ordem Militar de Avis;


Em 1963 frequenta em Fort Leavenworth (EUA), os cursos de contrasubversão e operações especiais para oficiais de estado-maior e de operações de contrasubversão;


Em 10 de Fevereiro de 1964, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo a Luanda, como comandante da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Artilharia 635 (CCS/BArt635);


Em 16 de Março de 1964 promovido a major, transferido para o Batalhão de Artilharia 525 (BArt525) onde assume o cargo de 2º comandante;


Em 17 de Agosto de 1965 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, por ter sido louvado...


... «Pela forma altamente honrosa e brilhante como desempenha as suas funções, revelando-se especialmente pela actividade desenvolvida no campo operacional, durante cerca de um ano, nesta unidade no norte de Angola. Bem integrado nos condicionamentos da guerra subversiva e nos casos concretos que têm competido ao batalhão, avaliando com esclarecido sentido da realidade as possibilidades da nossa tropa, o seu inexcedível entusiasmo pelos assuntos operacionais sempre se concretizou em preciosa colaboração, quer no planeamento das operações, quer na sua conduta, quer intervindo com a própria presença, geralmente voluntária, em acções que decorreram nas muito difíceis regiões dos Dembos e Zemba. Ainda nas funções clássicas de 2º comandante, o batalhão muito deve ao seu excepcional e esclarecido zelo, em concretas realizações de que resultaram para a sua unidade conforto e dignidade e, pela sua projecção, também prestígio para a tropa. Por tudo quanto se exprime e decorre de um espírito animado por fundo amor pátrio e vivendo em alto grau o ideal militar, se considera que dos seus serviços prestados em campanha resultou nítido prestígio para o Exército, pelo que devem ser considerados extraordinários, relevantes e muito distintos.»

Em 27 de Setembro de 1965 transferido para o Comando de Agrupamento 1972 (CmdAgr1972);
Em 25 de Novembro de 1965 regressa à Metrópole;


Em 9 de Março de 1967 colocado no Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia);


Em 29 de Março de 1967 casa com Maria Emília de Carvalho Dias Hoppfer;


De 3 de Abril a 29 de Julho de 1967 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) o curso de promoção a oficial superior;


Em 1 de Junho de 1969, entretanto colocado na Academia Militar como chefe dos serviços gerais e formação, promovido a tenente-coronel;


Em 27 de Junho de 1969 agraciado com a comenda da Ordem Militar de Avis;


Em 25 de Setembro de 1969 cessa funções na Academia Militar (AM) e fica colocado no Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora);


Em 8 de Janeiro de 1970 nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como comandante do Batalhão de Artilharia 2900 (BArt2900);


Em 10 de Fevereiro de 1972 regressa à Metrópole;


Em 31 de Março de 1972 colocado no Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF - Queluz);


De 18 a 29 de Setembro de 1972 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) o estágio de acção psicológica para oficiais do quadro permanente;


Em 23 de Janeiro de 1973 agraciado com a segunda Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, por ter sido louvado pelo CCFAA (Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola)...


... «Pelas elevadas qualidades militares que, como comandante do seu batalhão, evidenciou no decurso da sua comissão na Região Militar de Angola.
Oficial inteligente, conhecedor do tipo de guerra que enfrentamos e dotado de qualidades de comando, accionou de maneira eficiente os meios de que dispunha, não só os orgânicos como os de esforço, doseando habilmente o esforço das suas subunidades, de modo a bater o melhor possível as zonas de acção que estiveram sob a sua responsabilidade, finalidade que atingiu com bons resultados. Nesta linha de conduta, destacou-se o elevado espírito de missão com que planeou e conduziu a actuação das suas forças em numerosas operações, na quais os resultados obtidos foram bastante significativos. Como resultado da sistemática perseguição a que sujeitou o inimigo, conseguiu provocar-lhe não só elevado número de baixas e destruição dos seus meios de combate e de vida, como ainda a captura e apresentação às autoridades de grande número de elementos da população.
A sua lealdade, o seu desembaraço, a sua vincada personalidade e espírito de decisão, aliado às qualidades já citadas, creditam o tenente-coronel Álvares da Costa como oficial merecedor do apreço deste mando.
Por tudo isto se devem considerar relevantes e distintos os serviços prestados por este oficial, deles tendo resultado prestígio para o Exército, que serve devotadamente.
»


Em 20 de Agosto de 1973, tendo sido nomeado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia) para servir novamente na Província Ultramarina de Angola, embarca no Aeródromo-Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 - Luanda), a fim de assumir na ZML (Zona Militar Leste) o comando do Batalhão de Artilharia 3881 (BArt3881);


Em 20 de Outubro de 1974 regressa definitivamente à Metrópole, ficando apresentado no Quartel General da Região Militar de Lisboa (QG/RML);


Em 2 de Dezembro de 1977 considerado na situação de «reforma extraordinária por limite de idade»;


Em 1986 pede revisão da situação militar (reconstituição de carreira);


Em 11 de Outubro de 1988 julgado «incapaz de todo o serviço, inapto para o trabalho com desvalorização de 30% por sofrer de tuberculose pulmonar»;


Em 12 de Julho de 1989 considerado deficiente das Forças Armadas.


Faleceu no dia 21 de Novembro de 1993, como coronel de artilharia (na situação de reforma desde 16 de Setembro de 1974).


A sua Alma descansa em Paz

 

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