Mário Feio Concha, Furriel Mil.º de Cavalaria, da CCav567
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro


Mário Feio
Concha
Furriel Mil.º de Cavalaria
Companhia
de Cavalaria 567
«A GALOPE E CORAÇÃO AO ALTO»
Guiné:
4 de Novembro de 1963 a 28 de
Outubro de 1965
Cruz de
Guerra de 4.ª classe

Mário Feio Concha, Furriel Mil.º de
Cavalaria.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE»
para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné,
integrado na Companhia de Cavalaria 567 (CCav567) «A
GALOPE E CORAÇÃO AO ALTO»;
No
dia 29 de Outubro de 1963, na Gare Marítima da Rocha do
Conde Óbidos, embarca no NTT “Índia” rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 4 de Novembro de
1963;
No
dia 27 de Outubro de 1965 [28 de Outubro de 1965]
embarca no NTT ‘Niassa’ de regresso à Metrópole, onde
chegou no dia 3 de Novembro de 1965.
Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de
4.ª classe, pela Portaria de 12 de Abril de 1966,
publicado na Ordem do Exército n.º 13 – 3.ª série, de
1966, e na Revista da Cavalaria, edição do ano de 1966,
pág. 115.
Louvor colectivo – Companhia de Cavalaria 567 – do
Comando Militar da Guiné, publicado na Revista da
Cavalaria, edição do ano de 1966, pág. 169.
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Furriel
Miliciano de Cavalaria
MÁRIO FEIO CONCHA
CCav 567 - RC3
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 13 – 3.ª série de 1966.
Por Portaria de 12 de Abril de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e
10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946, por serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné Portuguesa:
O Furriel Miliciano de Infantaria, Mário Feio
Concha, da Companhia de Cavalaria n.º 567 afecto ao
Batalhão de Caçadores n.º 507 — Regimento de
Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 12, de 09 de
Fevereiro de 1965, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Louvo o Furriel Miliciano, Mário Feio Concha, da
Companhia de Cavalaria n.º 567, porque, como
comandante de uma Secção emboscada na noite de 08
para 09 de Novembro de 1964, no cruzamento de uma
estrada com um caminho, destacou-se pela forma
notável como actuou, desbaratando por completo um
grupo numeroso e bem armado de elementos inimigos,
os quais surpreendeu, apreendendo-lhes grande e
valiosa quantidade de material de guerra.
Empregando com oportunidade uma auto-metralhadora e
lançando-se sobre o inimigo acompanhado por três
soldados, o Furriel Concha deu prova não só de
grande coragem e valentia como de um sentido de
comando e de coordenação que não são vulgares em
militares da sua graduação.
Manteve-se ainda no local durante
todo o resto da noite, evitando pelo fogo, de tempos
a tempos, que os sobreviventes do grupo inimigo se
aproximassem para recuperarem as armas perdidas.
O procedimento exemplar do Furriel Concha, torna-o
digno do maior apreço e consideração de superiores e
camaradas.
