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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito
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Faleceu no dia 22
de Maio de 2015 o veterano

Manuel Zanatti Aralla Pinto
Capitão MIl.º
de Cavalaria
Comandante da
Companhia de Cavalaria 2391
«CENTURIÕES»
Moçambique:
13Jun1968 a 20Mai1970
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
Louvor Individual e Colectivo
Manuel Zanatti
Aralla Pinto, Capitão Mil.º de
Cavalaria, nascido no dia 10 de
Abril de 1936, na freguesia de Santa
Isabel, concelho de Lisboa;
De 24 de Julho a 4 de Novembro de
1967, concluiu, com aproveitamento,
o curso de promoção a Capitão do
Quadro de Complemento, 2.º turno de
1967, que decorreu na Escola Prática
de Infantaria (EPI - Mafra) «AD
UNUM», publicado na Ordem do
Exército n.º 3 – 2.ª série, de 1968,
páginas 414 e 415;
De 6 a 18 de Novembro, concluiu, com
aproveitamento, o estágio para
oficiais do quadro de complemento,
que decorreu no Centro de Instrução
de Operações Especiais (CIOE –
Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM
POUCOS, NÃO TEMAMOS»,
publicado na
Ordem do Exército n.º 3 – 2.ª série,
de 1968, páginas 421 e 422;
Em 18 de Maio de 1968 nomeado para
reforço à
guarnição normal da Região
Militar de Moçambique, publicado na
Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª
série, de 1968, página 1506;
Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa)
«QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO
DO
CAIS» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique;

No dia 18 de Maio de 1968, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT
‘Niassa’, como comandante da
Companhia de Cavalaria 2391
(CCav2391) «OS CENTURIÕES», rumo ao
porto de Nacala, onde desembarcou no
dia 13 de Junho de 1968;
A sua subunidade de Cavalaria, após
o desembarque em Nacala, seguiu para
o Catur (sede do Batalhão de
Caçadores 1936 (BCac1936) «VALENTES
E AUDAZES») onde rendeu a Companhia
de Artilharia 1626 (CArt1626)
«HONRA, GLÓRIA, PÁTRIA». Na situação
de intervenção do Sector A (vila
Cabral), intervalando com períodos
de repouso no Catur, instalou-se nas
seguinte localidades:
- Muembe: de meados de Junho a final
de Agosto de 1968, a fim de efectuar
operações na zona, nomeadamente:
"Checas", "Regresso", série
"Lu-cheringo", "Bate Forte",
"Chamando os Turras", "Centuriões
Ferozes", "Sempre Persistentes",
"Cotovia", "Empurra" e "Joga Fora".
- Unango: 2.ª quinzena de Seembro de
1968, efectuando entre outras, as
operações "Dragão 1" (região do rio
Luchimua a sul de Unango) e "Dragão
5 e 7" (entre o rio Lucheringo e a
picada de Matende a nordeste de
Unango) e escoltas a Vila Cabral.
-
Melulucas, Ponta Chinune e
Chindala: de Outubro de 1968 a Maio
de 1969. Submetida a intensa
actividade operacional, sob o
comando do Batalhão de Artilharia
2838 (BArt2838) «LOBOS» - «FORTES E
ASTUTOS», sedeado em Metangula,
(subsector AME) efectuou cerca de
sessenta operações da série "Lobos
Centuriões" nas regiões dos rios
Timba, Melulucas, Luina, Lucefa,
Naitoto e Mualage e serra
Jusagombe). De salientar as
denominadas "Lobos Centuriões 41"
(golpe de mão à base Meponda na
margem esquerda do rio Naitoto, a 16
de Março de 1969 resultando baixas
inimigas e captura de material de
guerra e documentos) e "Lobos
Centuriões 52" (detectado pequeno
depósito a 28 de Abril de 1969, na
margem esquerda do rio Mualage com
granadas de Canhões Sem Recuo, de
Morteiros 82 mm e de mão
defensivas,
minas Anti-pessoais e cunhete de
munições de armas ligeiras.
Terminada a situação de intervenção,
em Junho de 1969, foi colocada em
Massangulo, onde rendeu a Companhia
de Caçadores 2418 (CCac2418) «SEMPRE
EXCELENTES E VALOROSOS». Sob o
comando operacional do Batalhão de
Caçadores 1936
(BCac1936) «VALENTES
E AUDAZES», até Novembro de 1969 e
do Batalhão de Caçadores 2895
(BCac2895) «FORTES E UNIDOS», que
naquele mês rendera o 1.° no Catur,
(subsector ACT) a actividade
operacional constava de
patrulhamentos e nomadizações,
prioritariamente na região
fronteiriça com o Malawi,
designadamente operações "Operação
313", "Operação 328", "Procura",
"Centuriões Fronteiros 1 e 3",
"Maneta" e "Berta".
Participou em: "Marreta" e
"Centuriões Fronteiros 4" na região
de Cuizimba.
Foi rendida em Massangulo, em Maio
de 1970, pela Companhia de Caçadores
2623 (Ccac2623) «ESPARTANOS» - «POR
DEUS E PELA PÁTRIA» do Batalhão de
Caçadores 2895 (BCac2895) «FORTES E
UNIDOS»;
Em 20 de Maio de
1970, embarca no NTT ‘Vera Cruz’ de
regresso à Metrópole, onde
desembarcou no dia 13 de Junho de
1970.
Louvado e
agraciado com a Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma, pela
Portaria 26 de Maio de 1970,
publicado na Ordem do Exército n.º
11 – 2.ª série, de 1 de Junho de
1970 e na Revista da Cavalaria do
ano de 1970, página 138;
Louvor Colectivo –
Companhia de Cavalaria 2931 – pela
Portaria de 16 de Fevereiro de 1971,
publicado na Ordem do Exército n.º 5
– 2.ª série, de 1 de Março de 1971,
páginas 566 e 577;
Faleceu em Lisboa no dia 22 de Maio de 2015.
Paz à sua Alma
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Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
Capitão Miliciano
de Cavalaria
MANUEL ZANATTI ARALLA PINTO
CCav2391 – RC7
Moçambique
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
Publicado na Ordem do Exército n.º
11 – 2.ª série, de 1 de Junho de
1970
Pela Portaria de 26 de Maio de 1970
Condecorado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com palma, por
ter sido considerado ao abrigo da
alínea a) do artigo 17.º, com
referência ao § 2.º do artigo 51.º,
do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o Capitão
Miliciano de Cavalaria Manuel
Zanatti Aralla Pinto, da Companhia
de Cavalaria n.º 23911 do Regimento
de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que deu origem
à condecoração:
(Publicado na mesma Ordem do
Exército)
Porque, tendo reforçado, com a sua
subunidade, o Batalhão de Artilharia
n.º 2838, durante cerca de seis
meses, demonstrou excepcionais
qualidades pessoais e militares, que
o creditaram como um Comandante de
Companhia de elite, sempre pronto
para o desempenho das mais
arriscadas missões, em tudo
revelando excelente preparação, brio
e extrema dedicação ao serviço.
Actuando, em todo o período acima
referido, numa difícil zona, onde
abundavam as mais astuciosas
armadilhas e eram frequentes
traiçoeiras acções inimigas, a
Companhia do seu comando conseguiu
detectar e destruir, mercê de
porfiados esforços, a mais
importante base terrorista ali
existente, operação na qual
aprisionou o adjunto do chefe da
base e apreendeu importantes
documentos, que, da decorrente
exploração, permitiram obter
preciosos elementos sobre a
organização inimiga noutros pontos
da Região Militar de Moçambique.
Extremamente correcto e de fino
trato, invulgarmente disciplinado e
disciplinador, dotado de muito
sensata inteligência, o Capitão
Aralla Pinto e a sua excelente
Companhia desempenharam acção de
excepcional rendimento operacional
na zona de acção do Batalhão que
reforçou, atentas as enormes
dificuldades para a vida das tropas
e para o combate que apresentava a
selvática região onde
especificamente actuou.
Por tudo quanto se referiu, bem
merece este distinto Oficial, como
excelente auxiliar do Comando da
Região Militar de Moçambique, que à
sua relevante e excepcional actuação
seja conferido público louvor e que
os serviços por si prestados em
campanha sejam considerados
excepcionais, relevantes e
distintos.
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Louvor Colectivo
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 2391
(Ordem
do Exército n.º 5 – 2.ª série, de 1
de Março de 1971)
Louvada a Companhia de Cavalaria n.º
2391, da Região Militar de
Moçambique, porque, ao longo de
vinte e um meses na Zona Norte
daquela província, desenvolveu
intensa actividade operacional,
patenteando grande espírito de corpo
e disciplina, elevado grau de
agressividade, resistência, espírito
de sacrifício e inquebrantável
valentia debaixo de fogo.
Destinada a missão de intervenção no
Sector A, desenvolveu adequada
actividade, dando provas de grande
resistência e espírito de
sacrifício, sem se poupar a esforços
para o completo êxito da sua missão.
Igual entusiasmo e espírito de
missão demonstrou em outras regiões
(Muembe e Unango) que,
sucessivamente, lhe foram
destinadas, e onde a sua actuação
obteve apreciáveis resultados na
captura de armamento, elementos
inimigos armados e população fugida.
A actuação desta Companhia continuou
em fase ascencional, tendo realizado
uma série de operações «LOBOS
CENTURIÕES», que obtiveram
assinaláveis êxitos numa zona que,
sistemática e agressivamente, bateu
em todas as direcções, alheia às
maiores dificuldades que teve de
suportar, em resultado das
deficientes condições de alojamento
e reabastecimento.
À persistência e valentia de todo o
seu pessoal, se fica devendo a
eliminação ou captura dos chefes ou
guerrilheiros, a apreensão da quase
totalidade do seu material de
guerra, a destruição dos seus meios
de vida e apoio, e a recolha de
grande número de população, que
servia de suporte às actividades do
inimigo, na região.
Terminados doze meses de intensa
actividade, foi a Companhia
destinada a missão de quadrícula em
zona de fronteira particularmente
melindrosa, e, aí, continuou a
manifestar a grande aptidão para a
luta que se trava no Ultramar e a
dar provas de grande agressividade,
a par de grande colaboração e apoio
às populações aldeadas, continuando,
com entusiasmo, a acção psicológica
e social do antecedente realizada na
região.
A Companhia de Cavalaria n.º 2391,
pela sua actuação em situação de
campanha, merece ser apontada como
Unidade excepcionalmente dotada,
que, na Região Militar de
Moçambique, desenvolveu grande
actividade, mercê da qual, e das
altas virtudes militares dos seus
componentes, bem como excepcional
valor dos seus feitos de bravura,
foi digna continuadora das gloriosas
tradições do Exército Português.
(in
Revista da Cavalaria do ano de 1970,
página 154)
