Manuel Mendonça de Sousa
Ramos, Furriel Mil.º ' de Infantaria 'Comando', da 33.ª CCmds
"Pouco se fala hoje em dia nestas
coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por
colaborador do portal UTW
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Manuel
Mendonça de Sousa Ramos
Furriel
Mil.º de Infantaria
‘Comando’, n.º 10401167
Angola: Jun1971 a 16Out1973
Campo Militar do Grafanil
«SERVIR»
Centro de Instrução de Comandos
22.º curso de comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE
E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE»
33.ª Companhia de Comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Manuel Mendonça de
Sousa Ramos, Furriel Mil.º de Infantaria ‘Comando, n.º
10401167.
Em
Junho de 1971, tendo sido mobilizado pelo Centro de
Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS
MUITOS, POR SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS» para servir
Portugal na Província
Ultramarina
de Angola, é aerotransportado em vôo TAP, de Lisboa para
Luanda;
Ficou instalado no Campo Militar de Grafanil
(CMGrafanil) «SERVIR»;
Em
14 de Julho de 1971 inicia no Centro de Instrução de
Comandos (CIC) «A
SORTE
PROTEGE OS AUDAZES» da Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE» o
22.º
curso
de Comandos;
Em 29 de Outubro de 1971 conclui a especialidade 959 –
Comandos e é integrado na 33.ª Companhia de Comandos
(33ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;
Em
27 de Novembro de 1971 a sua subunidade inicia na área
do Quitexe a actividade operacional;
Em 16 de Outubro de 1973 cessa a sua comissão de
Serviço;
Em 23 de Outubro de 1973 regressa à Metrópole por via
aérea (TAM ‘Boeing – 707’);
Louvado, por feitos em combate, por despacho do General
Comandante-Chefe Interino, de 10 de Dezembro de 1973,
publicado na Ordem de Serviço n.º 8, de 29 de Janeiro de
1974, do Quartel General da Região Militar de Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Angola, de 10 de Dezembro de 1973, publicado na Ordem do
Exército n.º 7 – 3.ª série, de 1974;
Agraciado com a
Medalha da
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe,
conforme Aviso (extracto) n.º 9094/2012 publicado no
Diário da República, n.º 128/2012, Série II, de 4 de
Julho de 2012.
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Furriel Miliciano,
Comando
MANUEL MENDONÇA DE SOUSA RAMOS
33ªCCmds / CICmds -
CIOE
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 7 – 3.ª série, de 1974.
Agraciado, com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, nos
termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 566/71. de 20 de Dezembro de
1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 10 de Dezembro de 1973, o Furriel
Miliciano, Comando, Manuel Mendonça de Sousa Ramos, da
33.ª Companhia de Comandos, do Centro de Instrução de
Comandos - Centro de Instrução de Operações Especiais.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 8, de 29 de Janeiro
de 1974, do Quartel General da Região Militar de
Angola):
Por despacho de 10 de Dezembro de 1973, o General
Comandante-Chefe Interino louvou o Furriel Miliciano,
Comando, Manuel Mendonça de Sousa Ramos, da 33.ª
Companhia de Comandos, do Centro de Instrução de
Comandos, pela capacidade de comando, valentia, audácia
e decisão que tem revelado ao serviço daquela Companhia,
que o tornam excelente chefe de equipa e valoroso
combatente.
Salientou-se especialmente no assalto a um acampamento
inimigo com forte organização defensiva, durante a
operação "Átila", chefiando a sua equipa com muito
desembaraço e incutindo-lhe forte espírito ofensivo, o
que muito contribuiu para os excelentes resultados
obtidos.
Na operação "Rojão", ao assumir o comando do seu grupo
por ter sido evacuado o comandante efectivo, pôs à prova
excelentes qualidades de decisão e iniciativa, incutindo
grande entusiasmo e agressividade aos seus homens. Ainda
na mesma operação, mais uma vez fez sentir a sua acção
no modo desembaraçado, decidido e corajoso como montou e
desencadeou uma emboscada a um grupo inimigo, revelando
muita serenidade e sangue-frio no desenrolar da acção.
Na operação "Pinhal" voltou a revelar muita iniciativa e
coragem ao perseguir, por vezes sozinho, um elemento
inimigo armado que conseguiu escapar, ligeiramente
ferido, numa emboscada montada pelas Nossas Tropas.
Pelo seu comportamento altamente prestigiante, coragem,
decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo de
que deu constantes provas, é o Furriel Ramos digno de
ser apontado como exemplo entre os que mais
devotadamente servem a Pátria.