Manuel
Martins Ferreira dos Santos, Alferes Mil.º
Pára-Quedista.
Em 1962 ingressa como voluntário nas tropas
pára-quedistas.
Em 1963 conclui no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) o 20º curso de pára-quedismo e obtém o
brevet nº 1875;
Em
1964, alferes miliciano pára-quedista mobilizado para
servir Portugal na Província Ultramarina de Angola,
desembarca em Luanda e fica integrado no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) como comandante do
1º pelotão da 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(1ªCCP);

Em 1966 conclui a sua comissão de serviço e regressa à
Metrópole;
Em 10 de Junho de 1966, perante tropas formadas em
parada no Terreiro do Paço, condecorado com a Medalha de
Prata de Serviços Distintos com palma:
-
«Tendo comandado durante 20 meses o 1º Pelotão da
1ªCCPáras [1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas],
sempre o seu comportamento mereceu a inteira confiança
dos seus superiores pela forma inteligente, criteriosa e
enérgica, como cumpriu as missões que lhe foram
impostas.
Conquistando os homens sobre o
seu comando, por constantes exemplos de coragem, ousadia
e sangue-frio, quando, nas mais difíceis situações
vividas no decorrer das dezanove operações em que tomou
parte, a sua acção de comandante revelou-se
principalmente em três acções, no decorrer das quais
impôs sempre a sua vontade a um inimigo aguerrido e bem
armado, quer conquistando e mantendo uma posição
considerada chave para o êxito da operação, quer
perseguindo-o por forma a não lhe permitir a mínima
organização defensiva e contribuindo desta forma,
largamente para o cumprimento da missão atribuída ao seu
agrupamento.
O Alferes Ferreira dos Santos, cujo pelotão foi
distinguido em O.S. do BCP21 [Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21] pelo seu elevado espírito de corpo,
camaradagem e actuação em operações, revelou-se com as
suas ideias e iniciativas um valioso auxiliar do comando
da Companhia e soube sempre pelas suas atitudes na
Unidade e em operações frente ao inimigo, mostrar-se um
oficial brioso, esforçado, corajoso e com grande
capacidade de comando, prestando serviços que o
dignificaram e honraram a Unidade e as Tropas
Pára-quedistas.»
Em 29 de Agosto de 1966 passou à situação de
disponibilidade.
