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HONRA
E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V,
pág. 488, da RHMCA /
CECA / EME
7.º Volume, Tomo II,
pág.s 95 a 97, da
RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo II,
Livro 1, pág. 288, da
RHMCA / CECA / EME
Diário de Lisboa, ed.
16097, pág. 12, de 11 de
Outubro de 1967
Imagens dos
distintivos cedidas por
Carlos Coutinho
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HERÓI
NACIONAL e VENDASNOVENSE
«...militar
heroico constituiu um exemplo para
toda a juventude que se bate pela
Pátria, pela qual fez a suprema
dádiva a sua vida.»

Manuel
Joaquim Várzea do Sado
Soldado Atirador de Infantaria,
n.º 07124066
Companhia de Caçadores 1686
«OS FERAS DA GUINÉ»
Batalhão de Caçadores 1912
«VALENTES DESTEMIDOS»
Guiné
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
(Título póstumo)
Manuel
Joaquim Várzea do Sado, Soldado
Atirador de Infantaria, n.º
07124066, nascido na freguesia e
concelho de Vendas Novas, filho de
Joaquim Marques Sado e de Jacinta
Maria Fonseca, solteiro.
Mobilizado
pelo Regimento de infantaria 16
(RI16 - Évora) «CONDUTA BRAVA EM
TUDO DISTINTA» para servir Portugal
na Província Ultramarina da Guiné
integrado na Companhia de Caçadores
1686 (CCac1686) «OS FERAS DA GUINÉ»
do Batalhão de Caçadores 1912
(BCac1912) «VALENTES DESTEMIDOS».
Faleceu, no dia 7 de Outubro de
1967, vítima de ferimentos em
combate, aquando do golpe-de-mão
executado sobre o acampamento
inimigo no Tenha - Locher (Mansoa -
Mamboncó).

O seu corpo não foi recuperado
Naquele dia, e durante o referido
golpe-de-mão, tombaram com ele:
Balaque
Churia, carregador
nativo;
António
Manuel Cabeçana, Soldado
Atirador de Infantaria, n.º
07031866, natural da freguesia da
Sé, concelho de Évora: corpo não
recuperado;
António
Gabriel Beco, Soldado
Atirador de Infantaria, n.º
06745566, natural do lugar do Monte
da Boavista, na freguesia do Couço,
concelho de Coruche. Veio a falecer,
no dia 13 de Outubro de 1967, no
Hospital Militar 241 (HM241 -
Bissau); e
Nhame
Tchandjelam, caçador
nativo.
As suas Almas repousam em paz
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Num comunicado do Serviço de
Informação Pública (SIP) das Forças
Armadas, publicado no vespertino
"Diário de Lisboa, ed. 16097, pág.
12, de 11 de Outubro de 1967,
comunicava o desaparecimento em
combate do soldado n.º 07124066,
Joaquim Várzea do Sado, natural de
Vendas Novas e filho do sr. Joaquim
Marques do Sado e da sr.ª D. Jacinta
Maria Fonseca do Sado.

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Cruz de Guerra, de 4.ª classe
(Título póstumo)
Soldado
de Infantaria, n.º 07124066
MANUEL JOAQUIM VÁRZEA DO SADO
CCac1686/BCac1912 - RI 16
GUINÉ
4.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 25 - 3.ªsérie, de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 4 de
Junho findo, a título póstumo, o
Soldado Manuel Joaquim Várzea do
Sado, n.º 07124066, da Companhia de
Caçadores 1686 do Batalhão de
Caçadores 1912 - Regimento de
Infantaria n.º 16.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 39, de 12 de
Setembro de 1968, do Quartel General
do Comando Territorial Independente
da Guiné (QG/CTIG):
Louvado, a título póstumo, o Soldado
n.º 07124066, Manuel Joaquim Várzea
do Sado, da Companhia de Caçadores
1686 do Batalhão de Caçadores 1912
(CCac1686/BCac1912), porque durante
a operação "Fru-Fru" demonstrou
possuir altas qualidades de
desembaraço, valentia, sangue-frio e
serena energia debaixo de fogo,
conservando-se de pé e acorrendo aos
locais onde o fogo inimigo era mais
nutrido, impondo-se sempre com a sua
metralhadora, até ser atingido e
cair mortalmente ferido.
Merecedor da admiração de todos os
camaradas de armas, este militar
heroico constituiu um exemplo para
toda a juventude que se bate pela
Pátria, pela qual fez a suprema
dádiva a sua vida.
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O seu nome está gravado na lápide junto ao Monumento
existente no jardim da Escola Prática de Artilharia,
hoje, Regimento de Artilharia 5:


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Batalhão
de Caçadores n.º 1912
Identificação:
BCac1912
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI16 -
Évora)
Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Artur
Afonso Pereira Rodrigues
2.°
Comandante:
Major de Infantaria António da Graça
Bordadágua
Major de Infantaria Guilherme
Henrique da Costa
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Major de Infantaria Luís Alberto
Monteiro de Oliveira Leite
Comandantes
de Companhia
Companhia
de Comando e Serviços (CCS)
Capitão do Serviço Geral do Exército
Carlos da Conceição Cabrita
Capitão de Infantaria António Maria
Cardoso de Almeida Coimbra
Companhia
de Caçadores 1684 (CCac1684):
Capitão de Infantaria António
Feliciano Mota da Câmara Soares
Tavares
Companhia
de Caçadores 1685 (CCac1685):
Capitão de Infantaria Alcino de
Jesus Raiano
Companhia
de Caçadores 1686 (CCac1686):
Capitão Mil.º de Infantaria José de
Matos Correia Barradas
Divisa:
"Valentes e Destemidos"
Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de 1967,
no NTT «Uíge»; desembarque no dia 14
de Abril de 1967
Regresso:
Embarque no dia 16 de Maio de 1969,
no NTT «Niassa»
Síntese da
Actividade Operacional
Em 19 de Abril de 1967, rendendo o
Batalhão de Cavalaria 1897
(BCav1897), assumiu a
responsabilidade do Sector O3-A,
desde 4 de Outubro de 1968 designado
Sector O4, com sede em Mansoa e
abrangendo as forças estacionadas em
Mansoa e nos destacamentos de
Jugudul e Cutia, este a partir de 29
de Junho de 1967 e, depois de 1 de
Julho de 1967, ainda o subsector de
Enxalé, então retirado à área do
Batalhão de Caçadores 1888
(BCac1888) e cuja sede foi
transferida para Porto Gole, em 21
de Dezembro de 1967.
Desenvolveu intensa actividade
operacional, essencialmente
orientada para a interdição das
linhas de infiltração e expansão da
actividade inimiga do Morés para a
região do Sara, para a segurança e
autodefesa das populações e para o
controlo dos itinerários.
Pelos resultados obtidos e pela
desorganização e insegurança
causadas no dispositivo inimigo na
área, destacam-se as operações:
"Duquesa",
"Estrela do Norte",
"Fru-Fru",
"Farpa" e
"Escudo Negro", entre outras.
Coordenou ainda a construção dos
aldeamentos de Jugudul, Uaque, Braia,
Bissá, Rossum, Infandre e Bindoro.
Dentre o armamento capturado mais
significativo, salienta-se: 1
metralhadora pesada, 2 metralhadoras
ligeiras, 6 pistolas-metralhadoras,
18 espingardas, 1 lança-granadas
foguete, 19 minas, 15 granadas de
armas pesadas e 2955 munições de
armas ligeiras.
Em 14 de Maio de 1969, foi rendido
no sector de Mansoa pelo Batalhão de
Caçadores 2885 (BCac2885) e recolheu
seguidamente a Bissau, a fim de
efectuar o embarque de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 1684 (CCac1684)
«ENVIADOS DA MORTE»
«SE FIZERAM POR ARMAS TÃO SUBIDOS»
Ficou
inicialmente colocada em Bissau como
subunidade de intervenção e reserva
do Comando-Chefe. Nesta situação,
foi atribuída, a partir de 23 de
Maio de 1967, em reforço do Batalhão
de Caçadores 1894 (BCac1894),
deslocando-se para Ingoré e, a
partir de 23 de Junho de 1967,
instalando-se em S. Domingos, com
vista à realização de operações nas
regiões de Bunhaque, Santana e
Campada, tendo entretanto destacado,
em 28 de Junho de 1967, um pelotão
para Susana.
Após
rendição, por fracções, da Companhia
de Cavalaria 1483 (CCav1483),
iniciada em 4 de Julho de 1967,
assumiu, em 13 de Julho de 1967, a
responsabilidade do subsector de S.
Domingos, então, temporariamente,
com sede em Susana, com pelotões
destacados em Varela e S. Domingos,
ficando integrada no dispositivo e
manobra do mesmo Batalhão de
Caçadores 1894 (BCac1894).
Em 23 de Agosto de 1967, após
subdivisão do subsector de S.
Domingos e criação do subsector de
Susana, foi substituída em S.
Domingos pela Companhia de
Artilharia 1744 (CArt1744) e assumiu
a responsabilidade do novo subsector
de Susana, mantendo um pelotão
destacado em Varela.
Em 31 de Março de 1969, foi rendida
pela Companhia de Caçadores 1791
(CCac1791) e foi colocada em Mansoa,
em 2 de Abril de 1969, a fim de
substituir a Companhia de Caçadores
2315 (CCac2315) no dispositivo e
manobra do seu batalhão [BCac1912],
realizando acções ofensivas nas
regiões de Polibaque, Ponta Bará,
Cutia e Namedão e escoltas a colunas
de reabastecimento.
Em 14 de Maio de 1969, foi
substituída pela Companhia de
Caçadores 2589 (CCac2589) e recolheu
a Bissau, a fim de efectuar o
embarque de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 1685 (CCac1685)
«INSACIÁVEIS»
Seguiu em 28 de Abril de 1967 para
Fá Mandinga, ficando na missão de
subunidade de intervenção e reserva
do Comando-Chefe, orientada para
actuação na zona Leste em reforço de
diversos batalhões, tendo
substituído a Companhia de Caçadores
1426 (CCac1426) a partir de 1 de
Maio de 1967. Nesta situação, foi
atribuída em reforço do Batalhão de
Caçadores 1888 (BCac1888), para
operações realizadas na área de
Enxalé, até 13 de maio de 1967, de
Poidom, de 25 a 27 de Junho de 1967
e de 30 de Agosto a 1 de Setembro de
1967 e Buruntoni, de 22 a 25 de
Julho de 1967 e em reforço do
Batalhão de Caçadores 1877
(BCac1877), para operações
realizadas nas regiões de Sare Dicó,
de 9 a 13 de Junho de 1967 e de 4 a
7 de Julho de 1967, entre outras.
Em 19 de Setembro de 1967, rendendo
a Companhia de Caçadores 1501
(CCac1501), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Fajonquito, com pelotões destacados
em Cambajú e Tendinto, até
princípios de Maio de 1968 e
Sumbundo, a partir de 25 de Agosto
de 198, ficando integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de
Caçadores 1877 (BCac1877) e depois
do Batalhão de Cavalaria 1905
(BCav1905) e ainda do Batalhão de
Caçadores 2856 (BCac2856).
Em 14 de Dezembro de 1968, rendida
pela Companhia de Caçadores 2435
(CCac2435), seguiu para Fá Mandinga
e, após troca por fracções, até 18
de Dezembro de 198, com a Companhia
de Caçadores 2405 (CCac2405), seguiu
para Mansoa, ficando integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão [BCac1912], como subunidade
de intervenção e reserva do sector,
tendo actuado em operações
realizadas nas regiões de Polibaque,
Braia e Ponta Bará, entre outras e
tendo ainda destacado um pelotão
para Infandre, a partir de 10 de
Janeiro de 1969.
Em 14 de Maio de 1969, foi rendida
pela Companhia de Caçadores 2588
(CCac2588) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de efectuar o embarque
de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 1686 (CCac1686)
«OS FERAS DA GUINÉ»
Seguiu em 15 de Abril de 1967, para
Mansoa, a fim de efectuar a
adaptação operacional e integrar o
dispositivo e manobra do seu
batalhão [BCac1912] como subunidade
de intervenção e reserva do Sector,
tendo realizado diversas operações
nas regiões de Locher, Polibaque e
Ponta Bará, entre outras.
Em
25 de Outubro de 1967, por troca com
a Companhia de Artilharia 1660
(CArt1660), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Mansoa, com efectivos destacados em
Cutia, ponte do rio Braia, Jugudul,
Uaque e Bindoro.
Em 21 de Fevereiro de 1968,
novamente por troca com a Companhia
de Artilharia 1660 (CArt1660),
voltou a desempenhar a missão de
intervenção e reserva do sector de
Mansoa, realizando várias operações
nas regiões de Enxalé, Mansabá,
Bindoro e outras.
Em 1 de Agosto de 1968, substituída
na intervenção pela Companhia de
Caçadores 2405 (CCac2405), voltou a
assumir a responsabilidade do
subsector de Mansoa, rendendo
novamente a Companhia de Artilharia
1660 (CArt1660).
Em 14 de Maio de 1969, foi rendida
no subsector de Mansoa pela
Companhia de Caçadores 2587
(CCac2587) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de efectuar o embarque
de regresso.