“Madrinhas de Guerra”
Ao falar
de madrinhas de Guerra, é recordar os anos que
passei em Moçambique, de 1970 a 1972, quem lá esteve
não sabe os valores que essas mulheres merecem.
Para
alguns as madrinhas de guerra são hoje as esposas,
para outros foi o espírito de camaradagem na ajuda
de passar o tempo da melhor maneira longe das nossas
famílias, conheci alguns camaradas que a única
correspondência que recebiam era os bate-estradas,
com algumas palavras de apoio da sua Madrinha de
Guerra.
Vou
contar uma história, das muitas passadas nesse
período de tempo.
Na minha
equipa de combate éramos três Algarvios, dois de nós
mandámos umas fotos para um jornal de Lourenço
Marques, foram publicadas e ao fim de algum tempo, o
meu camarada recebeu um dito bate-estrdas de uma
rapariga da cidade de Tete, mas ele não quis dar
resposta, quem respondeu fui eu em nome dele, todas
as semanas escrevia-me convencida que eu, era o
outro.
Foi um
passatempo engraçado, que durou mais de um ano.
São estas
e outras histórias que nunca esqueço.
Um bem
haja a todas as “Madrinhas de Guerra” do ultramar.
“Sardinha”
“ MAMA
SUME”
20 de
Setembro de 2010