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António dos Santos Alberto Andrade e Mário Beja Santos

 

O livro:

 

"Nunca Digas Adeus às Armas

(Os primeiros anos da Guerra da Guiné)"

 

 

título: "Nunca Digas Adeus às Armas (Os primeiros anos da Guerra da Guiné)"
autores: António dos Santos Alberto Andrade e Mário Beja Santos
 

editor: Humus
1ªed. Ribeirão, 30Out2020
262 págs
23x16cm
pvp: 13,50 €
ISBN: 989-75554-3-5
 

 

Sinopse:


Guerra da Guiné: não é falsificação, é danoso esquecimento. A historiografia da guerra da Guiné é geralmente omissa (ou estranhamente parcimoniosa) na resposta dada pelas forças portuguesas, na eclosão da guerrilha logo no início de 1963.

 

Estão identificadas as etapas do levantamento do nacionalismo guineense, os seus actores principais e secundários, a organização do PAIGC na clandestinidade e a metódica preparação que Amílcar Cabral imprimiu aos jovens responsáveis que mandou preparar na China e noutras paragens. Metódica e eficaz, tão avassaladora que deixou estupefactos os comandos militares, tanto na Guiné como em Lisboa.

 

Em escassos meses o PAIGC instalou-se na região Sul, infiltrou-se nas matas densas do Oio/Morés, atravessou o Corubal, de ano para ano passou do armamento incipiente para mais temível, a usar minas anticarro, bazucas e morteiros, não lhe foi indiferente a artilharia antiaérea.

 

Era uma guerrilha de gente motivada que não recuou, a intimidar e a aterrorizar os guineenses hesitantes. Em 1964 dera-se uma clara separação das águas, mesmo ao nível das etnias guineenses.

 

A historiografia apresenta por vezes os dois primeiros oficiais-generais (Louro de Sousa e Arnaldo Schulz) como maus condutores da resposta, líderes impreparados para aquela experiência de guerra de guerrilhas face a um inimigo que somava mais vitórias que derrotas.

 

Falamos numa historiografia que reduz a escassos parágrafos o modo como combatemos entre 1963 e 1968, insinua-se mesmo que só se cometeram asneiras.
 

 

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