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Condecorações

José Manuel de Jesus Henriques, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria: Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

 

José Manuel de Jesus Henriques

 

Alferes Mil.º Atirador de Infantaria

 

Comandante de pelotão da
 

Companhia de Cavalaria 625

 

Batalhão de Cavalaria 627

 

«AMANDO PELEJANDO»

 

Angola:

 

25 de Janeiro de 1964 a 25 de Março de 1966

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe 

 

EPIJosé Manuel de Jesus Henriques, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, nascido no dia 22 de Outubro de 1942.

 

Em 7 de Janeiro de 1963 Soldado-Cadete n.º 1543/62 da Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», promovido a Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria e transferido para o Campo de Tiro da Serra da Carregueira;


De 2 a 23 de Dezembro
RE1de 1963, entretanto colocado no Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» e mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, frequenta no Regimento de Engenharia 1 (RE1 - Pontinha) «SÃO OS PRIMEIROS» o 7.º curso de minas e armadilhas, que conclui com a classificação de 'muito bom';


Na manhã de 16 de Janeiro de 1964 embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda, como comandante do 2.º pelotão da Companhia de Cavalaria 625 (CCav625) do Batalhão de Cavalaria 627 (BCav627) «AMANDO E PELEJANDO»;


Em 14 de Setembro de 1965 agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, por relevantes feitos em combate:

 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ MANUEL DE JESUS HENRIQUES
 

CCav625/BCav627 - RC3
ANGOLA
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 20 - 2.ª série, de 1965.
 

Por Portaria de 14 de Setembro de 1965:


Condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o


Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel de Jesus Henriques, da Companhia de Cavalaria n.º 625 do Batalhão de Cavalaria n.º 627 — Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 52, de 2 de Julho de 1965, do Quartel General da Região Militar de Angola -QG/RMA):


Louvo o Alferes Miliciano, José Manuel de Jesus Henriques, da Companhia de Cavalaria n.º 625 do Batalhão de Cavalaria n.º 627, pela forma valente, desembaraçada e eficiente como tem comandado o seu Grupo de Combate.


Actuando sempre em zonas difíceis, nomeadamente na região dos Dembos, em todas as missões de combate que lhe foram cometidas, demonstrou possuir, em elevado, grau muita coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo.


Destaca-se em especial a sua actuação na operação "Ponto de Honra" em que, reagindo com decisão a uma emboscada inimiga, avançou com o seu Grupo a descoberto e debaixo de fogo para um dos locais onde se encontrava o grupo Inimigo mais ameaçador e imediatamente o pôs em debandada, resolvendo com o seu gesto a situação.


Ocupando sempre as posições de maior risco, conseguiu manter no espírito dos seus subordinados uma confiança extraordinária que os levava a cumprir sem hesitar todas as missões e a maneira como sempre actuou, levou o seu Comandante de Companhia a confiar-lhe as missões de mais responsabilidade, as quais terminou com êxito.


Revelando-se um autêntico condutor de homens, tornou-se digno do respeito e da admiração de todos os que com ele servem e de pertencer ao Exército Português.


Em 19 de Março de 1966 regressa à Metrópole no NTT 'Império', do qual desembarca em Lisboa na manhã de 29 de Março de 1966.
 

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O Batalhão de Cavalaria 627
  

Identificação:
BCav627
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Augusto Eduardo de Oliveira Ferraz de Noronha e Meneses Freire de Andrade
Tenente-Coronel de Cavalaria Carlos Emiliano Fernandes
Tenente-Coronel José Luís de Pinho Canelhas
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Francisco Rodolfo Pereira dos Santos Oliveira
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria José Manuel Martins da Silva
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria António José de Faria Fernandes
Capitão de Cavalaria José Manuel Lameira Machado de Faria
 

Companhia de Cavalaria 624 (CCav624):
Capitão de Cavalaria Rui d'Orey Pereira Coutinho
 

Companhia de Cavalaria 625 (CCav625):
Capitão de Cavalaria Manuel Joaquim Martins Engrácia Antunes
 

Companhia de Cavalaria 626 (CCav626):
Capitão de Cavalaria Carlos Alexandre de Morais
 

Divisa:
"Amando e Pelejando"
 

Partida:
Embarque no dia 16 de Janeiro de 1964 no NTT «Vera Cruz»; desembarque em Luanda no dia 25 de Janeiro de 1964.
 

Regresso:
Embarque no dia 25 de Março de 1966 no NTT «Niassa»; desembarque em Lisboa no dia 5 de Abril de 1966
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria foi destinado, inicialmente, ao subsector B4, com sede em Malange, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 325 (BCac325) e assumiu a responsabilidade da zona de acção em 19 de Fevereiro de 1964.


BCavO dispositivo do Batalhão de Cavalaria [BCav627] compreendia o


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 626 (CCav626) em Malange, a
Companhia de Cavalaria 624 (CCav624) em Mangando / Forte República e a
Companhia de Cavalaria 625 (CCav625) em Cacuso; eram reforços, a
Companhia de Caçadores 309 (CCac309) em Marimba e a
Companhia de Caçadores 384 (CCac384) em Nova Gaia.


A actividade operacional foi principalmente dirigida a interdizer ao inimigo a vasta zona de fronteira, com a operação "Muralha", numa constante acção de patrulhamento, para contrariar também as acções de intimidação, nomeadamente fogos e raptos, sobre as populações.


A partir de 22 de Junho de 1964, o Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi transferido para o Sector D, onde rendeu, por troca, o Batalhão de Caçadores 460 (BCac460), assumindo a responsabilidade do subsector de Nambuangongo em 1 de Julho de 1964.


O Comando e a Companhia de Comando e Serviços (CCS) instalaram-se em Nambuangongo e as
Companhias de Cavalaria 624, 625 e 626 respectivamente em Beira Baixa, Nambuangongo e Quixico.
Eram reforços do Batalhão de Cavalaria [BCav627], a
6.ª Companhia de Caçadores Eventual do Regimento de Infantaria de Nova Lisboa (6ªCCacEv/RINL – Guarnição Normal), na Fazenda Lifune-Tari, a
Companhia de Cavalaria 483 (CCav483) e o
Pelotão de Morteiros 911 (PelMort911) em Nambuangongo e
Dois pelotões da 4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (4ªBtr/GACL – Guarnição Normal) no Onzo e Beira Baixa.


Na zona de acção, fulcro da guerrilha, o inimigo revelou-se aguerrido, bem armado, municiado e protegido por um terreno que tudo lhe possibilitava. De referir uma emboscada de mais de 4 horas de fogo nutrido, na picada de Quifula.


Das operações levadas a cabo citam-se "Aiué Grande", "Mãos Dadas", "Contraste", "2." Tentativa" e "Quisele", das quais resultaram baixas e destruições de instalações inimigas.


Após sobreposição desde 230ut64, o Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 725 (BCac725) em 1 de Novembro de 1964 e passou à situação de reserva de intervenção da Região Militar de Angola (RMA), a partir de 16 de Novembro de 1964, em substituição do Batalhão de Artilharia 436 (BArt436).


As suas subunidades actuaram com grande frequência em operações na Zona de intervenção Norte, nos sectores I, Q e DN, tomando parte em diversas operações das quais se referem: "Ponto de Honra", "Marabunta", "Mexe Mexe", "Dembo Grande", "Garraiada", de que resultaram apreciáveis baixas e apreensão de material, bem como a eliminação de vários "quarteis" inimigos.


Em 26 de Junho de 1965, o Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi transferido para o Cuanza Sul, onde rendeu o Batalhão de Cavalaria 437 (BCav437) e assumiu a responsabilidade da zona de acção, em 2 de Julho de 1965.


O Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) instalaram-se em Novo Redondo, a
Companhia de Cavalaria 624 (CCav624) na Gabela, a
Companhia de Cavalaria 625 (CCav625) em Santa Comba e a
Companhia de Cavalaria 626 (CCav626) no Calulo, havendo destacamentos em Porto Amboim, Seles, Quibala e Mussende. Nesta zona de acção, o esforço foi dirigido a um estreito controlo das populações das várias etnias, pretendendo-se a melhoria do clima social e a valorização das populações.


Em finais de Fevereiro de 1966, o Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi rendido pelo Batalhão de Artilharia 741 (BArt741).
 

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Notícia:

Partida do NTT «Vera Cruz», em 16 de Janeiro de 1964

 

 

 

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Notícia 2:

Chegada a Lisboa do NTT «Império», em 29 de Março de 1966

 

 

 

 

 

 

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