«DADO AO MUNDO POR DEUS, QUE TODO O
MANDE PARA DO MUNDO A DEUS DAR PARTE GRANDE»
Moçambique: 15Ago1970 a 20Nov1972
José Manuel Macedo
Gouveia, Furriel Mil.º de Minas e
Armadilhas, n.º
12225468;
Mobilizado
Batalhão Independente de Infantaria
019 (BII19 - Funchal) «NOBRE E FORTE
LUTANDO ATÉ À MORTE» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na Companhia
de Caçadores 2759 «OS KURIKAS» - «RES NON VERBA» - «DADO AO MUNDO POR
DEUS, QUE TODO O MANDE PARA DO MUNDO
A DEUS DAR PARTE GRANDE», no período
de 15 de Agosto de 1970 a 20 de
Novembro de 1972.
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Mensagem do veterano José Gouveia:
Caros Camaradas e
Amigos,
Conto com a vossa presença no dia 4
de Março [2023], no Salão Nobre da Junta de
Freguesia de Lordelo do Ouro, no
Porto, pelas 16h00, para o
lançamento de um livro por mim
escrito, cuja receita se destina ao
FUNDO DA C.CAÇ.2759, o qual tem por
missão exclusiva, ajudar os ANTIGOS
COMBATENTES DA COMPANHIA DE
CAÇADORES 2759, na qual estive
integrado na guerra em Moçambique,
que vivem em situações precárias de
saúde, habitação, alimentação e
situações graves de diferentes
índole.
Ver-vos nesse dia, também ele
importante para mim, seria uma honra
e uma prova de amizade.
Agradeço a vossa confirmação por
este meio ou pelo telemóvel.
No dia 6 de
Outubro de 2022, o livro foi
apresentado no auditório da Reitoria
da Universidade da Madeira.
A
notícia
in Jornal da
Madeira
José Gouveia lança livro onde relata
a sua história e a da Companhia de
Caçadores 2759
Editada pela ARTELEIA, esta obra
integra-se nas comemorações dos 50
anos do regresso da Companhia 2759
de Moçambique.
Por: Luisa Gonçalves, 8 de Outubro
de
2022
Fotos de Duarte Gomes
“Cento e sessenta
menos onze” é como se intitula o
livro de José Gouveia que retrata a
história da Companhia 2759 que, em
1970, seguiu para Moçambique.
Apresentado quinta-feira, dia 6 de
Outubro, no auditório da Reitoria da
Universidade da Madeira, este livro
surge no âmbito das comemorações dos
50 anos do regresso da Companhia
2759 de moçambique.
Na obra, cuja edição esteve a cargo
da ARTELEIA, Produção de Conteúdos
Literários, o autor José Gouveia,
quis relatar a sua história e a dos
160 homens que partiram consigo, dos
quais 102 eram madeirenses.
Entre aspetos do dia a dia “de 28
meses muito penosos”, de uma
companhia de intervenção que ora
estava aqui, ora estava ali, o autor
também quis esclarecer o chamado
massacre de Mukum-bura e Wiri-yamu
em que as tropas portuguesas foram
acusadas de dizimar as populações
locais, quando os portugueses “não
deram um tiro”.
A Companhia 2759 regressou a
Portugal em novembro de 72, tendo
sofrido 11 baixas, quatro delas
madeirenses.
O bispo do Funchal, D. Nuno Brás,
marcou presença neste lançamento,
tendo começado por saudar todos
aqueles que se deslocaram à Madeira
para participar nestas comemorações
às quais a Diocese, disse, “gosta de
se associar, porque nós sabemos o
quanto o madeirense ama a sua Pátria
e o quanto gosta de lutar sempre
pela paz e pela justiça”.
O madeirense que, acrescentou o
prelado, “não desiste, que continua
a persistir, que onde quer que seja
está disponível para ajudar o
próximo e que por isso mesmo,
queremos também com estas
celebrações reconhecê-lo e pedir a
Nossa Senhora que os abençoe e
proteja e guarde não apenas aqueles
que aqui estamos, mas também que
guarde no seu regaço todos aqueles
que já partiram”.
A receita da venda deste livro
destina-se a um fundo solidariedade
da C.CAÇ.2759, criado em 2007 por
José Gouveia, para ajudar alguns
camaradas que precisam.